Coleção pessoal de testeteste123
Todas as vezes que eu errei, falaram. Todas as vezes que acertei, também falaram. Moral da história: vão falar de você sempre que puderem, então preocupe-se em fazer o que é certo e não com o que os outros vão falar.
Compreender o que a vida nos ensina faz toda a diferença, porque, ao aceitar o que ela traz e agradecer, em vez de reclamar, a gente cresce e vai mais longe.
"Aos 14 Anos de idade, eu era adepto da 'Literatura do Cotidiano', com as obras do Grande Carlos Zéfiro. Até que um Professor me recomendou ler o livro que me fez conhecer Minas Gerais. Sou grato àquele Professor. Eternamente grato!"
1496
No meu diário da vida, chutei o balde, caí e me levantei inúmeras vezes. Vivi muitas histórias, e se ainda permaneço resiliente, é pela força de Deus.
Eu nunca vou conseguir retribuir todo o amor e cuidado que minha mãe e meu pai dedicaram a mim. Foram tantas vezes em que estiveram ao meu lado: nos puxões de orelha (que eu mereci), nos acertos e nos desafios. Sou grato por cada sacrifício e por cada bronca, por tudo o que me ensinaram ao longo do caminho. Obrigado por me guiarem pelas curvas e reviravoltas da vida, porque isso vai muito além do que as palavras podem descrever.
"Sou daquele tempo: Tirando uma certa explicadora pessoal, nunca estudei em Escolas Particulares. Toda a Minha Trajetoria Escolar foi em Escolas Públicas. Sou daquele tempo! "
1495
Às vezes um desafio vale por várias avalanches, e ainda assim sigo a estrada; com o desejo no coração dizendo que posso realizar, tentando vencê-los.
Quando estamos no lugar do outro, sabemos com exatidão onde dói; compreendemos as ondas e os naufrágios.
Quando a raiva se levantar, mova-se para abrir a porta mais próxima da mansidão, evitando se perder no caminho.
Tive a oportunidade de encontrar professores que me ensinaram além das lições da sala de aula: mostraram caminhos, deram conselhos e me ajudaram a começar a sonhar.
Uma parte de mim pode querer desistir, mas a outra persiste. Carrego minhas bagagens silenciosas e sigo a caminhada, levando nos ombros fardos e sonhos que se registram na corrente da existência.
Seguir o instinto não é sinal de erro, nem garantia de acerto. Contudo, quando o coração se ergue contra a razão, mais sábio é aquele que acolhe a virtude do equilíbrio.
Ser criança é sonhar sem limites da imaginação, aproveitando cada momento de brincadeira e explorando o encanto da felicidade.
O vento chega, naturalmente.
A bússola vai mudando, sem querer.
As coisas acontecem, do jeito que têm que ser.
E os sorrisos chegam, com a leveza de quem é de verdade.
Nem todo silêncio quer resposta.
Descansar não é desistir, é recarregar o humano.
Há dias em que sobreviver já é produção suficiente.
O corpo também pensa, só mais devagar.
Às vezes a melhor ideia é não ter nenhuma hoje.
Para hoje viver a sorrir independente da situação, foi preciso chorar muito e aprender administrar e dominar dores e desilusões.
CJR
@claudioribcjr
Pensamentos na Roda de Chimarrão
A roda de chimarrão se forma sem aviso. Um chega, outro puxa a cadeira, alguém esquenta a água. Quando se percebe, o tempo já diminuiu o passo e ninguém sente falta da pressa.
Na roda de chimarrão sempre tem quem fale menos. Não é silêncio vazio, é escuta. A cuia vai e volta, e junto dela um pensamento que ainda não terminou.
O silêncio na roda de chimarrão nunca constrange. Ele se senta junto, toma um mate e fica. Às vezes diz mais que a conversa inteira.
Tem roda de chimarrão que começa leve e, sem combinar, vai ficando funda. Quando vê, alguém falou de infância, outro de ausência, e ninguém tentou consertar nada.
A roda de chimarrão mostra o ritmo de cada um. Tem quem devolva a cuia rápido, tem quem demore. Ninguém apressa. O mate não gosta disso.
Na roda de chimarrão se encontram pessoas que talvez não se encontrassem em outro lugar. Ali, todo mundo bebe do mesmo amargo e isso iguala.
Algumas conversas só existem na roda de chimarrão. Fora dali não teriam espaço, nem clima. São feitas do vapor da água e da confiança que se cria sem anúncio.
Quando alguém chega atrasado na roda de chimarrão, a roda abre. Não precisa pedir licença. A cuia já sabe o caminho.
Tem roda de chimarrão em que ninguém resolve nada. E mesmo assim todo mundo sai melhor do que entrou. Resolver nunca foi o objetivo.
Na roda de chimarrão, a ansiedade vai ficando menor a cada gole. Não some, mas aprende a sentar e esperar.
Sempre tem uma risada que nasce do nada na roda de chimarrão. Não é piada ensaiada, é convivência se reconhecendo.
A roda de chimarrão não cobra explicação. Quem fala pouco fica. Quem fala demais também. O mate não mede ninguém.
Tem histórias que se repetem na roda de chimarrão. E ninguém reclama. Porque não é a história que importa, é quem está contando de novo.
Quando a água esfria na roda de chimarrão, alguém levanta e esquenta de novo sem dizer nada. Cuidar ali é gesto pequeno.
Às vezes a roda de chimarrão fica só no som da bomba. Ninguém se incomoda. Aquilo também é conversa.
A roda de chimarrão ensina que dá pra discordar e continuar sentado. A cuia passa mesmo assim.
Tem roda de chimarrão curta. Alguém precisa ir, outro chega só pra um mate. Mesmo assim valeu.
A cuia passa por mãos diferentes na roda de chimarrão e nunca muda. O que muda é o jeito de segurar.
Quando a roda de chimarrão termina, ninguém anuncia. Ela se desfaz como coisa viva, deixando um resto de calma no ar.
No fim, a roda de chimarrão não é sobre o mate. É sobre estar. O resto acontece sem esforço.
