Coleção pessoal de testeteste123
O Livro de Receitas do Desastre Nacional!
Na terra onde o cinismo se fantasia de lei,
E a política tem como característica maior a corrupção,
Ergue-se o templo de uma suprema corte, oh, rei!
Com postos de ouro maciço, sem livre eleição.
Que doce ironia, que farsante teatro nos seduz:
Ministros de uma suprema corte jamais poderiam ser indicados por políticos."
Mas a regra da nação, essa que a alma seduz,T
ransforma o óbvio em mito, em refrões proféticos.Pois "Isso é a receita para um desastre!", brada a voz sensata,
Enquanto o cozinheiro- mor sorri com o livro na mão, Cozinhando a ética em fogo brando, numa panela ingrata,Onde a verdade é tempero dispensável à nação.
"Como pode?", pergunta a plebe, em coro desafinado,
Que um corrupto condenado - figura vil e nefanda "e completamente ignorante e sem o mínimo de caráter" ungido, Tenha a chave do cofre, a prerrogativa que o desmanda!
De "indicar comparsas para ocupar cargo de ministros da justiça.
"Um circo de compadres, uma corte de escudeiros,Onde a toga, outrora símbolo, se curva à astúcia,
E a lei se faz flexível aos caprichos dos celeiros.
Ah, "Usar o nome justiça para o poder judiciário é um erro."
Uma "eresia" na certa, um pecado de vocabulário,
Pois "a 'Justiça' não faz justiça em nosso país", eu o venero,
Neste palco de sombras, neste vasto e caro santuário. Ministros da justiça são funcionários públicos, eu decreto,
E deveriam ser, que ultraje!, "concursandos", plebe rude e leal,
Sem o beijo do poder, sem o pacto secreto,
Apenas mérito frio e um currículo legal. Mas o jogo é jogado onde a luz é pouca e a névoa densa,
"Em um país onde a grande maioria do povo não tem educação,"
E carece de faróis, de um senso, de uma recompensa, "muito menos discernimento de assuntos importantes,
"E nessa lacuna da mente, nesse vazio profundo e lento,
O poder se instala, a máscara cai e a farsa se desfaz,
E "a ditadura domina", silenciosa em seu intento.
Nas páginas dobradas que o povo, cego, jamais traz.
Ahhh...Sussurras com a calma da mentira bem contada,
"Aqui nunca vai ser uma ditadura!"
- Que graça!
Que ironia!
Não... Meu caro,levante os olhos, a fogueira está acesa e guardada.
"Você já está vivendo nela só ainda não sabe." É a eterna melodia.
"Não se deu conta!"
Que a corrente é invisível, de veludo, e o nó é sutil.
E quando o sono acabar, o pesadelo se faz realidade,
"E quando você abrir os olhos já é tarde."
O fim é fútil.
"Talvez um dia você entenda, más é improvável!"
- Assino com a posteridade...
Amanheceu
Mas a noite ainda é visível.
São quatro horas e tal
Mal nos despedimos do Natal.
Um novo ano adentrou.
A vida se renovou.
O dia está nascendo tão belo.
Como amo esse céu azul com o sol amarelo.
O cheiro do café desperta os meus sentimentos.
E faz eu agradecer por esses breves momentos....
Bom dia, novo dia ☕ 🌺
Aos que amam o céu sem esquecer o chão,
livres da hipnose que embota a mente
e da amargura que endurece o coração,
desejo iluminação imediata;
aos demais, que despertem para reflexão e transformação interior.
"É pó enterrando pó, sem tempo para lembrar
Que num breve segundo tudo pode se apagar:
Ar, fôlego e vida cessam — silêncio a ocupar."
Pó
Duas letras se unem para algo nomear,
Uma matéria tão pequena, mas capaz de gerar
A raça mais inquieta que a Terra já viu brotar.
Ar, fôlego e vida fizeram o pó pensar;
Pobre pó vaidoso, desde cedo a se exaltar,
Proclama-se superior, diz que outro igual não há.
Se anuncia pensante, raciocínio só o pó tem;
A inteligência chegou, e não sobrou pra ninguém.
Mas do próprio pensamento ele se torna refém.
É pó enterrando pó, sem tempo para lembrar
Que num breve segundo tudo pode se apagar:
Ar, fôlego e vida cessam — silêncio a ocupar.
"E após a morte?", pergunta o pó a vagar:
Crenças e teorias tentam tudo explicar,
Mas no fundo ele sabe: ao pó irá retornar.
Entre versos quebrados
O silêncio virou música quando você partiu, cada passo teu ecoou como um refrão tardio.
Meu peito aprendeu a tocar saudade em tom menor, e o amor, que era festa, virou solo de dor.
As lembranças giram como vinil riscado, promessas pulam, repetem, não seguem o combinado.
Teu nome ainda dança entre notas e ais, é a canção que insiste em não terminar jamais.
No meio da noite,
o coração muda o ritmo,
tenta ser forte,
mas falha no próprio compasso.
Entre versos quebrados
e acordes perdidos,
aprendo que amar também
é saber ficar só no espaço.
E quando o último acorde
enfim se desfaz,
não é o fim do amor
— é só o fim de “nós dois”.
Guardo essa trilha como parte de quem fui, porque toda despedida também ensina depois
Podcast do Amor – No Ar
Então…
fica aqui comigo um pouco.
Apaga o resto do mundo.
Hoje não tem pressa,
Só verdade.
Se essa voz chegar em você,
já valeu a noite.
Eu não vim explicar o amor.
Vim sentir.
Vim dizer que,
quando penso em paz,
é o teu nome que
responde primeiro.
Às vezes eu paro…
respiro…
porque falar de você
acelera tudo aqui dentro.
É fundo, sem medida,
como fé que não vacila.
E mesmo sem ensaio,
soa certo.
Se esse episódio acabar
agora, tudo bem.
O que é nosso não desliga.
Continua tocando baixo,
constante, porque é você
dentro do meu coração.
Guardo tua voz como trilha sonora antiga, dessas que ainda emocionam,
mas não combinam com o agora.
Não há raiva aqui, só um carinho maduro, que entende que ficar também pode ser ir embora.
Então este é o último episódio
de “nós”, sem promessas,
sem reprise, sem volta.
Aperto o stop com lágrimas
calmas e verdadeiras,
e sigo — levando amor,
mas escolhendo paz.
A verdadeira liberdade surge do ódio profundo ao destino imposto pelo sofrimento, onde cada dor é uma batalha contra o abismo da existência, forjando um significado pessoal no caos, pois só quem renuncia à normalidade tediosa pode sobreviver com intensidade visceral.
No vazio caótico do niilismo, o amor emerge como uma alucinação selvagem, quase incapaz de se sustentar, mas persistente o suficiente para desafiar a insignificância, transformando o desespero numa esperança arrogante que devora o nada.
A fé num deus que orquestra o mal cotidiano é a maior obscenidade intelectual, uma ilusão que mascara a crueldade inerente à natureza, tornando os crentes escravos dum monstro invisível que ri do sofrimento humano enquanto finge benevolência.
Nos esforçamos tanto para ser inesquecíveis que acabamos virando apenas um rascunho mal feito na memória de quem nunca soube ler.
Como você sabe que vai ser feliz com seu sonho se ainda não o alcançou?
Se é você quem determina ser ou não ser feliz, então pode escolher outras opções que produzirá o mesmo resultado.
Por exemplo: existem pessoas felizes e bem-sucedidas em profissões que você ficaria triste se exercê-las.
Existem pessoas felizes em seus casamentos com a pessoa que com você era infeliz.
A felicidade não está nas coisas ou em alguém, está em você.
