Coleção pessoal de testeteste123
Filho de peixe ... peixinho é... pois- é ...
seja, o que quiser ...
muitas vezes os sonhos dos pais, não são os dos filhos...
Do jeito que anda o mundo ...
Tem que se agradar a gregos e troianos sim ... porque não se aprende a ser agradável sem o querer ser ...
INQUILINOS DA ALMA
(Não permita que pensamentos intrusivos morem de graça no seu espaço sagrado.)
Quando os pensamentos intrusivos teimam em fazer morada em sua mente, faça com que paguem o aluguel. Afinal, não são eles os proprietários de tua cabeça, mas sim inquilinos. E tu, tendo a legitimidade plena, faz o despejo e dá a tua sentença.
Lu Lena / 2026
Saudade dos bons e velhos tempos em que quase todos queriam — e se atreviam — a ser diferentes uns dos outros.
Havia uma coragem deveras silenciosa em não caber nos moldes.
As pessoas ousavam ter opiniões impopulares, gostos estranhos, sonhos improváveis.
Erravam com a própria assinatura.
Discordavam sem medo e sem culpa — olhando nos olhos.
Não precisavam de plateia para existir, nem de aplausos para sustentar suas convicções.
E muito menos subir o tom para tentar sustentar uma ideia.
Hoje, a pressa por pertencimento parece ter substituído o desejo de identidade.
A originalidade virou risco; a repetição, estratégia.
Ser diferente, que antes era um ato quase instintivo de afirmação, passou a ser cuidadosamente calculado para não desagradar o rebanho — ainda que cada um jure ser pastor de si mesmo.
Talvez o medo de ficar só tenha nos ensinado a falar em coro.
Talvez a avalanche de vitrines e vozes tenha nos convencido de que é mais seguro ecoar do que criar.
Mas há um preço muito alto nessa homogeneização voluntária: quando todos repetem, ninguém realmente diz; quando todos performam, poucos vivem.
Sentir saudade daquele tempo é, no fundo, sentir saudade de uma liberdade mais bruta, menos polida e menos aprovada.
Uma liberdade que permitia ser estranho sem ter que pedir desculpas.
Que entendia que a verdadeira diversidade não nasce de discursos ensaiados, mas da coragem nua e crua de sustentar a própria diferença.
Porque, no fim, não há nada mais semelhante do que pessoas tentando, desesperadamente, parecer iguais.
“Enquanto a mente dança entre distrações, o coração descansa das próprias tempestades — porque às vezes, são os pequenos desvios que nos salvam do peso de pensar demais.”
