Coleção pessoal de testeteste123
Você me dói. Me dói como quem entra pela ferida já aberta e dança nela de sapato sujo. Me dói como febre que não quer ir embora, como saudade de um toque que nunca veio. Eu queria te amar com leveza, mas você me amarrou a um piano e me jogou no fundo do mar — e agora toda vez que tento respirar, sai uma melodia de dor.
É paz com o próprio legado, sim — mas sobretudo com o fato de ter vivido de modo autêntico, fiel ao que era.
E essa paz nasce do reconhecimento de que essa autenticidade alcançou e despertou algo nos outros.
William Contraponto
Eu não sei se quero amar você ou se só quero finalmente parar de me sentir idiota por esperar alguma coisa de quem só sabe fugir. Eu olho pra sua ausência e ela tem seu cheiro, seu riso, sua covardia. E eu? Eu fico aqui, queimando inteira numa lareira que você acendeu e nunca voltou pra aquecer comigo. Amar você é como afogar-se num copo d’água onde você nem teve a decência de boiar comigo.
Se fosse pra ser assim, Deus, que tivesse me feito pedra. Mas não — me deu pele, lágrima e esse amor desgraçado que explode como dinamite toda vez que ele me olha e finge que não me vê. Eu não sei se ele é homem ou abismo, mas já estou pendurada na borda com os ossos partidos e mesmo assim perguntando: "você vai me puxar de volta ou me empurrar de vez?"
Você é o tipo de pessoa que destrói sem levantar a voz. Um evitativo de estimação, um incêndio que não faz barulho, uma ausência que se deita comigo todo dia. Eu queria te amar, juro. Mas toda vez que me aproximo, você se fecha como igreja abandonada. E eu? Eu sou a blasfema que ainda acende vela aos seus pés, pedindo que um dia me deixe entrar.
Não dá pra amar alguém que se esconde dentro da própria alma. Eu tento, juro que tento, mas é como abraçar fumaça. Você me escapa até nos sonhos. Tem gente que ama de peito aberto. Você ama de trincheira. E eu tô cansada de levar tiro tentando te alcançar. Se o amor é guerra, eu me rendo. Mas ainda sangro, ainda grito. Por que ninguém me avisou que amar você seria morrer aos poucos com um sorriso na cara?
Na política, esquerda e direita representam não polos opostos, mas sim duas asas do mesmo pássaro, carregando-o na mesma direção limitada. Ambas surgem do mesmo corpo, com ideais que às vezes divergem em aparência, mas convergem na manutenção do sistema que as sustenta. Não importa qual asa alce voo mais alto ou mais baixo, o pássaro permanece preso ao seu voo circular, incapaz de alcançar altitudes verdadeiramente renovadoras. Assim, a luta entre esquerda e direita torna-se, na prática, um movimento estéril, uma dança mecânica onde se troca o cenário e as palavras, mas o desenho permanece inalterado. O voo do pássaro político é árido, desprovido de novas paisagens, onde o horizonte é uma mera repetição do passado, indivisível das mesmas estruturas que alimentam seu existir.
Meu paraíso particular, ninguém sabe quao bem eu escrevo, ninguém vê quao bem eu vomito palavras que formam frases, eu sou a garota do abismo, mas já fui a girafa rosa, vomitar versos é algo que faço deis de a meninice, quando aprendi sobre poesia e tudo aquilo, eu amo escrever, eu posso dissecar a mim mesma numa folha, seja digital ou física,
Toda arte para ser genial tem que ser livre mas a maioria dos artistas por mais criativos, que muitas vezes nos pareçam vivem amarrados sobre uma matrix ética, moral e social, imposta pela sanidade do habitat em que vivem. Por conta disto Arthur Bispo do Rosário, enlouquecido reconstruiu o mundo com a arte, sem nunca se denominar artista. Ele não faz decoração entre cores e formas, são arquivos do mundo reorganizado por ele, por uma missão espiritual concedida, para se vestir e mostrar a Deus no Juízo Final.
Queria tanto que me conhecessem verdadeiramente, sem mentiras, sem máscaras sociais, apenas eu.
Será que gostariam de saber quem sou de verdade?
Eu gostaria tanto de me apresentar novamente, me abrir, chorar e sorrir livremente.
Me abandonariam novamente? Ou se afastariam fugazmente?
Eu tento tanto medo…
Mas poderiam abrir a porta para que eu me mostre confortavelmente e me amem?
Será que estou pronta para ser eu mesma?
