Coleção pessoal de testeteste123

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No caminho certo, é lá onde Deus nos observa corrigindo as rotas.
E nos guiando, entendemos que direção é mais importante que a velocidade!

O Chá da Primavera.
O chá da primavera não se serve apenas em xícaras, mas no ar que desperta. Há algo de delicadamente insensato na estação que floresce sem pedir licença, como se o mundo resolvesse espreguiçar-se depois de um longo cochilo filosófico.
Tudo parece convidar à mesa invisível onde as pétalas são guardanapos e o vento é o anfitrião distraído. As cores conversam entre si em tons que quase discutem, mas acabam rindo do próprio exagero. A primavera possui essa lógica curiosa, meio séria, meio travessa, em que o rigor do inverno se dissolve como açúcar em infusão morna.
Beber o chá da primavera é aceitar o improvável. É permitir que pensamentos antes rígidos se tornem vapor leve, que sobe, gira e desaparece sem explicação convincente. A estação ensina que até as ideias mais quadradas podem florescer se expostas à luz certa.
E assim, entre perfumes invisíveis e silêncios que germinam, compreende-se que a vida, quando decide florescer, não pede coerência absoluta. Ela apenas abre as janelas da alma e serve, com delicada ousadia, mais uma xícara de recomeço.

O artista para o tempo.

PELE, SUOR E LÁGRIMAS. A ESTÉTICA DA ENTREGA.
A pele é o primeiro território da alma. Nela inscrevem-se os silêncios, as vigílias e os estremecimentos que não se confessam. A tradição filosófica sempre compreendeu o corpo como linguagem visível do invisível. Desde Aristóteles, que via na forma a expressão da essência, até Arthur Schopenhauer, que percebia no corpo a objetivação da vontade, a epiderme jamais foi mero invólucro, mas revelação.
O suor não é apenas secreção fisiológica. É testemunho. É o selo da disciplina, da luta, do esforço que se encarna. No atleta, no artista, no lavrador medieval que preparava a terra sob o sol austero do século XI, o suor era sacramento do trabalho. Ele dignifica a carne porque revela perseverança. Há beleza no suor porque há verdade na entrega.
A beleza, quando autêntica, não se reduz à simetria ou à proporção clássica celebrada por Leonardo da Vinci. Ela nasce da intensidade com que se vive. A pele marcada, o rosto cansado, o olhar úmido possuem uma estética superior à frieza perfeita. A verdadeira formosura é dramática. Ela carrega história.
E as lágrimas. As lágrimas são a mais alta forma de inspiração. Não são fraqueza. São transbordamento. Na literatura, em Os Sofrimentos do Jovem Werther, o pranto tornou-se linguagem da alma romântica. A lágrima purifica a visão. Ela lava o olhar e, paradoxalmente, ilumina.
Pele é presença. Suor é combate. Beleza é verdade. Lágrima é elevação.
Quando esses quatro elementos se encontram, a existência deixa de ser mera sobrevivência e transforma-se em obra. E somente quem ousa sentir até a última gota compreende que a inspiração não nasce do conforto, mas da coragem de viver intensamente.

“Quem faz perguntas demais talvez esteja apenas procurando a porta certa.”

Em Seus Braços


Deve haver um lugar para mim
que seja como em seus braços,
onde eu consiga ficar em paz.


Que seja parecido com você,
onde o silêncio me abrace
e eu não precise me perder.


Um lugar quentinho,
como o seu abraço,
onde os meus sonhos se acalmem
e o meu coração se sinta em casa.


Um canto quente e protegido
feito o teu aconchego,
onde os sonhos fazem ninho
e o amor vence o medo.


Deve haver um lugar pra mim
com cheiro do teu abraço,
onde o tempo anda devagar
e o silêncio não é cansaço.


Um canto manso pra deitar
os medos que eu não digo,
onde o sonho aprende a ficar
e a saudade dorme comigo.


Deve existir esse lugar,
mesmo longe do teu olhar,
onde o meu peito faz morada
até você voltar.


Se for preciso, eu vou
por caminhos sem direção,
só pra encontrar o calor
que acalma o meu coração.


Deve existir, sim, esse lugar
em algum canto, mesmo distante,
para que eu permaneça
até que eu te reencontre.

“O mundo não enlouqueceu, apenas resolveu pensar diferente de você.”

