Coleção pessoal de testeteste123
Se fores só humana, eu aprendo.
Se fores só sonho, eu acordo.
Mas se fores esse meio-termo impossível,
onde o real encosta no sagrado,
então que eu te ame assim —
não como verdade absoluta,
mas como o mito que me ensinou a sentir.
Dizem que mito nasce do medo,
mas o meu nasceu da esperança:
era mais fácil crer em nós
como lenda eterna
do que aceitar a carne frágil
dos dias que passam.
A vastidão fascinante do céu, tomada por uma escuridão profunda durante o lindo ápice da noite, servindo perfeitamente como uma grande tela pra uma pintura noturna, formada por belas estrelas reunidas, brilhando fortemente, uma ao lado da outra, vívidas com um encanto resplandecente
Exposição imponente de uma arte perfeita que muito supera a compreensão humana, expondo corpos celestes emocionantes, admiráveis e inspiradores, que juntos formam uma visão intensa, entusiasmante, bastante acolhedora, uma bênção astronômica, mostrando assim que cada estrela importa
Esse exemplar de quadro celestial é tão impactante que traz a ludicidade à tona, trazendo à mente uma cena especial de uma realidade distante em um outro universo, onde ele está com o seu olhar deslumbrado, contemplando as constelações existentes nos olhos dela, um amor recíproco que faz presente.
Quantas memórias...
essa cidade faz parte da minha história!
Eu deixei esse lugar quando eu era ainda muito jovem e demorei muito para voltar. Não porque eu não queria, mas porque a minha cidade natal, na qual passei minha infância e juventude, me traz muitas lembranças de pessoas que já se foram. Então, retornar significa encara todas essas emoções e sentimentos não resolvidos.
Mas, finalmente, estou aprendendo a lidar com isso. Voltar não me traz muita dor, pelo contrário, me traz um certo alívio e conforto. Agora, ao passar por essas ruas, consigo me lembrar com menos aflição de pessoas e momentos que fizeram parte da minha história.
Em breve vou embora novamente, porém, valorizando minhas raízes. Jamais vou esquecer de onde eu vim.
Não deixes que teus lábios se abram para acusar ou falar do que não conheces acerca do teu próximo, pois o Senhor, que sonda o íntimo de cada coração, abomina toda injustiça e pedirá contas de teus julgamentos.
Em uma mesa de bar, um católico devoto debatia política com um amigo evangélico, enquanto uma senhora espírita ouvia atenta, ao lado de um praticante de religiões africanas, que exaltava a força de seus ancestrais. Um jovem budista tentava acalmar os ânimos. A discussão acirrou quando um empresário de direita defendeu reformas econômicas, sendo contestado por uma professora universitária de esquerda, que pedia mais investimentos sociais. No fim, todos concordaram: religião e política dividem opiniões, mas futebol e cerveja unem a torcida — principalmente na hora da saideira ou depois do apito final...
da vida!
Amar é um cativeiro consentido,
doce engano em peito consumido;
é ver no olhar um mundo que se some
suave erro que aceito por perdido.
É feitiço sutil que a alma tome,
razão rendida ao gesto proibido;
é ter no peito o sonho que me nome
e, em seu silêncio, arder sem ser ouvido.
Deixa que eu ame, ainda que em segredo,
se amar é padecer tão doce pena,
se é delírio mortal e paraíso.
Que seja amor, ainda que com medo,
pois mais vale esta dor que me condena
que a fria paz de um coração sem riso.
A criança não é um papel em branco, pois vem dotada de emoções, estímulos, genialidades, amor, expertises, artimanhas, ações, energias etc...
Porém, na cultura e na educação, metaforicamente falando, ela vem como um "papel em branco", sendo necessário programar a consciência universal para poder viver e conviver, é sobre isso.
Se for criada com ou sem boa cultura, terá certeza que a vida é isso.
Como se a cultura diária escrevesse seu conhecimento e logo a educação na própria formação humana.
Se expor aos riscos vivendo é muito menos arriscado do que não se expor somente existindo.
Viver é aceitar os riscos como parte da caminhada.
É se expor ao erro, à queda, à dúvida e, ainda assim, seguir adiante.
Existir sem se arriscar pode até parecer seguro, mas cobra um preço silencioso: o da estagnação.