Bendito gosto amargo que fica na boca, a língua se derrete na minha, me fazendo engasgar, e o seu gosto passa por todas as minhas veias como se já tivesse se misturado com meu sangue, puxa meu cabelo e me conduz ao erro, me faz usar a boca para dizer muito mais que palavras, me deixa assim, questionando o romeu, será que ele é marido ou só mais um perdedor que prescisa de algo para se sentir homem.
Brinquedo, diversão, atração, algo cabível nos planos, algo fácil e agradável que se adequa ao cronograma,
Aqueles olhos cegos que vêem menos que um pedaço de carne, aqueles beijos que me desmotivam a fechar os olhos, e me faz ficar com eles abertos para que eu veja oque ha e não seja complacente.
*Meu Plano de Fé*
Eu sempre acreditei que a fé é como um plano de voo. Você precisa ter um destino, um objetivo, e confiar que o piloto (Deus, no caso) vai levar você lá. Mas, às vezes, a turbulência da vida pode te fazer questionar se você está no caminho certo.
Eu me lembro de um amigo que sempre dizia: "Se Deus quer, Ele pode me dar o que eu quero. Se não, é porque não é para ser." Era uma frase simples, mas que carregava uma profundidade incrível. Ele estava dizendo que, independentemente do que acontecesse, ele estava em paz, sabendo que Deus tinha um plano.
Eu comecei a refletir sobre isso e percebi que, muitas vezes, nós queremos controlar o resultado, queremos saber o que vai acontecer amanhã, queremos ter a certeza de que tudo vai dar certo. Mas, a verdade é que a vida é imprevisível e, às vezes, o melhor que podemos fazer é confiar.
Confiar que Deus sabe o que é melhor para nós, confiar que Ele tem um plano, mesmo que não entendamos. É como estar em um avião, sem saber exatamente o que está acontecendo lá fora, mas sabendo que o piloto está no controle.
E, quando a fé é forte, você pode até mesmo aproveitar a turbulência, sabendo que ela é apenas uma parte do voo. Você pode dizer: "Ok, Deus, estou aqui, estou pronto. Leve-me para onde você quiser."
E, no final, é isso que importa. *Não é o destino, é a jornada*. Não é o que acontece, é como você lida com isso. E, com fé, você pode lidar com qualquer coisa, sabendo que Deus está ao seu lado, guiando-o em cada passo do caminho. 🙏 Leila Boas 05/12/2025
Será que em algum dia alguém poderá me olhar com admiração?
Ler meus poemas deprimentes e ruins.
Gostar do meu estilo cafona.
Escutar berros nos karaokês.
Meu gosto musical peculiar.
Ver com carinho minhas playlists.
Postar fotos fofas minhas.
Entender minha amizade com personagens fictícios.
Me enxergar, me ouvir, me amar, me admirar, ver minha evolução com carinho.
Eu não consigo me ver tanto, me ver com outros bons olhos.
Alguém um dia será capaz de me ver?
Em uma época, você foi o meu maior pilar, minha melhor amiga, a pessoa que sempre pude confiar de olhos fechados.
O que aconteceu entre nós? Sinto que, não sou mais sua princesa, não tenho mais espaço na sua vida e nem no seu coração.
Porque você me abandonou e como se fosse uma obrigação vem para bater ponto dar um abraço e dizer que ama.
Dói tanto a cada dia que passa eu me decepcionar e me machucar.
Você sempre foi assim mas nunca vi, nunca abri meus olhos?
Eu estou tão sozinha posso te abraçar mais uma vez e chorar? Ser chamada de filha, a filha que você sempre quis ter?
Você diz que por minha causa nunca pode realizar seu sonho de ser mãe, mas eu sempre sonhei em vir de você.
Eu só sonho que você não me machuque mais e que em outra vida, eu posso realizar seu sonho e você o meu. Só torço que não me machuque também.
Até outra vida, te esperarei com o coração de portas abertas.
Acredito que chegamos em um momento que nada pode abalar tanto a nossa estrutra.
Viver em nossa atual sociedade e estar propício a cada evento chocante e traumático.
Penso que muitos dizem que estamos em uma era que todos são ansiosos.
Pois bem, ao acordar já nos abalamos, ao ligar a televisão nos chocamos, ao conversar com um parente nos destruímos.
Então não, não é uma era, viver é estar vivo e infelizmente estar sempre ansioso.
Existe uma linha tênue entre amar e se perder.
Se eu amo, amo pela forma que sou tratada ou pela forma na qual me desprendi de mim mesma para me entregar a esse amor?
Será que o amor que sentem por mim e pelo meu amor ou a falsa ilusão de quem posso ou não ser?
Amar é projeção, espelhamento.
Eu amo o que me vejo ou amo como me veem?
