Coleção pessoal de testeteste123

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Se a vida lhe mostrou um erro, é porque você já está pronto para superá-lo.

O aprendizado está nos tropeços, e não nos caminhos perfeitos.

Se a sua paz depende de eu ser menor do que sou, essa paz nunca foi real.

A competição expõe o caráter, torna-o vulnerável e, não raro, transforma divergências que sequer existiam em rixas eternas.

Os turcos não é bizantino forasteiro.''

Hora certa
(Mauro A Evaristo)

Não existe a hora certa pra ser feliz
Aproveite o momento de agora pra sorrir,
Muitos esperam pela data
Sem verem que a hora é esta, a exata.

Não aguarde a chegada das visitas
Faça a festa pra si, pra família,
Muitos que guardam enxoval
Teriam vergonha da partilha pós funeral.

O momento é este, a vida é agora
Felicidade não tem, jamais tem hora
Lembre-se que o melhor da vida é viver,

Faça, busque o que importa
No fim o que o que vai prevalecer
É o poder infinito que existe em você.

feradapoesia.blogspot.com

2719 📜 Não tenho Irmãos, Não conheci Nossas Mamães e Tenho aqui Uma Conta, só Uma.

Companhia que Transforma — Euforia que Prevalece

A tua companhia é bastante agradável, faz o momento virar poesia, cujo fogo não pode ser apagado como a sensação de uma sincera euforia de uma cena memorável, de uma intensa melodia.

Nunca pergunte quem sou
Não vou saber responder
Hoje sou uma pessoa
E outro ao amanhecer.


Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
04/08/2026

A bajulação e um convite ao manipulador

Sobre a diferença entre os livros da ultra-modernidade dos Livros Antigos




É que nos primeiros, talvez, com muito esforço, encontra-se inteligência. Já quanto aos segundos, acha-se abundante sabedoria.


Às 19:40 in 04.08.2026

Domingo de primavera. Depois de uma semana enterrado num escritório e de algumas noites oferecendo meu fígado aos deuses baratos dos bares, resolvi sair para tirar o mofo da alma. O sol fazia um trabalho honesto. Não prometia felicidade. Apenas lembrava que a pele ainda era capaz de sentir alguma coisa.
O parque estava cheio de gente satisfeita consigo mesma. Dá para reconhecer esse tipo à distância. Carregam diplomas como soldados carregam medalhas. Aprenderam meia dúzia de palavras elegantes, descobriram uma profissão rentável e passaram a acreditar que o universo inteiro cabe dentro do currículo. Falavam de carreira, mercado, investimentos, produtividade. Nunca da morte. Nunca do medo. Nunca daquele silêncio que aparece às três da manhã e pergunta se tudo isso valeu a pena. Talvez porque certas perguntas não caibam em salas de reunião.
Sempre achei curioso que uma pessoa possa estudar durante vinte anos e ainda não saber conversar sobre a única matéria obrigatória para todos: a condição de estar vivo.
Mas havia outros. Sempre há.
Não fazem alarde. Não precisam parecer inteligentes porque vivem ocupados demais tentando compreender. Olham para uma árvore e enxergam mais do que sombra. Olham para um velho e veem o próprio futuro. Olham para uma criança correndo e lembram que um dia também acreditaram que o mundo era infinito.
São pessoas perigosas para qualquer sociedade construída sobre distrações. Pensam na morte sem desespero, porque entendem que ela dá valor às manhãs. Pensam no amor sem transformá-lo em mercadoria. Desconfiam das respostas prontas e das certezas vendidas em palestras motivacionais.
E o mais bonito é que não vivem presos nessas profundezas.
São capazes de rir de uma piada idiota até faltar o ar. Sentam para tomar um café sem pressa. Observam a chuva escorrendo pela janela como quem assiste a um concerto. Fazem pequenas loucuras só para lembrar ao coração que ele ainda não virou uma máquina de bater ponto.
A maioria das pessoas escolhe um dos extremos. Ou vive afogada nas banalidades do cotidiano, anestesiada por contas, status e compromissos. Ou se perde em labirintos filosóficos até esquecer o sabor de uma tarde de domingo.
Talvez a sabedoria esteja justamente no meio do caminho.
Ter coragem suficiente para olhar o abismo sem desviar os olhos, mas também humildade para sorrir quando uma criança cai na grama e levanta rindo. Pensar na eternidade enquanto o café ainda solta fumaça. Conversar sobre a morte e, logo depois, admirar um pôr do sol como se fosse o primeiro.
Quando deixei o parque, percebi que os homens mais interessantes nunca foram os que tinham todas as respostas.
Foram aqueles que carregavam perguntas demais e, apesar disso, ainda encontravam tempo para brindar a vida, rir de si mesmos e sentir o calor manso de um domingo de primavera sobre o rosto.
No fim, talvez seja isso que nos salve. Não os diplomas, não as certezas, não as biografias cuidadosamente polidas para impressionar desconhecidos. O que nos salva é conservar a estranha capacidade de habitar dois mundos ao mesmo tempo: o das perguntas que jamais serão respondidas e o das pequenas alegrias que jamais deveriam ser subestimadas. Contemplar o infinito sem deixar de notar o aroma do café, o riso espontâneo de uma criança, a sombra fresca de uma árvore ou o dourado silencioso do fim da tarde. Porque a vida nunca foi apenas um enigma a ser resolvido. Ela também é um instante para ser sentido antes que desapareça.

