Coleção pessoal de testeteste123
Por sina ou ora por escolha
do alto tornei-me observadora
da cena, do giro do mundo,
daquilo que é raso e profundo.
Nenhum casal briga ou se separa
por culpa deles mesmos,
E sim por causa de terceiros
que entraram sem ser convidados,
e plantaram a semente da discórdia,
por qualquer razão ou por simples
sadismo, ego ou diversão própria.
A lógica da guerra não é diferente,
sempre que ela chega a estratégia
é quebrar você primeiro por dentro,
arruinar psicologicamente povos,
para fragmentar, dominar e matar.
Para que isso não aconteça,
é preciso grandeza para discernir
o que se deve proteger
em nome de tudo aquilo
que realmente te faz pleno
que é a sua origem
ou o seu enraizamento.
O imperativo sempre é manter
tudo o que foi conquistado,
resgatar o sossego genuíno,
e preservar o que não pode
nunca ser por nada substituído.
Por isso quando tudo pesar,
procure algo que gosta
para se entreter ou saia para respirar.
É janeiro de floradas nativas
como a do Tucaneiro do achado,
de milhões motivos para não
manter o coração da paz descuidado.
A tranquilidade não nasce da ausência de problemas, mas da presença da razão. Onde a razão governa, o caos se cala.
Não reclame do tempo difícil — ele revela quem você é. Ventos contrários não quebram raízes profundas.
A ordem nunca mudou. Primeiro Reino, depois acréscimo. Primeiro altar, depois provisão. Primeiro obediência, depois vitória.
Eu conheci um homem
que precisava mentir para existir.
Ele não suportava o espelho,
então criou histórias.
Criou versões.
Criou cenas.
Criou um teatro inteiro
para não ter que encarar o próprio vazio.
Ele falava de mim
porque não aguentava falar de si.
Ele me atacou
porque eu disse não.
E há homens
que enlouquecem quando descobrem
que não são desejados,
não são especiais,
não são necessários.
Ele não queria amor.
Queria controle.
Não queria afeto.
Queria posse.
Não queria verdade.
Queria um enredo
onde ele fosse herói
sem nunca ter feito nada digno.
Então ele espalhou palavras podres.
Baixas.
Cruéis.
Inventadas.
Palavras são tudo o que gente vazia tem.
Ele tentou me reduzir
porque nunca conseguiu crescer.
Tentou me manchar
porque já estava sujo por dentro.
Tentou me quebrar
porque já era feito de estilhaços.
Homens assim não suportam rejeição.
Eles chamam limite de ataque.
Chamam dignidade de arrogância.
Chamam não de provocação.
Ele me quis submisso.
Me quis pequeno.
Me quis calado.
Mas eu nasci para ser inteiro.
Eu sangrei.
Eu quebrei por dentro.
Eu duvidei de mim.
E mesmo assim,
eu não virei ele.
Porque isso é o que diferencia pessoas:
alguns usam a dor para crescer,
outros usam a dor para apodrecer.
Ele escolheu apodrecer.
Ele escolheu se tornar o tipo de pessoa
que precisa destruir reputações
porque não tem caráter.
Que precisa inventar histórias
porque não tem verdade.
Que precisa atacar
porque não tem valor.
E como se isso não bastasse,
ele confundia dívida com favor
e chamava isso de grandeza.
Ele pegou o que não era dele
e vestiu de mérito.
Pegou ajuda
e chamou de conquista.
Pegou confiança
e chamou de ingenuidade alheia.
Ele não devia dinheiro.
Devia caráter.
Mas caráter não se parcela.
Não se negocia.
Não se empurra com desculpa.
Ele me olhou nos olhos
e tentou me convencer
de que não me devia nada —
como se o problema fosse o número,
e não o que ele revelava sobre si.
Porque há pessoas
que não fogem do valor,
fogem do espelho.
Ele não quis pagar
porque pagar exigiria admitir
que recebeu.
E admitir que recebeu
significaria admitir
que não era tão grande quanto fingia.
Então ele fez o que gente pequena faz:
distorceu.
Inventou.
Atacou.
Espalhou versões.
Como se isso apagasse o fato
de que ele preferiu perder a dignidade
a perder mil reais.
Mil reais:
esse foi o preço da alma dele.
Tem gente que se vende por status.
Tem gente que se vende por aplauso.
Ele se vendeu barato.
Ele tentou me diminuir
para parecer maior.
Tentou me sujar
para parecer limpo.
Tentou me atacar
para não ter que devolver.
Mas eu aprendi uma coisa:
quem precisa mentir para não pagar,
já está falido por dentro.
Eu dei o dinheiro.
Mas ele me mostrou o valor dele.
E isso eu não comprei —
eu vi.
Vi que há pessoas
que preferem destruir reputações
do que devolver o que não é delas.
Que preferem criar narrativas
do que criar consciência.
Que preferem acusar
do que assumir.
E eu escolhi sair.
Sair sem gritar.
Sair sem revidar.
Sair sem me sujar.
Porque nem toda batalha merece luta.
Algumas merecem abandono.
