Coleção pessoal de testeteste123
Até sonhos considerados impossíveis aos olhos humanos, Deus realiza para mostrar que Ele é soberano.
UM PRETEXTO CHAMADO LIVRO
A casa de esquina parecia abandonada, mas não estava. Apenas vamos chamar de silêncio aquilo que sobra quando as pessoas vão embora. Foi ali que Lázaro, aos trinta anos, parou o carro num sábado de sol em brasa, em Cuiabá. Vendedor da Barsa, trazia na mala enciclopédias e, sem saber, também carregava destinos alheios. Tocou a campainha com cuidado, como quem não queria acordar lembranças. O homem que abriu a porta era viúvo. A solidão morava nele sem pedir licença. Não havia brinquedos no quintal, nem vozes nos corredores, nem pressa alguma para o futuro. Tudo indicava que aquela casa não precisava de livros. Ainda assim, Lázaro entrou. Falou da Barsa como quem fala de permanência. Disse que ali estavam respostas para perguntas que nem sempre eram feitas. Que os livros resistiam ao tempo, às ausências, à poeira dos dias. O senhor escutava em silêncio, olhos pousados em um ponto distante da sala, talvez no passado. A venda aconteceu sem celebração. Apenas aconteceu. Como acontecem as decisões importantes. Depois, o suco de caju. Doce, fresco, quase uma gentileza antiga. Entre um gole e outro, o senhor confessou o motivo da compra. Tinha netos, mas os via pouco. Talvez, disse ele, os livros servissem de pretexto. Um motivo legítimo para que eles voltassem. Para que a casa voltasse a ter passos, perguntas, risos espalhados pelo chão. A Barsa não era sobre pesquisa. Era um chamado.
Lázaro saiu entendendo que a solidão faz as pessoas criarem armadilhas delicadas para o amor: uma coleção de livros, uma mesa posta, uma desculpa bonita para não desaparecer sozinhas.
A solidão ensina que pessoas não compram coisas por necessidade material, mas por esperança, criando gestos e pretextos para trazer de volta quem o tempo afastou, tentando transformar silêncio em presença.
O mundo luta contra a vontade de Deus, tenta atrasar, confundir e destruir, mas Deus nunca perde uma batalha.
FILHOS REVOLTADOS.
Há filhos que crescem sentindo um desconforto constante dentro da própria casa. Não é briga declarada, nem ódio explícito. É um incômodo silencioso que se transforma em distância. Eles culpam os pais pelo que não foram, pelo que não tiveram ou pelo que acreditam que mereciam ter sido. Carregam uma insatisfação permanente, como se algo essencial lhes tivesse sido roubado na infância.
Esses filhos raramente percebem o peso dessa postura. Tornam-se ásperos no trato, impacientes, mal-educados nas pequenas coisas. Respondem com ironia, com silêncio agressivo ou com desprezo disfarçado. Preferem a rua à casa, o sofá do amigo ao próprio quarto, a madrugada fora ao convívio familiar. E quando estão em casa, fecham-se. Trancam-se no quarto como quem ergue um muro para não ser alcançado.
Segundo Floyd, esse tipo de comportamento nasce quando o filho transforma os pais em culpados eternos. Ao fazer isso, ele entrega a própria vida emocional nas mãos do passado. Floyd afirma que, quando o adulto continua exigindo dos pais aquilo que já não pode mais ser dado, ele permanece preso a uma infância não resolvida. A revolta, nesses casos, funciona como uma defesa: é mais fácil acusar do que assumir a própria responsabilidade pela própria história.
O problema é que essa fuga constante cobra seu preço. A casa deixa de ser abrigo. Os pais envelhecem à distância. O diálogo se perde. E o filho, mesmo cercado de pessoas, continua carregando um vazio que nenhuma casa de amigo consegue preencher.
A minha dica, ou sugestão, é dura, mas necessária: esse tipo de filho precisa crescer emocionalmente. Precisa olhar para os pais como humanos falhos, não como deuses que falharam. Precisa parar de cobrar o que já passou e começar a construir o que ainda é possível. Conversar, estabelecer limites, buscar terapia, assumir escolhas. Enquanto a culpa estiver sempre no outro, a vida nunca estará, de fato, nas próprias mãos.
Tudo no mundo pode dar errado, portas podem se fechar e pessoas podem se levantar contra, mas quando um plano está em Deus, nada consegue parar.
Viver não e fácil, esse inicio pode até parecer um pouco depressivo mas e a verdade!
Nós seres humanos conseguimos dificultar muito as coisas por exemplo:
Tiramos a habilitação e não queremos ter que renovar ela e pagar por isso.
Compramos uma casa e não queremos pagar IPTU
Compramos um veiculo e não queremos pagar IPVA
Esquecemos a felicidade da conquista e focamos apenas nas dificuldades, será que com todo esse tempo de existência do ser humano alguns ainda não perceberam que cada evolução tem uma consequência, evoluir significa ter mas responsabilidades.
“A natureza criou o tapete sem fim que recobre a superfície da terra.
Dentro da pelagem desse tapete vivem todos os animais, respeitosamente.
Nenhum o estraga, nenhum o rói, exceto o homem.”
Monteiro Lobato
***
O amor é o detalhe que muitos ignoram.
É a presença que permanece quando tudo falha.
Amor é ser, quando nada mais consegue ser.
É insubstituível, mas também é sensível.
Amor precisa de atenção, de cuidado diário.
Porque, quando deixado de lado, ele silencia.
E às vezes, quem mais faz para mostrar que está contigo
é quem primeiro sente a ausência.
Domine o seu primeiro impulso para não se tornar escravo das suas reações.
A ação sem reflexão é apenas movimento; a ação com estratégia é desenvolvimento.
Silencie a urgência e refine o plano: o sucesso duradouro não nasce do acaso.
Reflita antes de avançar.
POEMA TEDIOSO
Demétrio Sena - Magé
Amanheço e repito meu dia de sempre,
ao chegar de uma noite que se repetiu,
cujo sono caiu na sistema de sonhos
processados em lenta rotatividade...
Mais um dia moroso pra levar nos pés,
arrastar junto às horas que fazem mistério,
pra contar até dez e depois repetir,
sem levar muito a sério viver ou morrer...
Tedioso poema que agora se faz,
numa paz conflitante que pesa fingir,
no frigir dos miúdos do meu organismo...
Anoiteço e nem vi a passagem do dia,
uma vida vadia se guarda nos panos
dos "desplanos" que faço pra nova manhã.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Tá na essência , quem tem abrigo nas singelas canções é portador de um caminhar de mundos. Então vos digo meu bem , tu sabes que seus elos são verdadeiramente eternos.
Até nosso reencontro meus queridos.
Leticia17
Meus sonhos se enrolam como fios de lã mal tricotados. Às vezes puxo um fio e desfaz tudo que fiz. Outras, consigo transformar em manta para me cobrir. A habilidade é saber quando parar de puxar. E aprender a tricotar com as mãos que tenho.
