Coleção pessoal de testeteste123
A promessa
Chega mais perto, não diz nada,
Teu silêncio já me invade inteira,
Teu olhar me prende, me deixa rendida,
Promessa quente que corre na veia.
Você nem me toca e eu já tremo,
Meu corpo entende o teu sinal,
É ordem muda, firme e lenta,
Desejo cru, instinto animal.
Há perigo doce no teu controle,
Na calma tensa do teu chegar,
Você me domina só com a presença,
E eu gosto de me deixar levar.
O tempo te fez mais intenso,
Mais dono do que faz sentir,
E eu, consciente, escolho o risco
De em você me perder e insistir.
Aos cinquenta, não há disfarce,
Nem culpa, nem medo, nem véu.
Há vontade que pede urgência,
Há fogo queimando... tu me leva ao céu.
Você não é passado, é chama,
É gatilho, é fome, é prazer...
E quando se aproxima do meu corpo,
Tudo em mim lembra:
sempre foi, sempre será VOCÊ!
Vivi
Eu não queria que você fosse racional comigo. Queria que você fosse irracional por mim tanto quanto fui por nós.
O sentimento
Mais de trinta anos de silêncio aparente,
Mas o desejo nunca aprendeu a dormir,
Ficou à espreita, indomado, latente,
Esperando o instante certo de ressurgir.
Quando nos vimos, o tempo perdeu a voz,
O ar ficou denso, difícil de respirar.
Não eram palavras — era a pele entre nós
Gritando tudo o que evitamos lembrar.
Teu olhar ainda sabe me despir devagar,
Sem tocar, já provoca, invade, domina,
Me faz sentir mulher nas lembranças ainda menina
Meu corpo reconhece antes mesmo de pensar
A fome antiga que em ti se inclina.
Não é romance ingênuo, é fogo experiente,
É desejo que conhece o ritmo exato.
Somos dois corpos maduros, conscientes,
Sabendo onde o toque deixa o outro insano.
O passado não morreu — só ficou em abstinência,
E agora exige presença, calor, verdade.
A conexão é a mesma, cruel na evidência:
O sentimento nunca perdeu intensidade.
Se o tempo tentou nos tornar memória,
Falhou… porque o que arde é paixão verdadeira.
Depois de décadas, voltamos à história
Com a mesma chama só que bem mais inteira.
Vivi
Na velocidade do dia, temos a consequência de tudo.
se uma porta se fecha,
É sábio que o vento corra por entre as frestas
e no curso do dia uma boa nova nos traga.
Depois de algumas escolhas
Nada é tão certo quanto a folha que resseca e cai
todos os dias.
Viver em sociedade exige concessões silenciosas, não guerras sonoras, a sua liberdade termina onde a minha paz começa.
A Limitação Cognitiva e a Ditadura do Volume
Talvez esperar bom gosto de quem não tem bom senso seja mais um distúrbio: pura limitação cognitiva.
Porque não se trata apenas de preferência musical, mas da incapacidade de compreender que o mundo não é uma extensão do próprio quarto ou da sala, nem um palco particular onde todos são obrigados a assistir ao mesmo espetáculo.
Não dá para esperar um bom repertório escolhido por puro capricho, antes de tudo, para invadir.
O som que atravessa muros, janelas e a paciência alheia deixa de ser expressão cultural para se tornar imposição.
E toda imposição é, em essência, uma forma preguiçosa de poder: a de quem não argumenta, não dialoga, apenas aumenta o volume.
É verdade que o bom gosto é muito subjetivo.
O que agrada a uns pode ser insuportável a outros.
Mas o desrespeito ao bem-estar alheio não é questão de opinião; é um problema concreto de convivência, de civilidade mínima, de noção básica de que o outro existe e importa.
Confundir liberdade com licença para incomodar é um erro muito comum — e perigosamente aceito.
Mas qualquer imbecil funcional deveria ao menos perceber que, num mundo com mais de oito bilhões de pessoas, é impossível escolher vizinhos por afinidade musical ou paixão por ruídos.
Viver em sociedade exige concessões silenciosas, não guerras sonoras.
Exige entender que o direito de fazer barulho termina exatamente onde começa o direito do outro de ter paz.
No fim, o problema não é o volume do som, o estilo musical ou a caixa potente…
É a ausência de empatia caprichosamente amplificada.
E quando o bom senso é desligado, não há playlist que salve a convivência.
Que Deus nos livre dos que confundem alegria com euforia e liberdade com licença para nos incomodar.
A labareda da agressividade avançou sobre o límpido silêncio do gelo. No confronto, o fogo feriu, mas foi a vulnerabilidade do agredido que o derrotou. Das lágrimas gélidas da vítima brotou a torrente que extinguiu o carrasco. O fogo consumiu-se no próprio veneno, apagado pelo renascimento da água que um dia foi gelo.
Vai chegar como manhã
Que abraça o céu no amanhecer
O que é seu já sabe o rumo
Vai encontrar você - Frase da música Tempo de Deus do dj gato amarelo
Mesmo que hoje doa em ti
O amanhã vai sorrir também
O que é seu encontrará o caminho
Até você, até o bem - Frase da música Tempo de Deus do dj gato amarelo
Confie no tempo de Deus
O que é seu vem com paz e luz
Amor que acalma os vendavais
E faz morada onde conduz - Frase da música Tempo de Deus do dj gato amarelo
Então respira, deixa fluir
O que é de Deus não vai fugir
A fé te guia até o sol
Mesmo quando tudo é pó - Frase da música Tempo de Deus do dj gato amarelo
O coração já se cansou
De esperar o amor chegar
Mas Deus escreve diferente
E sempre sabe onde ancorar - Frase da música Tempo de Deus do dj gato amarelo
Às vezes a vida silencia
E a gente pensa que perdeu
Mas há promessas escondidas
Que só o tempo revelou - Frase da música Tempo de Deus do dj gato amarelo
Confie no tempo de Deus
O que é seu encontrará o caminho até você - Frase da música Tempo de Deus do dj gato amarelo
