Coleção pessoal de testeteste123

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Mais de Deus e menos de min.

Você não precisa ser reconhecido pelo homem,você precisa ser reconhecido pelo céu.

Uns pensam que é só despir, satisfazer uma mulher é muito mais que isso.🍷

Deus não privilegia ninguém, nem o próprio Povo, os Judeus que praticam torá.

eu sou uma mulher
apenas uma mulher
uma mulher normal
uma pessoa normal
o que me difere da extraordinariedade?
a normalidade
o que é a normalidade?
para mim, ser mediana
igual as demais
eu não escolhi ser assim
nem pensar assim
as vezes observo o mundo de seres que se contentam em serem iguais
era o espelho
é muito dificil revolucionar sua prória realidade.

Se Deus te deu a semente, não a consuma, plante.
Porque semente não se come, se semeia.

Visita.
Comida, saída, bebida.
O que alimenta, o que entorpece, o que envenena.

Ficar sem brilhar,
tirar todas as faces,
remover os anéis,
encarar o nu, o cru.

O olhar é do outro —
mas sou eu.
Eu me vejo no reflexo alheio,
e tudo o que penso de mim
é falso.

Antes de me conhecer,
fui apresentada.
Presa em eus ideais,
tentando insanamente,
incessantemente,
inconscientemente,
inutilmente,
esconder as faltas.

Fragmentada em mentiras,
sui generis,
sem identidade.

Exposta.
Ainda.
Sempre.

E a defesa —
não é proteção.
É peso.
Apenas.

Na viela da felicidade
Wallace livre no escuro
A sua mãe o nome a reclamar
mas ignorada por não cuidar

Conhecendo sensações
O laço quebrado cedo demais
Independência ou abandono?
presenciando cenas viscerais

O menino surge na sua vontade
No caminho da felicidade
Perdido pra todos
Mas liberto dos loucos

PALADAR DAS LÁGRIMAS


Provei o silêncio que escorria entre minhas falhas,
Um gosto antigo, ácido — quase memória primordial.
Cada lágrima carregava um nome que eu esqueci,
E ainda assim… elas sabiam exatamente quem eu era.
No reflexo fraturado da noite,
Bebi o que restou de mim —
E descobri que o amargo também é um tipo de luz.


Há um estudo secreto no modo como caímos:
O chão não é punição — é um espelho invertido.
Os erros, mestres sem rosto, me ensinaram a mastigar a dor
Como quem degusta a origem do próprio destino.
E quanto mais ruía, mais eu percebia…
Que ruínas têm um idioma que só o coração partido entende.


Deixei os joelhos encontrarem o pó da terra.
Deixei meu peito rachar sem piedade.
E no paladar das lágrimas, sorvi
Um perfume de verdade crua —
O gosto do que somos antes de fingirmos força.
A tempestade me tomou pela voz,
Mas devolveu-me um canto que nunca ousei cantar.


Aprendi que a chama mais pura
Nasce do que a água não conseguiu apagar.
Que o pranto, quando sincero,
É o batismo que escolhe o seu próprio sacerdote.
Ali, no fundo da dor que me molda,
Compreendi que cada renúncia era um portal,
E cada portal — um retorno ao meu nome original.


No fim, não chorei mais pelo que perdi,
Mas pelo que precisei destruir para enfim me ver.
E quando a última lágrima tocou a minha língua,
O universo inteiro tremeu em silêncio.
Não era despedida — era nascimento.
Porque somente quem conhece o sal da própria alma
É capaz de criar mundos onde antes só havia sombra.

Nas sombras onde os corações selvagens vagam,
Quebrando correntes, nunca voltaremos pra casa.
Lábios cor de carmesim e uma voz como trovão,
Surfando ondas de rebeldia, me puxando pro fundo.


Ecos de liberdade em cada grito,
Perseguindo a noite, vivendo o sonho.


Nós somos a noite, nós somos a chama,
Lutando por paixão, jogando o jogo.
Juntos nós nos erguemos, nunca recuamos,
Vivendo nossa verdade, nunca perdendo o rumo.


Couro e renda, um abraço assombroso,
Acendemos o fogo, queimamos este lugar.
Dançando como estrelas no céu da meia-noite,
Sinta o ritmo, deixe nossos espíritos voar.


A cada passo, fazemos o chão tremer,
O som das nossas almas, um rugido a vibrar.


Nós somos a noite, nós somos a chama,
Lutando por paixão, jogando o jogo.
Juntos nós nos erguemos, nunca recuamos,
Vivendo nossa verdade, nunca perdendo o rumo.


Nos ecos da noite, nunca cairíamos,
Juntos para sempre, vamos superar tudo.

Eu te amava, e isso era verdade.
Mas o amor não sustentava o peso
das noites em que eu perdia a mim mesma
tentando te carregar.
Entre meus filhos, meu trabalho, meu mundo
você ocupava espaços que não preenchia.


Poucas eram as coisas boas,
mas eu me agarrava a elas
como quem segura um fósforo aceso
no meio de um vendaval.
Bonitas, sim.
Mas pequenas demais pra iluminar
o tanto de sombra que você espalhava.