Parábola II
"o cofre de isopor"


Proponho a seguinte parábola:
Imagine que nos conhecêssemos. Vivêssemos em uma vila de casas onde cada um tivesse sua ocupação. Na minha casa, havia um cofre.
Certa vez, tu me confias mil dinheiros para guardar — afinal, confiamos mutuamente, correto? Com os mil dinheiros guardados em meu cofre, eu te entrego a chave de uma gaveta com tranca: só eu e tu temos acesso.
Confiando nos teus mil dinheiros, eu peço emprestados cinco mil. Empresto mil a um ladrão, mil a um mentiroso, mil a um louco e dois mil a ti mesmo. Ora, com a esperança de receber os juros do que foi emprestado, eu te ofereço uma carteira de investimentos: "Dê-me quinhentos dinheiros e eu lhe pagarei um quinto de juros ao ano".
Vamos refletir? Estamos contando com os mil dinheiros que me deste para guardar, certo? E se tu os retira de mim? Pronto: expliquei em papel de pão a economia frágil dos grandes bancos.
Para o caso do Banco M, acrescente:
Certo dia, o centurião consultou o livro-caixa e percebeu, horrorizado, que o prejuízo de muitos era inevitável. Guarneceu minha casa e meu cofre com guardas e, em um bazar improvisado, vendeu todos os meus bens a fim de reaver parte do dinheiro perdido.

⁠Ler não te dá sono, te dá sonhos!

Se andas tristes em meio a dias chuvosos e tenebrosos, se as flores do seu jardim estão murchas, arranque-as e plante outras sementes. Regue-as com esperança e deixe o sol da alegria brilhar novamente. Cuide com carinho e espere seu jardim florir outra vez. Lembre-se de que, assim como as estações mudam, os dias difíceis também passarão. Lourdes Duarte.

A MODERNIDADE QUE NOS ENVOLVE -Lourdes Duarte
Em meio à efervescência das descobertas e à modernidade que nos envolve, as mudanças se impõem em nosso ser. Mas não podemos esquecer os valores morais e os bons costumes, que nos engrandecem e nos tornam mais humanos, pois são eles que nos dão a essência da nossa alma.

Somos os aprendizes que Deus prepara para uma evolução espiritual que o mundo tenta nos desviar e deter .
Nós somos o que Deus nos faz ser ,não o que os outros querem que sejamos.
Boa 🌃 noite 😴
Deus nos abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!

DOMAR A MENTE: UM CANSAÇO QUE LIBERTA!

Existem cansaços que não se curam dormindo, mas enfrentando o barulho que a gente carrega do lado de dentro.

A ansiedade pode te dominar? Não, quando você domina sua mente. É um processo exaustivo?
- É! Mas com determinação e foco, a gente consegue. Fiquei nessa batalha absurda durante dois anos, até que pensei: “Peraí, vou enlouquecer assim!”

Foi então que me atirei na espiritualidade como numa rede sem peixes. E o que pesquei? A fé, o autoconhecimento e uma proximidade com Deus que me sustenta e me levanta sempre que um “peixe” — aquele gatilho da ansiedade — tenta pular na rede.

Lu Lena / 2026

Se a cor de alguém te incomoda, ah, meu amigo, você não é deste mundo.

Escrever é o meu jeito de dizer ao tempo que, embora ele esteja vencendo a batalha contra o meu corpo, minha voz ainda ecoa nos vãos das horas. Cada palavra é um prego que martelo na parede do esquecimento, tentando segurar o retrato de uma alegria que já não reconheço.

Todavia,
não me importo nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, pois a entrego inteira ao que me atravessa
— ao amor que me desfaz,
à fé que me refaz, à chama que insiste mesmo quando tudo em mim é cinza.


Se caminho é porque
algo maior me chama pelo nome,
e aceito perder-me para que outros se encontrem em mim.
Que minha dor seja ponte,
que meu silêncio seja abrigo,
que meu cansaço ensine alguém
a descansar.


Não me pertenço
— e nisso encontro paz.
Vivo como quem se derrama,
não como quem se guarda.
Se algo em mim tiver valor,
que seja apenas isto:
ter amado até o fim,
sem poupar o coração.

Eu odeio a lucidez.

O sol do entardecer

Os raios de sol alaranjados do entardecer
Varam o céu e causam belas listras nos objetos que tocam
As nuvens belas se revelam nessa hora
Um resplendor de milhares de quilômetros de água em vapor
O sol brilha infinitamente
A sua luz gira como fogo espiral
A rotação infinita da luz divina
Meus olhos se cegam ao olhar ou encarar
Mas é lindo demais para eu não o fazer
As cicatrizes são feitas na minha íris
Minha visão manchada é um prenúncio de que eu vou poder me lembrar disso
E que talvez possa
Só mais uma vez
Ver isso de novo amanhã

Com amor
Obrigada

A lucidez depende mais de como olhamos para o sol a pino: se com óculos escuros ou a olho nu

Pelo executor você sabe quem é o ordenador.