Coleção pessoal de testeteste123
O que é inspiração?
Inspiração é soltar a respiração ao vento
Entoar palavras presas ao coração
Gritar no nublado a luz de um amor calado
Sentir calor diante de uma geleira
Poder comemorar a paz em meio a uma guerra inteira.
Inspirar é amar as palavras sem limites
Gritar aos surdos uma música calada
No repertório da vida
Sentir Fé em toda caminhada.
Inspiração é soltar um suspiro no ar, entoando um eco na multidão.
Inspiração não é he.re.di.tá.ri.o
É um dom... 🖋️
Quando insulto alguém, na maioria das vezes, estou falando mais de mim mesmo, do meu próprio comportamento, do que da pessoa insultada.
Infelizmente, hoje uma grande maioria de filhos nem conhecem seu Pai, são criados por suas mães solo, mães guerreiras que criam seus filhos sozinhas!!!
Isso vai gerar pessoas com traumas irreversíveis, assim dizem os Psicólogos e Psiquiatras!!!
Os olhos daquele que eu insulto já não sei mais de que cor são (...) já não vivemos entre seres humanos, mas num mundo de silhuetas.
Na década de 50, quando ainda eu era criança, quando eu saía na rua com meu pai que era deficiente auditivo me deixava muito triste ao ver os outros chamá-lo de SURDINHO, ele tinha um nome, chamava-se ANTONIO!
Há gente estúpida no meio dos sábios, até que aprenda, com humildade, a imitar o exemplo de servir uns aos outros com honra, humildade, apreciação e amizade.
Entre irmãos da mesma família não há lugar para discussões, rejeições e decepções, senão para a união, comunhão e perfeição de todos.
Ser chamado para cuidar do rebanho não é uma profissão, e sim, um ministério divino que promove o crescimento e a edificação do mesmo.
Algumas primeiras vezes são realmente muito difíceis, mas todas são inevitavelmente memoráveis.
Não porque tenham sido perfeitas, mas porque nos atravessaram por dentro.
As primeiras vezes quase nunca chegam prontas: vêm trêmulas, cheias de medo, de dúvida e de um silêncio que pesa mais do que o barulho ensurdecedor do mundo.
Elas exigem coragem sem garantia, passos sem mapa, fé sem recibo…
É nelas que o corpo aprende o peso da escolha e a alma descobre que crescer quase sempre dói um pouco mais.
A primeira vez não pede excelência, pede entrega.
E talvez por isso permaneça viva na memória: não pelo resultado, mas pelo risco assumido, pela vulnerabilidade exposta e pela consciência de que, depois dela, já não há a menor chance de sermos exatamente os mesmos.
As primeiras vezes jamais se repetem — mas nos ensinam a continuar.
Quer sejam boas ou ruins, elas jamais habitam as gavetas do esquecimento.
Eu não invejo a vida social dos outros, mas dói saber que eu troquei pertencimento por sobrevivência psíquica, profundidade por solidão e aceleração por cicatriz, e que agora o preço disso é recomeçar vínculos num mundo que já desistiu de vínculos.
Estão sempre esperando tudo de nós.
Não reclame, tenha força.
Não fique triste, levante-se.
Não desanime, siga adiante.
Se está doendo, não chore! Vai passar.
Se magoou, não se importe! Esqueça.
É quase uma transformação em não humano.
Não se tem permissão para sentir, chorar, sofrer.
Mesmo que temporário. Mesmo que necessário.
Ser humano é ser fraco?
A quem interessa um mundo de apáticos,
não empáticos,
de coração de pedra?
Às vezes, transparecemos alegria, força, decisão e maturidade.
Para os outros, somos apoio, referência e inspiração.
Mas, no fundo, temos nossos medos, nossas dores e nossa solidão.
Luto moral é enterrar uma versão de si mesmo sem velório, sem flores e sem perdão, sabendo que ninguém te matou além de você, e que ninguém vai te consolar por isso.
O que precisava acontecer
Há momentos em que a vida pesa tanto que a única ideia possível é ir embora.
Não por covardia, mas por exaustão.
Quando a mente adoece, qualquer distância parece salvação.
Mudar de lugar, às vezes, é só uma tentativa de silenciar o que grita por dentro.
Acredita-se que a dor ficará para trás, esquecida no endereço antigo.
Mas a dor viaja leve.
Chega antes.
O novo cenário não traz descanso imediato.
O corpo se adapta, mas a alma demora.
O que antes era rotina vira improviso.
O que era casa vira abrigo temporário.
E então nasce o primeiro arrependimento silencioso:
o de ter deixado algo amado para trás.
Não por falta de amor,
mas por excesso de cansaço.
Algumas paixões não morrem.
Elas apenas ficam guardadas num lugar onde dói mexer.
Evitar lembranças vira defesa.
Fotos não vistas.
Histórias que continuam sem quem partiu.
Há sempre quem diga depois:
“Você deveria estar lá até hoje.”
Como se a vida fosse linha reta.
Como se existisse apenas uma versão possível do destino.
Mas há verdades que só quem atravessou entende:
se não tivesse sido naquele tempo,
teria sido em outro.
Se não fosse daquele jeito,
seria de outro.
Porque certas experiências não são escolhas isoladas.
São travessias inevitáveis.
A vida cobra não para punir,
mas para ensinar.
O arrependimento, então, muda de forma.
Deixa de ser culpa
e vira compreensão.
Entende-se que nem toda saída é fuga,
nem toda volta é fracasso.
Algumas decisões salvam a vida,
mesmo quando custam um sonho.
E quando o tempo passa
porque ele sempre passa
fica claro que não era sobre o lugar perdido,
mas sobre a pessoa que precisava ser reconstruída.
Por isso, se hoje algo dói ao lembrar,
não se condene.
Talvez aquilo não tenha sido erro.
Talvez tenha sido caminho.
Difícil.
Necessário.
E se houve aprendizado,
se ainda existe sensibilidade,
se o coração continua capaz de sentir e recomeçar,
então nada foi em vão.
A vida não exige perfeição.
Exige coragem para continuar.
E quem sobrevive à travessia
não volta menor
volta mais consciente
do valor de estar vivo
e presente
agora.
