Coleção pessoal de testeteste123
O nosso amor é lindo, e o que eu mais gosto nele é a forma como a gente se cuida e se transborda todos os dias.
O nosso amor é lindo, tão leve e verdadeiro que transformou o meu coração no lugar mais feliz do mundo.
O nosso amor é lindo porque não foi planejado, foi o destino que caprichou em cada detalhe para nos unir.
Não me deixe aqui no chão, enfrentando o frio da solidão; seja o meu abrigo e me aqueça com o calor do seu abraço, porque só o seu amor me faz sentir em casa.
O mundo lá fora é gelado sem você. Não me deixe à mercê desse vazio; estenda a mão e me tire do frio, pois meu lugar é guardado no calor do seu peito.
A solidão é um inverno que eu não sei enfrentar sozinho. Me tira desse chão e me faz morada no seu coração.
Não permita que o frio da ausência me alcance. Me levanta, me cuida e me mostra que, ao seu lado, a solidão nunca mais terá vez.
Raiz que não se arranca
A terra não é chão:
é corpo antigo,
é pele marcada pelo sol e pela memória.
Cada passo indígena é um traço no mapa do tempo,
onde a raiz aprende a resistir
mesmo quando tentam
chamá-la de invasão.
A luta não grita
— permanece.
É flecha feita de direito,
é canto que demarca o invisível,
é sobrevivência plantada no hoje
para que o amanhã não seja um deserto sem nome, sem povo, sem origem.
Sete de fevereiro
Não é data: é vigília.
É a história de pé, sem pedir licença,
defendendo o que sempre foi seu.
Enquanto houver terra respirando,
haverá luta
—e ela nunca esteve sozinha.
Quem deveria ser verdadeiramente nacionalista são os pobres, pois são eles que estão diretamente ligados à terra. São os humildes — como diz a própria origem etimológica da palavra: aquele que está mais perto do chão, do húmus.
Já os ricos não têm nação, não têm país. Podem se deslocar para qualquer lugar, a qualquer momento. Basta transferirem seu dinheiro, suas fortunas. Muitos milionários saem de um país assim que as coisas começam a piorar.
O pobre não tem essa opção. Não tem condições financeiras para fugir. Ele precisa ficar, resistir e lutar pela sua terra.
Persistência, Por que?
Persistência é ter a força para levantar a pedra que você encontra em seu caminho e reerguê-la quantas vezes for necessário ao pico da montanha, mesmo sabendo que:
Ela vai rolar novamente e ser obstáculo em seu destino…
Por que?
— Por que isso se chama o despertar da consciência e o fortalecimento e abnegação de sua alma e sua paciência…
Lu Lena
Ninguém entende sua dor, suas lutas, seus medos, seus traumas, sua inocência perdida .
Mas sabe julgar, apontar os erros, e destruir ..
Palavras edifica, mas ela também destrói ... E por isso que eu apenas escrevo esse poema pra falar que estou apenas vivendo em um mundo que religião e simbólico, contendas e algo sincero, mas o amor morreu .. e as pessoas só se luxão. Lamentável mas e a realidade .slg e voltam os olhos pra ✝️ antes que seja tarde 🙇🏾♂️
Os sinônimos se assemelham no seu significado e por isto se confundem.
Os antônimos se distinguem no seu significado e por isto se diferem.
Os parônimos se assemelham na sua leitura mas se diferem na sua escrita.
Os homônimos se distinguem na sua escrita mas se confundem na sua leitura.
Quem finge não ver os próprios defeitos vira as costas para um incêndio, pode não ver o fogo, mas uma hora será queimado.
Aprendendo regular dopamina
Menina nascida na cidade do barulho, já com a vida cercada de muros.
Recebida não com colo, mas com sentença.
Chamaram-na excesso antes de ser presença.
Aprendeu cedo que amor, em certas casas, é moeda rara e grito frequente.
