Coleção pessoal de testeteste123

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⁠Se expor aos riscos vivendo é muito menos arriscado do que não se expor somente existindo.


Viver é aceitar os riscos como parte da caminhada.


É se expor ao erro, à queda, à dúvida e, ainda assim, seguir adiante.


Existir sem se arriscar pode até parecer seguro, mas cobra um preço silencioso: o da estagnação.


Quem apenas existe se protege das feridas, mas também se priva dos encontros, das descobertas e das transformações que só a vida em movimento oferece.


No fim, viver — com todos os seus riscos — é muito menos perigoso do que atravessar o tempo intacto, porém vazio, assistindo à própria vida passar sem nunca ter realmente vivido tudo que se tem para viver.

Um bom biomédico trabalha com amostras; um grande biomédico nunca esquece que por trás delas existe uma vida.

Atalho vs Caminho


Te encontrei no atalho,
rápido como um olhar que promete abrigo,
era fácil te querer sem pensar no depois,
como quem foge da chuva
sem perguntar se a casa tem teto.


Mas o amor, descobri, mora no caminho,
onde o passo cansa, o tempo ensina
e cada pedra vira história compartilhada.
Ali, a gente se escolhe
mesmo quando dói continuar.


Hoje sei: o atalho seduz,
mas é no caminho que o amor cria raízes,
não pela pressa de chegar,
e sim pela coragem
de seguir junto até o fim.

1871 📜"Denunciar alguém somente em Redes Sociais é como Discurso de Papa: só emociona incautos e serve pra nada prático. E pode também ser Fanfarra e Covardia!"

pela minha paz, eu aprendi a desaparecer lentamente
dos lugares que me apertam,
das pessoas que me diminuem,
das situações que me roubam a luz.
mas antes de tudo, eu fico.
eu faço questão de ficar.
eu dou sinais.
eu converso.
eu explico o que dói.
eu mostro onde machuca.
eu tento ajustar o que ainda pode ser salvo.
não parto na primeira falha.
não desisto no primeiro silêncio.
não abandono no primeiro conflito.
eu permaneço enquanto há respeito.
enquanto há tentativa.
enquanto há reciprocidade.
eu já insisti demais.
já expliquei demais.
já tentei salvar o que não queria ser salvo.
e quando percebo que só eu estou sustentando,
quando meus sinais viram incômodo,
quando minha dor é tratada como exagero
eu começo a me recolher.
não faço alarde.
não anuncio partidas.
não bato portas.
eu apenas recolho o que é meu:
meu tempo,
minha energia,
meu afeto.
há quem chame de frieza.
há quem chame de orgulho.
mas só eu sei o quanto custou permanecer quando tudo em mim já pedia silêncio.
porque permanecer onde preciso me diminuir
é uma forma lenta de me abandonar.
e eu já me abandonei o suficiente em nome de amores,
de expectativas,
de pertencimentos que nunca foram casa.
pela minha paz, eu desapareço devagar
não por fraqueza,
não por indiferença,
mas porque aprendi que quem se ama
não permanece onde dói.
e se um dia eu for,
saiba:
antes, eu tentei ficar.

Melhor arder por escolha e direção
do que apagar vivendo de hesitação.

Marca o tempo [compasso]


Somos a voz da batida do seu coração, o sussurro que marca o tempo entre um suspiro e outro.
Não gritamos amor — pulsamos,
como sangue quente aprendendo o caminho do teu peito.


Somos relógio sem ponteiros,
vivendo do ritmo que teu corpo inventa quando me sente.
Cada verso é um gesto feito com verdade, onde amar é acompanhar sem apressar.


E se um dia o mundo silenciar tudo ao redor, restará esse som
— íntimo, fiel, verdadeiro.
Porque enquanto houver batida, haverá nós, afinados no mesmo compasso.

“Somos a Voz”


Somos a voz que nasce no silêncio,
quando o mundo se cala e o medo grita,
um sussurro teimoso no peito
que insiste em amar, mesmo ferido.


Somos a voz que treme, mas não se quebra,
eco de dois corações aprendendo a falar
na língua frágil dos olhares,
onde o toque diz o que a boca não ousa.


Se o amor é ruído em meio ao caos,
somos o som que permanece,
a voz que se reconhece no outro
e, ao ser ouvida, finalmente existe.


Se quiser, posso deixar mais trágica, mais esperançosa… ou ainda mais íntima.

A vida é ponte entre medo e ação,
decidir é cruzar sem pedir aprovação.
Empoderamento não nasce do grito,
nasce do silêncio que sustenta o rito.

A vida testa quem finge ser forte,
decisão separa discurso de porte.
Ou você se assume e encara o preço,
ou vira refém do próprio tropeço.

Quem escolhe com coragem escreve o próprio norte,
quem se banca de verdade não negocia a própria sorte.

Sou livre


Sou livre como o vento que aprende teu nome ao passar entre janelas abertas do peito;
não me prendo ao medo, faço do silêncio um céu onde teu riso pousa sem receio.


Sou livre como o rio que aceita suas curvas, beija pedras, sangra margens e segue inteiro; teu amor é ponte, não prisão — nele atravesso sem perder-me.


Sou livre porque amar não é jaula,
é asa confiada ao próprio voo;
se fico, é escolha do coração
que encontra em ti um horizonte,
não um nó.

Caso Encerrado


Fecho a porta do peito como quem arquiva um processo antigo:
teu nome vira poeira nos autos do silêncio, as provas — beijos, promessas, noites acesas —
descansam em caixas de papelão, carimbadas de saudade.


Te amei como se ama um incêndio mal contido, jurando que o fogo aprenderia limites; mas o amor é juiz sem rosto, e sempre absolve a chama que fere.


Agora assino o fim com
a tinta do aprendizado:
não é derrota, é sentença ao
coração cansado; o amor segue livre,sem algemas nem culpa,
enquanto eu sigo quebrado.

A vida devolve o que a intenção entrega.

“Processo em Sigilo”


Teu nome corre em sigilo
dentro do meu peito,
como processo trancado
em gaveta antiga;
cada olhar é prova anexada
ao silêncio,
cada suspiro, um despacho
que me condena a sentir.


Teu amor é juiz que não se mostra,
mas dita sentenças na minha ausência:
aprendi a viver sob pena de saudade,
cumprindo em regime fechado o desejo de te tocar.


E se um dia o segredo vier a público,
que seja tarde demais para absolvição; pois já aceitei
a culpa doce de te amar,
crime perfeito sem direito
a apelação.

A alma reconhece o que os olhos ainda duvidam.

“Nem sempre a mente precisa adaptar-se ao padrão; há situações em que a sociedade precisa aprender novas formas de aceitar e compreender suas singularidades.” - Leonardo Azevedo.

Quem teme a verdade vive metade.

Humor afiado. Mente ativa

Não aceito migalha quando sei servir banquete.