Hoje estou triste, mas aliviada.
É estranho como o peito dói
e respira ao mesmo tempo.
Eu sei que vou sentir sua falta —
mas sinto mais falta ainda de mim.
E é por isso que fui embora.
Não por falta de amor,
mas por falta de vida ao seu lado.

Amava você,
mas algo em nós pesava mais que o próprio tempo.


Entre meus dias, meus filhos, minha história,
você era vento que não ajudava a seguir.


Agora caminho só—
com um silêncio que dói e alivia,
como quem fecha a porta
e finalmente respira

Havia beleza, eu sei,
mas algo em nós pesava mais do que brilhava.


No meio dos dias, senti o ar rarear,
como se meus passos pedissem outro rumo.


Agora há um silêncio diferente—
não é alegre, nem triste demais,
é só leve o bastante
pra eu voltar a me escutar

Senhorita
musica que mais parece um poema de autoria do cantor Zé Geraldo
Senhorita




Minha meiga senhorita,
eu nunca pude lhe dizer.
Você jamais me perguntou
de onde eu venho e pra onde vou.


De onde eu venho
não importa, pois já passou.
O que importa
é saber pra onde vou.


Minha meiga senhorita,
o que eu tenho é quase nada,
mas tenho o Sol como amigo.
Traz o que é seu e vem morar comigo.


Uma palhoça no canto da serra será nosso abrigo.
Traz o que é seu e vem correndo, vem morar comigo.


Aqui é pequeno, mas dá pra nós dois,
e, se for preciso, a gente aumenta depois.
Tem um violão que é pra noites de lua,
tem uma varanda que é minha e que é sua.


Vem morar comigo, meiga senhorita.
Vem morar comigo, meiga senhorita.
Vem morar comigo.


Aqui é pequeno, mas dá pra nós dois,
e, se for preciso, a gente aumenta depois.
Tem um violão que é pra noites de lua,
tem uma varanda que é minha e que é sua.


Vem morar comigo, meiga senhorita.
Vem morar comigo, meiga senhorita.
Comigo, doce, meiga senhorita,
vem morar comigo.


Senhorita: Zé Geraldo

Sorrir
Sem a felicidade sentir
É viver
Sem existir

Crônica de saudade: eu te peço perdão pela última vez


"Eu ainda vejo tuas coisa, eu ainda curto tuas foto, eu ainda abro o story pra ver se você olha tudo que eu posto". Continuo com saudade, contínuo sentindo sua falta, continuo querendo que estivesse aqui, comigo, mas sei que você não quer. Faz tanto tempo, até parece que tudo mudou — a vida, a rotina, a gente — e, ainda assim, esse sentimento não parou, sumiu desapareceu ou, sequer, mudou. Você me faz tanta falta, provável que por não saber o porquê acabou.


Talvez tenha terminado por eu não ter sido o que você queria, o que você precisava, o que você merecia. Não tenho certeza se foi isso, sequer tenho como saber, você me provou de te conhecer — de conhecer a sua verdade. E, por esse motivo, hoje me apego tanto às memórias — elas se tornaram a minha verdade, minha única possibilidade de tentar desvendar o que aconteceu, quando e como eu te perdi. Na verdade, eu te tive em algum momento?


Meu jeito devia exigir muito de você; quem sabe se eu fosse um pouco menos complicado, não teríamos nos separados. Não, talvez esse — ou melhor, aquele — era o momento para tudo acabar, eu havia feito, afinal, até o impossível para não terminar. Quando o fim não era mais possibilidade, e sim realidade, eu tentei postergar para ter um pouco mais de tempo com você. Claro, valeu à pena: ainda te guardo, em cada detalhe, na minha mente — eu me tornei melhor por e para você; não, você me tornou e torna melhor com tudo o que me ensinou durante aquele ano.


Será que, se eu te encontrar de novo, os seus olhos ainda serão meu abrigo e o seu abraço ainda serão minha morada? Não, é óbvio que não. Eu já te encontrei de novo, e quem eu vi não era quem eu conhecimento você está melhor, bem melhor para ser sincero, eu tenho orgulho disso, de você, embora ainda queira voltar a te ter com achei que já tive. Por fim, é verdade que você me faz falta e também é verdade que eu devia ter te pedido desculpa — não tive maturidade nem coragem para solver. Por isso e por tudo, eu te peço perdão pela última vez.

DIÁLOGOS COM A SOMBRA


Eu te ignorei por anos, trancada no sótão da mente
Doeu menos fingir que eras obra da poeira e do tempo
Mas nas noites de insônia, quando o mundo desmaia
Sinto teu peso no colchão, um afundamento calmo, lento
És o hóspede não convidado que paga aluguel em silêncio
A parte da história que nunca me contaram completa
A raiz que cresce na direção oposta da flor
A única verdade que minha alegria aceita discreta


E hoje, cansei da guerra. Baixei as armas da razão.
Abri a porta do sótão e disse, sem triunfo, apenas:
"Entra. Já que insistes em habitar esta casa,
ao menos vem da penumbra. Vamos ter uma conversa,
afinal somos inquilinos do mesmo osso, da mesma carne,
dividimos o mesmo teto quando a tempestade desaba."
Refrão:
E assim começou o diálogo com a sombra:
"O que queres de mim, além do medo que já te dei?"
E ela, feita de vozes antigas e pó de espelho:
"Nada que já não seja teu. Apenas devolver o que esqueceu de ser.
Sou a cidade submersa sob teu mar de tranquilidade.
O nome que riscaste da tua própria biografia.
Não vim para te destruir, apenas lembrar-te
que a luz que tanto cultuas nasceu da minha geografia."