Cresceu calibrando o próprio pulso pelo humor de quem deveria cuidar e dar o exemplo,
lendo o clima como quem estuda tempestades para sobreviver.
Hiperalerta.
Hiperativa.
Hiperconsciente.
O sistema nervoso virou quartel.
O coração, radar.
Enquanto era chamada de vários nomes que podem ferir,
ela decifrava o mundo pela tela azul da madrugada,
internet discada como portal secreto,
ICQ piscando como farol de outro continente,
músicas baixadas em silêncio,
fitas gravadas como quem arquiva provas de que existe beleza.
Trancada, mas não pequena.
Sozinha, mas não vazia.
Ela estudava pessoas como quem estuda maré.
Observava. Comparava. Não engolia narrativas prontas.
Sua mente nunca coube em moldura doméstica.
Quando o portão abria,
virava oceano.
Skate no asfalto,
corrida na areia,
prancha rasgando a água,
dopamina como milagre bioquímico,
liberdade como direito ancestral.
O mar não gritava com ela.
O mar respondia.
Ali descobriu irmandade feminina,
descobriu biologia como idioma do planeta,
descobriu que justiça não é conceito e sim
instinto.
Desde criança defendia quem nem gostava,
porque desigualdade lhe doía na carne.
Onça quando preciso.
Silêncio quando estratégico.
Memória absoluta quando traída.
Ela não guarda ódio.
Ela arquiva.
Inteligente o bastante para liderar,
sensível o bastante para sentir antes de acontecer.
Sonhos lúcidos, pressentimentos,
um tipo de percepção que não cabe em manual clínico
nem em catecismo.
Chamaram-na intensa.
Era apenas desperta.
Confiou demais,
porque quem ama com verdade não imagina cálculo alheio.
Teve ideias roubadas,
amizades rasgadas,
lealdades quebradas.
E mesmo assim continuou oferecendo água num mundo que vende sede.
Há nela uma dualidade quase mitológica:
a menina que sobreviveu à casa em guerra
e a mulher que escolheu proteger águas e florestas.
Trauma e missão dividindo o mesmo corpo.
Ela se trata.
Regula a dopamina.
Aprende a dialogar com o próprio sistema nervoso como quem domestica um cavalo ferido sem quebrar sua força.
Não precisa mais viver em modo incêndio.
Pode viver em modo construção.
Às vezes o passado aciona alarmes invisíveis
e a tristeza senta ao lado.
Mas agora ela sabe nomear o que sente
e nomear é poder.
Há quem diga que ela carrega memórias de outras eras,
que já andou por sombras antigas
e retorna vida após vida tentando equilibrar a balança.
Talvez mito.
Talvez metáfora.
Talvez apenas a forma poética de explicar
por que alguém tão jovem carrega tanta responsabilidade.
Ela é virgem na análise,
áries no impulso,
escorpião na emoção,
tigre na defesa,
oceano na profundidade.
É abrigo para segredos.
É ombro firme.
É aquela que chega quando todos vão embora.
E, paradoxalmente,
ainda se pergunta por que foi rejeitada no início.
A resposta não está nela.
Nunca esteve.
Ela nasceu inteira demais
para caber em lugares rasos e pequenos.
Agora caminha com o aperto no peito de quem enxerga o mundo ruir, a
geopolítica em combustão,
a natureza saqueada,
os heróis sociais e ambientais tombando pela missão,
e mesmo assim escolhe plantar.
Porque há pessoas que vieram para consumir.
E há as que vieram para criar e cuidar.
Ela não é ingênua.
Ela é deliberadamente boa.
E isso exige mais coragem
do que qualquer guerra.
É tão bom viver sem criar expectativas,
porque só assim descobrimos o quão surpreendente a vida pode ser.
Ela fica mais leve quando deixamos espaço para o que vem,
sem peso, sem cobranças, apenas presença.
Kleber Abdul Al-Nasr
