Coleção pessoal de testeteste123
"Eu não falo de Jesus porque mereço, eu não mereço nada, pois sou pecador, porém a sua misericórdia é fiel aqueles que o buscam"
Você é como o som das ondas do mar quebrando.
É a felicidade num momento triste.
É a calma em meio ao desespero.
É a clareza quando só existe caos.
É a esperança que surgiu quando tudo que eu conhecia era o medo.
É a confiança em meio a todas as inseguranças.
É a estrela mais brilhante e especial.
É o amor inexplicável que existe em cada poema, carta, livro, filme ou música de amor.
É a mais bela forma de arte.
Você não é o mundo, mas é o que o faz o mundo ser bom.
É o que faz a vida valer a pena.
Me considero uma grande apreciadora da morte, não por algum tipo de crença, religiosa ou não, mas pelo que a morte realmente é: o fim da vida.
Levo a morte como uma aliada fiel, não como uma espécie de medo ou ameaça, é simplesmente algo que se encerra e pode começar novamente, em outro lugar, outro corpo, outra maneira e em outro tempo.
Gosto de pensar que a grandiosa traz consigo paz e liberdade. O fim de uma pessoa não significa o fim de tudo que ela um dia já foi e fez. Todo o conhecimento, cuidado, ensinamentos, e, principalmente, o amor de todos os que já se foram ainda vivem dentro de alguém.
A morte é a maneira mais forte, bela, sincera e eficaz de se reconhecer as marcas que alguém deixa no mundo e, consequentemente, nas pessoas que nele vivem.
Como uma grande fã da arte em geral, muito me emociona perceber como muitos estranhos que morreram a décadas ou até mesmo séculos atrás estão tão presentes diariamente em minha vida causando um impacto tão grande.
Todos os livros, quadros e músicas carregam em si a história de alguém que não existe mais ou que não irá mais existir em algum momento.
E é isso que faz a humanidade tão especial e interessante: estamos sempre buscando maneiras de comprovar a nossa existência e relevância para todos conosco e para todos que virão depois de nós.
Então, quando finalmente o meu tempo se esgotar, quando não hover mais oxigênio em meus pulmões, quando eu não mais conseguir ler um bom livro ou me emocionar ouvindo alguma canção de amor, gostaria que todas as minhas conquistas, experiências vividas e que todo o amor que causei e senti sejam celebrados, não lamentados. Quero estar rodeada de flores coloridas, música e pessoas especiais.
Não quero acabar sozinha em uma caixa escura de madeira para toda a eternidade sendo devorada por vermes até não sobrar mais nada de mim, quero ter a chance de ser finalmente livre, quero ter minhas cinzas espalhadas em lugares que amo ou que adoraria conhecer, quero estar junto da natureza e ser levada pelo vento, até, em algum momento, desaparecer para sempre, me fundindo à Terra.
E quando, enfim, não restar mais nenhuma parte do meu corpo, quero ser lembrada por chorar demais, sentir demais, cuidar demais e por amar de mais.
Quero que pensem em mim quando ouvirem uma música da minha banda favorita, quando lerem um livro de suspense com assasinato, e quando assistirem o meu filme favorito, quero ser lembrada pelas coisas que amo, quero que sintam a minha falta.
"Deus jamais perdeu uma batalha na vida, porque Ele é o Senhor da vitória, da justiça e do amor, e ninguém é como Deus"
Tem gosto pra tudo
e desgosto pra todos..
O problema começa
quando o gosto se acha lei
e o desgosto, virtude...
✍©️@MiriamDaCosta
Canta o Aracuã
na hora que ele quer,
Tendo o teu amor,
nada mais vou querer
a não ser viver ou viver.
Manifesto do Insubmisso
Eu escrevo a história dos ninguéns, dos que sofrem o horror da perversidade do sistema.
Eu pinto a tela social dos mais atormentados pela exclusão de um sistema estúpido que é vendido como progresso, mas que atua como máquina de fazer embutidos.
Eu sou a pena que sangra nos cadernos rasgados dos que não têm nome nos registros da glória. Eu fotografo com palavras as cicatrizes deixadas pela engrenagem que tritura a dignidade e cospe o resto. Este progresso não é a luz, mas sim a sombra densa onde a esperança é esmagada sob o peso de um capital que se alimenta da miséria e da obediência cega.
Eles nos querem quietos, padronizados, meros ingredientes no produto final do lucro. Mas eu não me calo. Minhas linhas são o grito sufocado que ecoa dos cortiços, das esquinas frias, dos campos varridos pela ganância. Eu sou o memorialista da resistência silenciosa, e minha arte é o espelho que estilhaça a ilusão: o sistema não falhou; ele está funcionando exatamente como foi projetado. E meu trabalho é garantir que o horror não seja esquecido nem perdoado.
Sou a vela vermelha dos Exus das encruzilhadas, sou o terreiro inteiro se mudando de lugar.
Sou a tenda resistindo à estupidez da hipocrisia religiosa.
Sou o Cristo do crucifixo morto – porque a vida pulsa onde a opressão o mata.
Sou a rua, a esquina, a Banda de esquerda, o armário vermelho amarelo.
Sou o furacão que arrasta o ego e o joga no paredão do terreiro das entidades mais intensas.
Eu sou a contradição que liberta. A liturgia profana que desfaz os dogmas e veste o corpo nu da verdade. Não aceito o céu prometido em troca do silêncio na terra.
Sou a Pomba Gira que dança sobre os contratos sociais não cumpridos. Sou o Zé Pilintra que bebe a indiferença e cospe a revolta, dando dignidade aos que o sistema chama de marginais.
Eu sou o ruído necessário que quebra a missa silenciosa da conformidade. Eu sou o verbo encarnado na pele dos marginalizados, o ponto cantado que ninguém pode abafar.
Minha escrita é a macumba social, feita para desmanchar as armadilhas do "progresso" e invocar a justiça sob a luz da Lua e o cheiro de pólvora da insubmissão.
Pedro Alexandre
