Coleção pessoal de testeteste123

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O Ofício de Tornar-se

Não é um lugar de homens prontos.


É um espaço de homens em construção.



Aqui, a riqueza não se mede pelo que se possui, mas pelo que se transforma.

É um processo silencioso, feito de auto lapidação, onde o caráter é trabalhado com paciência, disciplina e constância.



No início, aprende-se mais a ouvir do que a falar.

As palavras vêm depois. Antes delas, a escuta. Antes do discurso, a presença. Porque só compreende quem aprende a permanecer.



Com o tempo, passa-se a acompanhar.

Ainda não se está completo, nem se detém a totalidade das responsabilidades. O caminho exige preparo e maturação. Cada avanço acontece no tempo certo, nunca por impulso.



Ninguém chega acabado.

Chega em estado de construção, trazendo limites, contradições e aprendizados inacabados. Não se trata de superar outros, mas de buscar coerência consigo mesmo.



O tempo revela algo essencial:

quanto mais se aprende, mais se reconhece o quanto ainda há a aprender. Não se formam certezas rígidas, mas uma postura de constante aperfeiçoamento.



Não se trata de reprimir, mas de ordenar.

O que antes conduzia passa a ser conduzido.

E assim, o caminho segue adiante, com equilíbrio e consciência.



É um espaço humano e, portanto, imperfeito.

Ainda assim, sustenta-se por um compromisso fundamental: o de aprimorar o indivíduo antes de qualquer pretensão externa. O progresso começa no interior e se reflete, naturalmente, no entorno.



Estar ali exige coerência.

O que eleva encontra sustentação.

O que não se sustenta por si mesmo perde força.

Nada é imposto; tudo é assimilado pelo exemplo.



Não é fé dogmática, nem rito vazio.

É uma filosofia vivida, aplicada no caráter, nas escolhas e na forma de atravessar o mundo.

Não se professa crença cultiva-se postura.

Não se impõe fé constrói-se consciência.



A prática do bem não busca visibilidade.

O aprendizado não se impõe.

E o avanço não acontece por pressa, mas por constância.



Não se busca perfeição.

Busca-se disposição para o aprimoramento contínuo, com responsabilidade sobre os próprios atos e respeito ao caminho alheio.



No fim, compreende-se:

não é sobre pertencer a um lugar, mas sobre sustentar princípios, independentemente de onde se esteja.



Porque antes de ser, já se estava em processo.

Não por escolha ocasional, nem por mérito exibido,

mas por compromisso íntimo com uma forma reta de caminhar.

Quando uma mulher quer impressionar as amigas desprezando um homem, ela simplesmente é ainda apaixonada por ele, do contrário, nem se importaria!

"Nada leva mais tempo do que não saber usar o tempo." (19/01/2026)

A cru maneira de dizer:


Religião alguma comanda como os céus contatam o homem, realizam milagres, nem mesmo as alturas, dependem dessas religiões para existirem.

"Poderia lembrar os momentos em que meu coração disparava ao encontrar sua face? Conseguiria além de vê-lo dizer mais que um “Bom dia”? "


- Bameyu (parte retirada de um texto maior)

Há fases da vida em que o lar, que deveria ser abrigo, transforma-se em tribunal. Não há juízes declarados, mas toda palavra que pronuncio parece já nascer culpada. No casamento e dentro de casa, descubro que o silêncio não é ausência de voz, é defesa. Falo e recebo o contra-ataque; calo e sou acusado de indiferença. Assim, aprendo a arte amarga de medir frases como quem pisa em vidro.
Percebo então que não estou amordaçado por cordas visíveis, mas por expectativas alheias. Cada pessoa carrega sua dor, seu cansaço, sua verdade parcial, e todas colidem no mesmo espaço estreito. O conflito não nasce do que digo, mas do que o outro escuta a partir das próprias feridas. Em casa, a palavra raramente é apenas palavra: ela carrega histórias, frustrações e cobranças antigas.
Nessas fases, amadurecer não é vencer debates, mas compreender limites. Nem toda reação é ataque, nem todo silêncio é covardia. Às vezes, resistir é escolher o momento certo de falar; outras vezes, é reconhecer que não serei entendido agora. Aprendo que liberdade interior não depende de aplauso doméstico, e que dignidade também mora na escuta de si mesmo.
Talvez a maturidade seja isso: aceitar que amar inclui desencontros, e que a minha voz não precisa gritar para existir. Mesmo quando amordaçado por circunstâncias, continuo responsável por não deixar que o silêncio me transforme em alguém que não sou.

No afastamento, as consequências, as súplicas, a indiferença,


Nos ombros, a violência, a raiva, o descontrole,


Na entrega, a guarda baixa, os ouvidos tampados, o cansaço,


Na reza, ossos partidos, o castelo destruído.

