Coleção pessoal de testeteste123

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A angústia é um professor rígido para aqueles que se recusam a aprender.

Todo aquele que tenta entender o mundo sem entender a si mesmo, no fundo, não está entendendo nada.

Permaneceria somente homens honestos se não houvesse regalias na política.

Conservadorismo não é firmeza, é atrofia. Fidelidade a dogmas obsoletos não passa de covardia intelectual diante da impermanência da vida. Homens de verdade não são estátuas de pedra que resistem ao tempo; são aqueles que possuem a plasticidade necessária para evoluir. Manter-se "constante" num universo em constante evolução é, logicamente, uma forma de suicídio em vida.

Saia, vamos ver o sol; vamos brincar de sorrir, vamos brincar de cantar.

Prepotência querer entender todo o universo com uma razão, razão que não consegue entender nem como chegou nessa conclusão.

"Amar os inimigos" é de longe a frase mais burra já proferida na história da humanidade. O lugar dum psicopata é na cadeia, ou no cemitério; amar o inimigo não é virtude, é burrice. Quem estende a mão a um monstro torna-se cúmplice do próximo crime!

Amar o inimigo não é virtude; é irresponsabilidade moral. O mal não se cura com afeto, mas com limites.

"Eu sou aquilo que você quer que eu seja."

O óbvio da realidade é um despertador silenciado pela mentira.

Gente que fala de si como anúncio geralmente está tentando se convencer antes de convencer o mundo.

Hoje me perguntaram
quando eu ia cobrir.
Como se verdade incomodasse
quem nunca soube sentir.
Eu respondi sem desviar:
não vou cobrir,
vai ficar onde está,
porque não fui eu quem quis fugir.
Ali vive um olhar inteiro,
antes do ruído, da versão distorcida.
Não houve perda da minha parte,
houve escolha do outro lado da vida.
Não é luto, nem falta, nem dor exposta,
é memória que se mantém de pé.
Ela escolheu me perder.
Eu escolhi não me perder de mim.

Nem toda ameaça é um perigo, mas todo perigo é uma ameaça.

Vivemos em uma sociedade onde as pessoas confundem humildade com humilhação, amor próprio com ego próprio, reciprocidade com interesse.

O outro é apenas um espelho daquilo que eu preciso enxergar em mim.

Observe uma gota de chuva no vidro do carro.
Há apenas uma.
Veja-a com atenção.
Tente entendê-la não apenas pela sua visão, de dentro do carro,
mas também pela perspectiva dela —
que te observa estando dentro, e não fora.
Talvez ela esteja vivendo um momento difícil,
sabendo que, quando o carro seguir viagem,
precisará seguir o seu próprio caminho.
Ou talvez compreenda que, se o carro seguir,
ela já terá cumprido a sua missão.
A gota não controla o movimento do carro,
assim como nós não controlamos tudo o que passa por nós.
Ela apenas existe enquanto está ali,
fazendo o que pode.
Cumprir a missão não é permanecer,
mas saber a hora de seguir —
ou de deixar seguir.
Nem toda despedida é fracasso.
Algumas são apenas consciência.
A gota não é fraca por cair.
Ela é inteira por entender o seu tempo.
Porque nem tudo que vai ficar precisa ficar para sempre,
e nem tudo que vai embora perdeu o seu valor.

O sentimento que eu gostaria de viver, mas tenho medo de viver, é a vida que eu devo viver.

Observe uma folha presa ao galho.
Ela ainda está ali,
mas já não é mais parte do agora.
O vento passa, toca, insiste.
Não a empurra com violência,
apenas lembra que o tempo segue.
A folha não resiste por medo,
nem cai por fraqueza.
Ela apenas escuta o instante certo.
Há momentos em que permanecer
é apenas atraso disfarçado de fidelidade.
E há quedas que não são perdas,
são conclusão.
A folha não decide quando o vento vem,
assim como nós não decidimos tudo o que nos atravessa.
Mas decide não lutar contra aquilo
que já cumpriu seu sentido.
Cair, às vezes,
é o gesto mais lúcido de quem compreendeu.
Nem tudo que se solta é abandono.
Algumas partidas são apenas maturidade.

o meu lugar favorito no mundo é, invariavelmente, onde você está.
te amo pra sempre

Na prateleira da vida, minha vitrine guarda uma coleção empoeirada de mágoas e frustrações.
São troféus de uma existência corroída pelo tempo, esquecida como carne exposta no balcão de um açougue,
esperando o olhar faminto de um cão que nunca veio.


Ninguém se deteve diante de mim.
Não houve crianças com olhos brilhando como diante das vitrines de doces,
nem homens avaliando ternos,
nem mulheres sonhando com vestidos.
Eu não fui objeto de desejo, nem de admiração.
Quem me vê, não vê nada,
não sou mais do que um objeto de utilidade,
do qual ninguém tem uso.
Não sou nada além do que sou:
um desvio na rotina, como o trajeto o qual todos evitam porque mal aos olhos.


Sou o que sobra daquilo que foi e já não é.
O que ninguém nota, o que ninguém quer.