Coleção pessoal de testeteste123
O silêncio me olha de volta
como um espelho sem moldura.
Nele, o que cala fala mais alto:
pensamentos em desordem,
sentimentos sem abrigo,
palavras que aprenderam a sobreviver mudas.
A mente vagueia onde o corpo não foi,
repete cenas, refaz diálogos,
insiste em perguntas que não querem resposta.
E quando tudo ao redor descansa,
há um ruído íntimo e persistente
não é medo, nem dor exata,
é a alma pedindo escuta.
Talvez o silêncio não seja ausência,
mas o lugar onde a verdade
respira sem pedir permissão.
O fanático religioso no cotidiano e online:
Um fanático ideológico religioso, possui a sua base, no que decidiu a sí próprio, em viés de confirmação emotiva, ser a alegada verdade suprema.
Ele é um ressentido com a sua trajetória mal sucedida de Vida, desta forma, inventa atalhos cognitivos para explicar o que não entende sobre ocorridos.
As suas explicações, para tudo, são de uma curta visão, e carentes de uma lógica sensata.
Consequentemente, sendo um recalcado, quase toda tentativa de debater algum assunto com outros, já chega lotada de pré julgamentos do que o outro seria, logo, ou aceitas a imaginária "verdade" ao ver dele, ou sérias um "caso perdido".
Dessa maneira, ele perde conexões salutares com as pessoas, em aprendizado mútuo, se faz um perfil de redes virtuais, não consegue ser descontraído com a Vida, tudo colocando numa caixinha de rótulos, com idéia de que sair de sua bolha não vale a pena, o mundo estaria todo perdido, tudo seria caminho para as trevas.
Como forma de solução delirante, ele se fecha cada vez mais nos dogmas de nicho limitado em experiências variadas e coletivas, para uma solução de equidade. Suas postagens são polarizadas, e sempre num mesmo assunto forçadamente mecânico, nada de seu feed pessoal é variado, ou descontraído, pois ele caiu em uma manipulação robotizada, de seitas, crenças, e religiosidade, que atrofiam o seu raciocínio de autonomia.
Ele pode até tentar variar os post's, mas sendo vítima de uma espécie de "lavagem cerebral", logo ele volta ao mesmo assunto cansativo, criando atritos, polêmicas e tumultos, sempre se imaginando o portador de uma alegada "extrema razão"!
Sir Mário Honorário
"Olha só, um mês! Sim, um mês de muita felicidade, muita paz e muita saudade, um mês que você chegou e mudou tudo em mim, um mês que você mostrou ser a pessoa ao qual viverei até meus últimos suspiros, um mês de Eu te amo"
Nanda ❤️
Às vezes, o dono do meu silêncio é o cansaço, esse que não grita, só pesa.
Outras vezes, é o medo de dizer em voz alta aquilo que já faz morada no peito.
A mente costuma se ocupar de lembranças que não pediram licença,
de perguntas sem resposta,
de tentativas de ser forte quando tudo pede descanso.
E quando tudo ao redor silencia…
o barulho mais ensurdecedor é o que vem de dentro:
pensamentos que se atropelam,
culpas antigas,
desejos engavetados,
uma saudade que não sabe o nome.
O silêncio nunca é vazio.
Ele só revela quem está falando mais alto em nós.
Fé que não é questionada, não é fé. É manutenção da mentira. Da crença que sabe ser incerta, e pela incerteza o questionamento apavora. Quem tem certeza, não tem medo de ir mais fundo, nem de mudar, afinal, se for real, ainda que mude em algum aspecto, o estudo, o questionamento não fará nada além de confirmar a sua tese. Se tivesse certeza, isso não seria um problema.
- Marcela Lobato
Toda vez que vejo um desconhecido
Um perfil fake, uma conta estranha
Lá no fundo, torço pra ser você
Descobrir que está me acompanhando
Que comentou algo
Que de alguma forma se lembra
Do presente e do passado
Que escuta as milhões de músicas
Meus versos dramáticos, exagerados
Onde não há exagero ou drama.
Apenas a verdade.
- Marcela Lobato
Nova Zelândia: Dois Corações De Um Mesmo Oceano.