O erro dos candidatos a messias religiosos atuais, ou supostos iluminados da última era, é pateticamente sempre o mesmo:


Buscar o Apartheid religioso, defendendo que só uma linha religiosa seria a dona da verdade, sendo que o caráter e a boa índole salvam, a religião, quase nunca!

“Não posso esquecer, não consigo… você não me permite esquecer.”

A morte é simplesmente o fim.
Ela não transforma, não conduz, não prepara.
É o encerramento total do ciclo,
o ponto em que nada mais se prolonga.
Não há caminhos ocultos,
nem sentidos posteriores a serem buscados.
A morte existe para fechar,
para afirmar que tudo o que tinha tempo
chegou ao seu término.
Reconhecer isso não é negar a vida,
é aceitar que todo ciclo
se encerra exatamente onde termina.

Na gaveta...




Na gaveta aberta a desenhos guardados e caixinhas de surpresas,


Os remédios não pedem licença para serem tomados,


O fardo e a maré tem suas semelhanças, pois são profundos e sem limites,


A gaveta está aberta, ser adulto é uma crença de muitos mitos e uma miudeza das sombras da realidade na frente de uma pequena vela acesa.

O comportamento humano não me surpreende. O que me espanta é a minha própria relutância em aceitá-lo.🕊

Alguns versos flutuam em caminhos diversos e vão em direção de muitos universos e assim seguem para outros multiversos.

Se tenho paz, tenho tudo.

A vida é quem escreve o tempo; odia, a hora.

Somos os seres mais teimosos da face da Terra. Dotados de inteligência, consciência e linguagem, ainda assim insistimos em negar o encerramento dos ciclos. Aceitamos o fim das estações, das histórias alheias, das coisas, mas resistimos quando o ciclo fala de nós. Quando o fim nos inclui, quando aponta para a nossa própria vida, criamos ilusões de permanência.
Talvez porque admitir o fim seja admitir limites. E limites ferem o orgulho de uma espécie que se acostumou a se ver como centro, não como passagem. Mas a vida não é feita para durar, é feita para significar. O ciclo não se fecha como punição, mas como conclusão. O fim não anula o que fomos; ele sela o que deixamos.
Negar a finitude não nos torna eternos, apenas nos impede de viver com profundidade. É quando reconhecemos que o tempo é finito que cada gesto ganha peso, cada escolha ganha verdade, e cada amor deixa de ser adiado. O fim não é o oposto da vida. O fim é aquilo que dá valor a ela.

Teus olhos cinzentos,
como a tempestade,
me lembram
que, em meio ao caos,
eu não temo,
pois me acompanharás
em meio aos pesadelos.
Então me lembro
que, sem você,
aqui me vejo
jogada ao relento,
regada a sofrimento.
Então me diga que estarás ao meu lado
quando retornarem os ventos,
que passarei por onde nos corta,
pelos entremeios
que separam nós dois,
ao enfermo.

Meu tolo Vampiro


Eu preciso te dar.
Tudo que tenho a te oferecer,
Te ofertar todo, meu amor
Te encher de prazer


Eu sugarei todo teu sangue
Até não restar mais nada
Enquanto você me encara
Me implorando por mais


Eu farei de cinzas tuas dores
Tais como aqueles
Que fizeram horores
E todos que lhe ousar encostar


Te empunharei
Nestas ruas escuras
E toda a amargura
Farei de lamaçal


Não imaginas o quanto te busquei
Nesta tua vida mortal
Não tem concepção de tal
Do tamanho da minha ambição


Cacei-lhe como um coelho
Em todas minhas 7 vidas
Sempre foi sobre você
O destino nos avisa


Hoje, só nos resta nós mesmos,
Em meio a pesadelos
Pedimos a Morfeu, um tempo
Para que encontremos a paz Nos nossos pensamentos


Mas, ainda que te tenho
Não me resta receio
De que tenho o que preciso.
Pra viver a utopia
Que tanto mereço

"Venha até mim"
Eu me lembro.
Era tudo que ecoava na minha mente
Sob estes ventos
e a luz do luar,
E eu atendo.
Abdicando da minha humanidade,
me entrego a você por inteiro.


Banhados de sangue,
chuva de caos nos nomeia.
Agora sabes que te pertenço.
Meu Criador, minha luz, meu relento.
Sacie a sede que há no meu peito.
Me proteja do medo.


Diga que serei teu até o fim dos tempos.
e que não me abandonará
O destino Sempre irá nos juntar
Ninguém em tantos séculos ocuparia o teu lugar.
O nosso amor é milenar


Nada faz sentido com a tua ausência.
Você é minha perdição.
Somos os donos da noite.
Você é meu luar.
Para sempre te amarei,
Meu eterno Lestat.

não falei


porque falar


era excesso
de mim