"Esta geração tem sede por ser vista, e por medo de ser conhecida;
por isso despe a pele diante do mundo e esconde a alma até de si mesma, com medo dos próprios erros!"
@Suedson_Corey

Amor de Luar

Você é como a lua 🌕 aos meus olhos,
brilhando em uma noite silenciosa,
onde qualquer outra fonte de luz torna-se totalmente dispensável.

Caminhar sob sua claridade traz segurança e uma paz inenarrável.

Já me senti abraçado pelo seu olhar.
Já quis abraçar-te, sentir tua pele e ouvir tua respiração.

Gosto de te olhar, de te admirar e de recitar poemas para você.
Gosto de dormir sabendo que você existe e acordar para, mesmo com a luz do sol clareando o dia, contemplar resquícios teus sobre o azul infindável.

Enquanto você brilhar, eu vou te admirar, sonhando em te tocar e em conhecer-te como conheço a palma da minha mão.

Mas sei que, com essa distância, ainda que às vezes pareça que, com mais um ou dois passos, irei tocá-la, admirar você é a única coisa que me compete.

Ainda assim, sinto-me feliz.

E estas palavras são apenas para te agradecer.

Obrigado por existir.

náufrago


Era meia-noite... O vento frio passava triste, como palavras cortantes, acompanhadas com uma enorme sensação de que carrego um mar dentro de mim. Mas não um mar plácido, de ondas preguiçosas e céu límpido. É um mar revolto onde há trevas, frio e escuridão, dessas que afastam os pescadores mais corajosos sobre enormes barcos em uma noite negra e vazia como as noites sem luar. Um mar que não acolhe, expulsa; que não acalma, derruba.
Sinto que tudo que se aproxima acaba sendo devastado pela tempestade. No mar intenso, pessoas, gestos, tentativas de cuidado... tudo naufraga. E eu o assisto, de modo impotente das profundezas da alma, com um verbo de desgraça, com um grito questionador e agonizante. E em resposta, o vento que passa por meus cabelos fugazes responde-me: "pobre órfão! Vagando no espaço em meio a escuridão, mandas um grito!"
Agora. o silêncio preenche o vácuo das palavras não ditas. Um silêncio que não é apenas a ausência de som, mas uma presença pesada que ocupa todos os cantos e ecoa nos meus ouvidos como se zombasse de mim.
Parece estranho, embora este oceano sem fim pareça calmo; engana quem o vê de longe. O abismo azul ataca amargamente e devasta tudo à minha volta. Não é por mal, mas não sei ser porto seguro quando sou eu quem está naufragando e, silenciosamente, eu só queria ter um refúgio em meio às tempestades. Clamo por alguém que me consiga atravessar esse mar, porém minha tempestade turbulenta sacode violentamente os barcos.
Talvez esse mar sempre faça parte de mim e não se trate apenas de atravessar a tempestade, mas de admitir como parte da minha jornada. Com o tempo, quem sabe, eu reconheça que mesmo sendo arrastada para o fundo e sufocada pelo silêncio, isto revele minha resistência e minha capacidade de me manter firme aos meus propósitos.
Afinal, viver quem, sabe, seja isso. Nesse turbilhão, ressoa-me os versos do poeta Castro Alves: "Por que foges assim, barco ligeiro? Por que foges do pávido poeta? Oh! Quem me dera acompanhar-te a esteira que semelha no mar — doudo cometa!" Assim como o Poeta dos Escravos, percebo que viver é, muitas vezes, aceitar o mistério da travessia e permitir que as correntes nos guie, sem abrir mão dos nossos propósitos.
Amanheceu. Vejo a calmaria do mar, cujas águas, mesmo balançando, sabem ser abrigo. Posso vê-las deixar os barcos passarem devagar, junto com o vento suave e o marulhar das ondas. É como se o mar, em sua imensidão, oferecesse passagem segura a quem tem coragem de navegar, mesmo sem saber exatamente o destino. Agora, vejo um farol que me guia a um porto seguro. Estou em terra firme.

Um bom poema é sempre o próximo que irei escrever.

"Quando semeamos bondade, o universo floresce em gratidão e devolve em abundância. Cada gesto puro ecoa como luz, e Deus, em sua infinita graça, abençoa os corações justos que caminham na paz. A vida é um campo sagrado: quem planta amor colhe eternidade, e quem espalha justiça é exaltado pela própria criação."


Roberto Ikeda

“Quando o Pensamento Precisa Caber em Caracteres”


É uma discussão antiga, aliás. A tecnologia nunca é só uma ferramenta neutra; ela muda hábitos. A imprensa mudou a leitura, a televisão mudou a narrativa, as redes sociais mudaram a atenção. Agora temos plataformas onde uma reflexão precisa disputar espaço com uma piada de três palavras e um anúncio de produto milagroso, porque aparentemente até o caos ganhou algoritmo.

Alguns são como moedas de um centavo. Reais, verdadeiras, tem preço. Mas não possuem valor!

Aqueles a quem foram negados os meios para chegar aos fins deveriam ter direito a um recomeço!