Belas ilhas são tocadas por ondas de um oceano.
O embelezando e sendo enfeitadas por suas ondas azuis.
Essas ilhas nasceram há muito tempo atrás rodeadas por um azul profundo.
Há muito tempo atrás quando apenas esse oceano azul e as suas águas desciam com o céu profundo.
Em um lugar no tempo essas ilhas se formaram.
Subindo as ondas desse oceano para flutuarem sobre o seu azul.
Há muito tempo atrás foi quando cada pedaço de pedra e rocha seguiu o ir e vir de cada onda.
Estando acima de ondas azuis.
Sobre um oceano profundo essas duas ilhas ficaram.
O tempo passava vendo cada ilha contemplando aquele oceano.
Essas duas ilhas tinham montes com frestas onde desciam rios de fogo.
E haviam muitos assim em cada ilha.
Com longos caminhos de uma outra terra e com pedras escura que caíam de cada monte.
As brisas desse oceano seguiam sobre cada ilha.
Contornando cada monte e os seus rios de fogo.
E por tantas vezes foi assim.
Como o oceano que mergulhava nos vestígios de cada ilha.
Como o céu azul e claro.
Duas ilhas nasceram de um oceano azul para cobrirem um pouco as suas ondas calmas.
Duas ilhas com rios de fogo que desciam por alguns montes de pedras e algo que unia cada uma.
As suas formam eram feitas pelas ondas desse oceano quando o mesmo tocava cada ilha por várias vezes.
Com ondas de afeto que vinham dos seus profundos sentimentos azuis.
Com o passar do tempo entre o céu azul aquelas duas ilhas foram se transformando.
Aqueles montes de fogo adormeceram.
Nas brisas do oceano e do tempo as frestas por onde desciam outros fogos também repousaram.
Não o tempo.
Que continuava seguindo.
Nas ondas azuis desse oceano duas ilhas estavam.
De muito tempo atrás com o céu azul e profundo sobre cada uma.
Flutuando em muitas ondas azuis que encontravam o céu em cada parte dessas ilhas.
Que haviam sido deixadas por esse oceano em um mesmo sonho que ele teve.
Quando estava novamente desaguando no céu azul e de repente sentiu em algumas ondas que o acompanhavam o ir e vir de dois corações.
Como as suas ondas já faziam desde outros tempos.
Sob o mesmo céu azul.
Que o cobriam e também essas duas ilhas.
Com um aroma azul e salgado das suas profundezas.
Duas ilhas sobre um oceano profundo e que resplandecia como céu.
Com o tempo que passava aqueles montes outra vez acordaram dos seus sonos distantes.
E os seus caminhos de fogo seguiam em cada ilha.
Com outras pedras,rochas e uma cor acinzentada que saía de cada monte.
Rios de fogo desciam dos montes em cada ilha.
Esses montes que fazem rios de fogo são inesperados e o tempo sabe disso.
Em cada ilha os rios de fogo faziam os seus caminhos.
Sobre cada pedra e cada desvio que aquelas ilhas tinham.
Por alguns instantes ou mais,deixavam as suas marcas de um fogo adormecido e avermelhado.
Quando no tempo adormeceram outra vez.
E um oceano ainda acordado olhava para o céu azul enquanto continuava tocando as duas ilhas.
Que das profundezas da sua beleza,nasceram.
Há muitas tempo atrás.
Nas suas ondas azuis e parecidas com o céu.
Duas ilhas unidas por um oceano com ondas leves e que traziam gotas de carinho para cada uma.
Assim como o céu que derramava um pouco da sua cor sobre cada ilha.
E para as profundezas daquele oceano.
Em tempos atrás com brisas que ele ainda se recorda.
Quando sentiu o pulsar de dois corações nas profundezas da sua vida em algum momento no tempo.
E que nasceram em ondas que começaram nos seus sonhos.
Duas ilhas com partes do céu nos seus lados.
Que seguem um oceano e um outro azul.
Flutuando nas suas ondas até o céu.
Duas ilhas rodeadas por dois azuis que ainda se encontram guardados dentro dos seus corações.
