Coleção pessoal de testeteste123
Seus parentes nunca irão torcem por você porque suas mudanças despertam inseguranças ou refletem frustrações inconscientes, evidenciando mais os limites emocionais deles do que sua própria capacidade.
Mergulhar é decidir afundar acreditando que o corpo ainda lembra como voltar. Há um segundo em que o ar falta, o peito arde, a cabeça avisa que talvez seja demais. E mesmo assim, fica-se mais um instante. Não por coragem, mas por curiosidade. Depois, o impulso antigo reaparece, o corpo sobe, o ar entra desajeitado, e respirar volta a ser um milagre banal. Toda transformação começa assim: um quase-afogamento seguido de reaprendizado.
Tenho vivido o estado estranho de não ser mais quem fui. Um auto-estranheirismo. Há dias em que me entristece não dar conta do que antes era fácil. Coisas que fazia sem pensar agora exigem pausa, cuidado, negociação interna. É como acordar numa casa que sempre foi sua e precisar de segundos para lembrar onde fica a cozinha. Isso dói, porque a memória do que fui ainda mora em mim.
Mas há também prazer: descobrir habilidades que não existiam, aprender com o espanto de quem começa do zero. Errar sem arrogância. Esse estranhamento não é ruptura, é transição. Caminho por ele com angústia e curiosidade. Nem sempre sei quem sou hoje, mas começo a desconfiar de quem posso me tornar.
Talvez amadurecer seja suportar a tristeza do que não somos mais sem apressar a alegria do que ainda não sabemos. Permanecer nesse intervalo instável, onde o desconforto ensina e a surpresa salva. Aceitar que não reconhecer a si mesmo também pode ser sinal de que a vida está funcionando.
O difícil nunca foi me reconhecer, foi sustentar. Autenticidade cobra caro. Ela retira aplausos fáceis, desmonta personagens bem avaliados, afasta quem só se aproximava enquanto eu me moldava.
Ser eu exigiu cortes precisos. Abandonei negociações afetivas, rasguei expectativas alheias, aceitei que nem todo vínculo sobrevive quando a gente para de pedir permissão para existir.
Hoje sou mais direto, menos explicável. Não tento convencer, sustento. E isso, curiosamente, é o gesto mais delicado e mais ácido que já aprendi.
Porque nada desconcerta mais o mundo do que alguém que decidiu ficar inteiro.
Você pode ser sua própria professora: aprenda errando, corrigindo-se, olhando para si com honestidade, todos nós falhamos, e é assim que crescemos, e avançamos para o próximo nível.
Trate-se bem: mesmo quando o mundo decepciona,machuca, você ainda pode ser o seu lugar de cuidado e força e amor.
Distancie-se da mediocridade para avançar; ao se apartar da massa, cria-se o espaço necessário para prosperar.
O amor que vale a pena nunca empurra nem prende: ele flui leve, encontra espaço e fica porque é livre.
🌀 O eixo da Presença
O mundo não descansa.
A engrenagem gira mesmo quando a alma pede silêncio.
Há sempre uma isca,
uma palavra torta,
um gesto enviesado,
uma armadilha vestida de razão.
A guerra não anuncia batalha.
Ela se infiltra no cansaço,
na ofensa gratuita,
na vontade súbita de ferir de volta
só para não sangrar sozinho.
Por isso, vigiar não é medo.
É presença.
É lembrar, todos os dias,
que nem toda provocação merece resposta
e nem toda vitória vale o preço do eixo perdido.
Quando o caos chama,
eu retorno.
✨Eu sou luz. Eu escolho a paz.
Não como fuga,
mas como decisão firme
de não alimentar o incêndio
que consome primeiro quem o carrega.
✨Eu sou luz, e ajo com consciência.
Cada gesto é semente.
Cada palavra, um rastro.
Nem tudo precisa ser dito.
Nem tudo precisa ser vencido.
✨Eu sou luz, e caminho no eixo.
Entre o impulso e a reação
existe um espaço.
É ali que eu moro.
É ali que eu permaneço.
E quando tudo tenta me puxar para fora de mim,
quando a noite insiste em se passar por verdade,
✨Eu sou luz em presença.
Não por mérito.
Não por promessa.
Mas por escolha diária.
Porque ser luz
não é brilhar sobre os outros —
é não apagar por dentro.
O que nos move a pensar, julgar, questionar e reclamar muitas vezes não é a razão pura, mas o medo. Esse medo, silencioso e persistente, retém o gesto simples de estender a mão. Ele nos impede de ajudar, sobretudo quando o outro despreza aquilo que não compreende, quando rejeita o que é diferente.
O diferente, no entanto, não é ameaça: é construção. Ele edifica mundos novos, ainda que camuflados pela resistência de quem não ousa enxergar. O medo, ao escolher a cegueira, não encontra o valor do verdadeiro eu.
O verdadeiro eu não se esconde em máscaras, não se limita a julgamentos superficiais, não se perde em reclamações vazias. Ele floresce na coragem de acolher o que é diverso, na força de reconhecer que cada ser humano carrega uma centelha única.
Estender a mão é mais do que um ato de bondade: é um gesto de libertação. Libertação do medo, da indiferença, da prisão das aparências. É nesse encontro que o eu autêntico se revela, despido de preconceitos, aberto ao aprendizado e à transformação.
Assim, o que nos move não deveria ser o medo, mas a coragem. A coragem de ver além das diferenças, de construir pontes onde antes havia muros, de encontrar no outro o reflexo que nos devolve ao nosso próprio valor.
Não é coincidência, é destino. Todas as pessoas que conhecemos, tem seu tempo certo, para que venhamos a conhecer. ❤️✨
Sou piauiense de nascimento, mas herege por vocação climática: gosto do frio, não sou calorenta, e isso me coloca numa categoria à parte, quase teológica, entre os meus conterrâneos.
Não sei se foi a sua beleza ou a sua inteligência que me encantou. Mas, sabe de uma coisa? Pela primeira vez, eu senti o efeito do ópio.
Poema - Orgulho de ser santista
Orgulho de ser santista
O Santos é a nossa vida
Torcida sofrida
Mas é apenas uma fase
Já dizia Racionais
É só questão de tempo,
O fim do sofrimento
Quantidade não é qualidade
A nossa torcida é de verdade.
Orgulho de ser santista
Time de artistas
Time do povo
Do mais velho, do mais novo
Time de branco, time de preto
As cores que carrego no peito
Meu coração é alvinegro
Nascer, viver e no Santos morrer
É um orgulho que nem todos podem ter.
Eu sou várias pessoas,
e cada um desperta uma dessas versões em mim.
Em todas elas, tento entregar o meu melhor,
mas não esqueça: eu também sou espelho.
O que eu reflito depende da frequência
que você decide emitir.
"A coerência é a paz de quem não precisa de memória para sustentar uma mentira, nem de espelhos para validar sua beleza."
"O maior desfile de moda da vida acontece no corredor da sua própria consciência; vista-se de verdade e você nunca estará fora de lugar."
"A coerência é a geometria da alma: quando o que você faz é a tradução exata do que você sente, a sua vida se torna uma obra de arte que nenhum tempo pode desbotar."
"Elegante é aquele que, ao ser despido de todos os seus adornos, continua vestido com a dignidade da própria verdade."