Confessei meus segredos mais claros, os de pleno sol
Ela riu um riso de terra: "Ingênua. Esses não interessam.
Fala-me da inveja que vestiste de ambição.
Do ódio que baptizaste de 'justiça'. Da crueldade
que chamas de 'franqueza'. Dos desejos que afogas
no álcool da resignação. Desses sim, somos parentes."
E eu, sentada no chão com meu duplo noturno,
vi minha história reescrever-se com tintas diferentes.


Ela mostrou-me as feridas que eu causara e chamara de 'conquista'
Os amores que asfixiei em nome do 'amor próprio'
A criança que abandonei no caminho da 'maturidade'
E eu chorei. Não de arrependimento, mas de reconhecimento.
Era como ler um livro escrito em língua estrangeira
e descobrir, página após página, que era a própria história.
A sombra não era monstro. Era o arquivo, o repositório
de tudo o que joguei fora para brilhar na memória


E assim seguiu o diálogo com a sombra:
"O que faço contigo agora, se já não te posso temer?"
E ela, feita de silêncios e verdades truncadas:
"Integra-me. Não como inimiga, mas como contraponto.
Sou o contorno que dá forma à tua luz.
A nota grave na tua melodia.
Sem mim, és apenas claridade sem definição,
uma bondade plana, sem história, sem profundidade, sem dia."
Bridge (Musical: cresce para um clímax orquestral, depois cai em absoluto silêncio por 2 segundos)
E no ápice do confronto, veio a quietude.
A rendição. A sombra não se dissolveu em luz.
A luz não venceu a sombra.
Elas apenas... se reconheceram.
Dois rios correndo no mesmo leito.
Dois vocais na mesma canção.
E eu, que era a guerra,
tornei-me o campo de batalha pacificado.
E depois, o próprio tratado de paz.
Outro (Sussurrado, sobre um piano solitário que retorna):
E agora carrego-te comigo. Já não és um fardo às costas.
És a mochila com as provisões para a noite.
Aprendi a linguagem das tuas pausas,
e tu aprendeste a melodia dos meus desejos aceites.
Já não sou 'eu contra ti'.
Somos... um nós.
Uma alma com suas nuances.
E quando a luz do dia me define,
és tu, na penumbra, quem me dá dimensão.
Obrigada, estranha.
Minha mais íntima estrangeira.
Minha sombra.
Minha... dona de casa

Muito além dos sonhos,


alinhado com o infinito,


nos vagalumes do pensar,


na boca molhada do sentir,


juntos, juntos, juntos...

Sem razão pra sorrir
Viver é apenas existir

O Peso das Asas


Eles me deram asas antes de me ensinarem a voar
Disseram: "É dom", mas não falaram do custo
Toda pluma que cresce no escuro
Traz um segredo do que foi perdido no poço
No dorso, uma memória ancestral
De céus que nunca toquei, mas que me chamam
Enquanto meus pés ainda aprendem
O que significa estar preso à lama


Oh, e às vezes sinto o osso dobrar
Sob a graça que não pedi pra carregar
Esta beleza que ninguém consegue ver
É o fardo que escolheu nascer em mim


E esse é o peso das asas
Uma âncora de luz, uma algema de ar
O preço de nascer com o céu nos ombros
É nunca saber onde o chão vai estar
É o peso das asas
Um chamado secreto que só a dor traduz
Carregar o paraíso nas costas
E esquecer como se voa de uma vez por todas


Há dias em que as penas são véus de chuva
Outros em que são lâminas ao sol
Cada vento que passa parece sussurrar:
"Você foi feito para o alto, então por que esse arrebol?"
E aprendi a disfarçar a curvatura
Da coluna que sustenta esse fado
Sorrio levemente, como quem carrega
Apenas um pensamento, não um destino dobrado


Já tentei arrancá-las no silêncio da noite
Mas elas sangram luz, não sangue
E na ferida aberta, eu escuto
Uma canção que só se canta quando se sofre o peso
De ser diferente
De ser mais e menos, ao mesmo tempo, para sempre...


E esse é o peso das asas
Uma âncora de luz, uma algema de ar
O preço de nascer com o céu nos ombros
É nunca saber onde o chão vai estar
É o peso das asas
Um chamado secreto que só a dor traduz
Carregar o paraíso nas costas
E esquecer como se voa de uma vez por todas


Talvez voar nunca tenha sido sobre o ar
Mas sobre aprender a caminhar
Com o céu inteiro nas costas
E ainda assim...
...não desmoronar
Não desmoronar...
Apenas sentir a brisa
E chamá-la de lar.