E isso foi o que eu fiz.
Eu o deixei com o que ele é:
um homem preso dentro da própria mente,
tentando convencer o mundo
de uma versão que nem ele respeita.
Eu sigo.
E isso
é a maior derrota dele.
No fim,
eu perdi dinheiro.
Mas ele perdeu algo
que não se recupera:
o direito de se olhar no espelho
sem abaixar os olhos.
Quem governa suas reações jamais será escravo das circunstâncias. A liberdade começa no juízo que você faz dos fatos.
Não é o mundo que exige tua força, mas tua incapacidade de aceitar o que não depende de ti. Domina isso, e nada te dominará.
O teu erro é achar que todo mundo te aplaude ou tá torcendo por você só porque está do seu lado, tem gente que bate palma só pra espantar mosquito. Você já viu uma árvore crescer gritando, ela cresce na escuridão do solo sozinho e não anuncia pra ninguém que dará frutos, então pare de anunciar seus sonhos, seus objetivos. A vida é única e somente sua. Lembra da professora que sempre falava "a prova é individual?". O mal não destrói o que não sabe que existe, tem gente que está do seu lado só pra saber onde você guarda a sua chave, o sucesso não faz barulho... bora pra cima.
Minha voz, às vezes, é um barco que não encontra cais. Bate nas pedras do entendimento e volta vazia. Se pudesse, mudaria de mar e deixaria a costa para trás. Mas aprendi que certas correntes só ensinam a nadar melhor. E então permaneço, remando com paciência terna.
Eu não sou feito de respostas.
Sou feito de rachaduras.
Por dentro, tudo em mim é barulho:
pensamentos tropeçando,
memórias se mordendo,
desejos que não cabem no corpo.
Eu existo em estado de urgência.
Tenho dias em que me sinto infinito
e outros em que mal caibo em mim.
Tenho vontade de ser tudo
e medo de não ser nada.
Eu me desmonto com frequência.
E não é metáfora.
Eu me desmonto mesmo.
Ideias, identidade, planos, certezas —
tudo cai no chão.
E eu junto os pedaços
com mãos tremendo.
Não sou estável.
Sou vivo.
Carrego perguntas como quem carrega feridas abertas:
quem eu sou quando ninguém está olhando?
quem eu seria se não tivesse aprendido a me esconder?
quem eu posso ser se eu parar de pedir permissão?
Às vezes eu me sinto grande demais para esse mundo pequeno.
Às vezes pequeno demais para meus próprios sonhos.
Eu sinto tudo no limite:
o amor rasga,
a perda ecoa,
o desejo arde,
o medo grita.
Não sei sentir pouco.
Se eu te disser que sou forte,
é porque você não viu minhas noites.
Se eu te disser que sou sábio,
é porque você não viu quantas vezes eu me perdi.
Eu sou feito de tentativas.
E de fracassos belos.
E de recomeços malfeitos.
E de coragem improvisada.
Não me peça equilíbrio.
Eu sou terremoto aprendendo a andar.
Mas deixa eu te contar algo:
se você me ler e doer,
é porque tem algo em você querendo sair.
Porque todo mundo anda por aí
se amputando emocionalmente
para caber.
E eu não quero caber.
Eu quero existir.
Eu quero que minhas contradições respirem.
Que meus abismos tenham nome.
Que minha bagunça seja honesta.
Eu não sou exemplo.
Sou espelho.
Se você se vê em mim,
não é coincidência —
é humanidade.
Você também sente demais.
Você também finge menos do que parece.
Você também tem um caos bonito aí dentro
pedindo para ser reconhecido.
Então não se organize.
Se entenda.
Não se controle.
Se escute.
Não se esconda.
Se permita.
Porque viver
não é parecer inteiro —
é continuar mesmo em pedaços.
E se alguém te chamar de intenso,
agradeça.
Pior seria ser vazio.
Ainda não vi homem, nem mulher sem defeito, mais já vi homens querendo perfeição, assim semelhante modomulheres o querer também.
A cidade tem lembranças afiadas como cacos de vidro. Passo descalço por algumas ruas e sinto as marcas. Cada cicatriz urbana me conta quem já soube amar. Há um consolo no reconhecimento das próprias falhas. E, por isso, volto ao lugar que me fez aprender.
1464
"Ainda não desisti de aprender a gostar de Alguns. Vou continuar tentando, prometo a Mim mesmo. E sempre lembro do que disse aquele irlandês sobre isso de 'Desistir'!"
TextoMeu 1464
1463
"A mesma Jornalista que me entrevistou sobre Minhas Três Melhores Músicas Brasileiras, agora pede outra entrevista. Ela quer me perguntar se acredito em Milagre. Recebê-la-ei mesocliticamente ainda hoje. Ela e Equipe!"
TextoMeu 1463
Por que crentes não vão em missas, mas convidam católicos para cultos? Igrejas evangélicas não tem imagens, a católica tem, a evangélica segue o mesmo Deus da católica, sem imagens. Por isso, é mais fácil convidar uma pessoa para algo que ela já segue sem imagens do que o inverso.