Quem apenas existe se protege das feridas, mas também se priva dos encontros, das descobertas e das transformações que só a vida em movimento oferece.
No fim, viver — com todos os seus riscos — é muito menos perigoso do que atravessar o tempo intacto, porém vazio, assistindo à própria vida passar sem nunca ter realmente vivido tudo que se tem para viver.
Um bom biomédico trabalha com amostras; um grande biomédico nunca esquece que por trás delas existe uma vida.
Atalho vs Caminho
Te encontrei no atalho,
rápido como um olhar que promete abrigo,
era fácil te querer sem pensar no depois,
como quem foge da chuva
sem perguntar se a casa tem teto.
Mas o amor, descobri, mora no caminho,
onde o passo cansa, o tempo ensina
e cada pedra vira história compartilhada.
Ali, a gente se escolhe
mesmo quando dói continuar.
Hoje sei: o atalho seduz,
mas é no caminho que o amor cria raízes,
não pela pressa de chegar,
e sim pela coragem
de seguir junto até o fim.
1871 📜"Denunciar alguém somente em Redes Sociais é como Discurso de Papa: só emociona incautos e serve pra nada prático. E pode também ser Fanfarra e Covardia!"
pela minha paz, eu aprendi a desaparecer lentamente
dos lugares que me apertam,
das pessoas que me diminuem,
das situações que me roubam a luz.
mas antes de tudo, eu fico.
eu faço questão de ficar.
eu dou sinais.
eu converso.
eu explico o que dói.
eu mostro onde machuca.
eu tento ajustar o que ainda pode ser salvo.
não parto na primeira falha.
não desisto no primeiro silêncio.
não abandono no primeiro conflito.
eu permaneço enquanto há respeito.
enquanto há tentativa.
enquanto há reciprocidade.
eu já insisti demais.
já expliquei demais.
já tentei salvar o que não queria ser salvo.
e quando percebo que só eu estou sustentando,
quando meus sinais viram incômodo,
quando minha dor é tratada como exagero
eu começo a me recolher.
não faço alarde.
não anuncio partidas.
não bato portas.
eu apenas recolho o que é meu:
meu tempo,
minha energia,
meu afeto.
há quem chame de frieza.
há quem chame de orgulho.
mas só eu sei o quanto custou permanecer quando tudo em mim já pedia silêncio.
porque permanecer onde preciso me diminuir
é uma forma lenta de me abandonar.
e eu já me abandonei o suficiente em nome de amores,
de expectativas,
de pertencimentos que nunca foram casa.
pela minha paz, eu desapareço devagar
não por fraqueza,
não por indiferença,
mas porque aprendi que quem se ama
não permanece onde dói.
e se um dia eu for,
saiba:
antes, eu tentei ficar.
Marca o tempo [compasso]
Somos a voz da batida do seu coração, o sussurro que marca o tempo entre um suspiro e outro.
Não gritamos amor — pulsamos,
como sangue quente aprendendo o caminho do teu peito.
Somos relógio sem ponteiros,
vivendo do ritmo que teu corpo inventa quando me sente.
Cada verso é um gesto feito com verdade, onde amar é acompanhar sem apressar.
E se um dia o mundo silenciar tudo ao redor, restará esse som
— íntimo, fiel, verdadeiro.
Porque enquanto houver batida, haverá nós, afinados no mesmo compasso.
“Somos a Voz”
Somos a voz que nasce no silêncio,
quando o mundo se cala e o medo grita,
um sussurro teimoso no peito
que insiste em amar, mesmo ferido.
Somos a voz que treme, mas não se quebra,
eco de dois corações aprendendo a falar
na língua frágil dos olhares,
onde o toque diz o que a boca não ousa.
Se o amor é ruído em meio ao caos,
somos o som que permanece,
a voz que se reconhece no outro
e, ao ser ouvida, finalmente existe.
Se quiser, posso deixar mais trágica, mais esperançosa… ou ainda mais íntima.
A vida é ponte entre medo e ação,
decidir é cruzar sem pedir aprovação.
Empoderamento não nasce do grito,
nasce do silêncio que sustenta o rito.
A vida testa quem finge ser forte,
decisão separa discurso de porte.
Ou você se assume e encara o preço,
ou vira refém do próprio tropeço.
Quem escolhe com coragem escreve o próprio norte,
quem se banca de verdade não negocia a própria sorte.
