Coleção pessoal de testeteste123

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Canção da Alma
Viajo no tempo sem malas, sem chão,
cada vida é estação, cada corpo é canção.


Reencarnar é partir, regressar é lembrar,
um filme guardado que volta a passar.


No palco da vida, danço sem fim,
sou muitos, sou um, tudo mora em mim.


E quando a cortina se fecha devagar,
a alma descansa… só pra recomeçar.

"Posso te fazer uma pergunta?" é uma das frases mais imbecis já inventadas: a pessoa já acabou de fazer uma pergunta sem pedir permissão alguma, apenas para perguntar se está autorizada a fazer mais uma. É a burrice pedindo licença para continuar.

Nasci no dia de domingo,
dia de festa, de mesa farta, de risos que ecoam pela casa.
Domingo é encontro, é abraço, é o calor da família reunida.
Nasci no domingo para nunca esquecer
que a vida começa no primeiro dia da semana,
que cada recomeço traz consigo esperança e fé.
Domingo é luz que atravessa a janela,
é o som das conversas misturado ao cheiro do almoço,
é a certeza de que o coração encontra repouso.
Nasci no domingo feliz, abençoado,
com as mãos erguidas aos céus,
agradecendo a Deus pela dádiva da vida,
pedindo que Sua bênção continue a guiar meus passos.
Domingo não é apenas um dia,
é símbolo de renascimento,
é promessa de que cada início carrega em si
a força de um novo começo.

Como aturar esse tal de futuro
se ele vive disfarçado de hoje?

O homem honesto perde atalhos,
mas não perde o chão.
Pode ter menos nas mãos,
porém carrega algo raro:
a paz de não precisar se explicar ao espelho.
— Sariel Oliveira

A ganância ensina a conquistar,
a honestidade ensina a permanecer.
Uma junta coisas,
a outra sustenta a alma.
No fim, só a honestidade permite
dormir sem fugir de si.
— Sariel Oliveira

Adore
Não na residência do alto,
mas na essência do magno,
Até sentir o resplendor
num tom suave,
o aroma que arrepia,
suado e prostrado
diante do arauto.


Sinto falta desses dias
em que me arrebatava
sem pesos,
só eu e o Eu Sou,
dançando, às vezes cantando,
às vezes escrevendo,
às vezes recitando as cantigas
que as nuvens me segredavam.


E eu parecia louco
corria sem rumo
e só parava
quando era tempo
de cair de joelhos.


Mas um dia,
desliguei o discernimento
e segui a vaidade.
Desde então,
nunca mais me vi.
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"Escrevo para lembrar que senti."
✒︎ Poetapegasus
© 2025

“Houve um tempo em que eu me encontrava de joelhos. Hoje, procuro-me de pé.”⁠

A honestidade pode até atrasar o caminho,
mas é a única que não te perde de você mesmo.
— Sariel Oliveira

A ganância do homem raramente começa como maldade.
Ela nasce como medo.

Medo de faltar.
Medo de ser pequeno.
Medo de voltar a ser ninguém.

No início, é só cuidado. Depois vira acúmulo.
O problema é que o limite quase nunca chega — porque a ganância não quer coisas, quer controle.

Quanto mais o homem tem, mais ele teme perder.
E quanto mais teme, menos ele confia.
Aos poucos, troca relações por vantagens, princípios por conveniência, caráter por resultado.

A ironia é cruel:
a ganância promete segurança, mas entrega prisão.
Promete poder, mas produz vazio.
O homem ganha o mundo e perde o senso de “basta”.

E quando tudo vira meio — pessoas, tempo, até a própria alma —
ele já não sabe mais se vive para possuir
ou se possui apenas para não encarar o que falta dentro.

A ganância não é excesso de desejo.
É falta de sentido.

Flerte acidental é quando a presença fala mais alto que a intenção.

Luzes de alegrias...
Músicas de luzes na madrugada...

Apagar o número não apaga o sentimento. Mas corta o acesso automático ao impulso. É a diferença entre sentir dor e se ferir de novo por reflexo.
Hoje, isso é maturidade emocional em modo sobrevivência.
Você não está desistindo de alguém.
Está parando de sangrar pela mesma ferida.

"Com receio de deixar a zona de conforto, passamos a habitar vidas alheias, enquanto a nossa própria permanece à espera da coragem que adiamos.

Eu amei alguém mas esse alguém não amava ninguém.

Eu não entendo nada o que a música não possa tocar.

O futuro não é nada, se a gente não pensa no presente.

Aprendi a Ir Embora


Eu não parti por falta de amor.
Parti porque o teu já não me reconhecia.


Vi nos teus olhos
o aviso que nunca disseste.
E mesmo assim fiquei,
tentando aquecer um peito
que já não era casa.


Engoli o orgulho,
chamei de fase
a tua frieza,
dei descanso ao teu desprezo
e amor
à tua ausência.


Mas há um momento
em que um homem entende:
não se implora por lugar
no coração de ninguém.


Quando o amor vira pena,
o silêncio vira sentença.
E eu recusei viver
como peso,
como hábito,
como sobra.


Soltei a tua mão
antes que a minha dignidade
morresse primeiro.


Se um dia a minha falta te visitar,
não me procures.
Estou nas escolhas que fizeste
quando não fui opção.


Estou nos abraços que recusaste,
nas palavras que engoliste,
nas vezes em que me perdeste
sem perceber.


Eu te amei
com verdade,
com coragem,
como homem.


Agora sigo.
De cabeça erguida.
Coração ferido,
mas inteiro.


Porque amor não se mendiga.
E eu aprendi
a ir embora.


Hassamo Abdurrahimo

O pensamento é um labirinto seguro .

Deus não é limitado por incredulidade, mas por consciência fragmentada.