Coleção pessoal de testeteste123
Se o Senhor me chamar amanhã, que todos saibam, Cristo foi minha maior certeza num mundo cheio de dúvidas.
O Espírito Santo atua interiormente, sem violência sensível, mas produz a mudança mais bonita na alma.
ANJO SEM ASAS DORMIU EM MINHA CASA.
Um anjo sem asas dormiu em minha casa.
Não trouxe claridade. Trouxe consciência.
Entrou como entra a ideia amarga que não pede licença.
Sentou-se no chão frio da sala antiga e ali permaneceu, como se o próprio existir fosse um fardo demasiado grave para qualquer criatura alada.
Não possuía asas porque compreendera o peso da Vontade que governa os seres.
Essa força obscura que impele ao desejo incessante.
Que promete satisfação e entrega apenas breves suspensões do sofrer.
Ele sabia.
E por saber, tornara-se grave.
Dormiu encostado à parede onde a tinta descasca como a esperança quando se descobre ilusória.
Seu rosto tinha a palidez das madrugadas em que o pensamento não encontra repouso.
Era belo como um lamento.
A casa inteira silenciou-se.
O relógio pareceu envergonhar-se de contar o tempo.
As sombras alongaram-se como espectros convocados por uma consciência demasiado lúcida.
Aproximei-me dele.
Seu sono não era descanso. Era desistência temporária do combate interior.
Respirava como quem tolera a própria existência.
Compreendi então que toda alegria é negativa.
Não é presença de algo. É apenas ausência momentânea da dor.
Um intervalo microscópico entre duas inquietações.
O anjo, ainda que adormecido, ensinava-me sem palavras.
Mostrava que o querer é a raiz da inquietude.
Que desejar é cavar abismos sob os próprios pés.
E que o mundo não foi feito para satisfazer, mas para reiterar a falta.
No entanto havia ternura em sua decadência.
Uma ternura trágica e quase litúrgica.
Como se dissesse que, apesar do absurdo, resta a compaixão.
Não a compaixão sentimental.
Mas a que nasce do reconhecimento de que todos somos arrastados pela mesma força cega.
Sofremos não por exceção, mas por estrutura.
Na madrugada mais densa, toquei-lhe os cabelos.
E senti que o verdadeiro voo não é subir aos céus.
É calar o querer.
É diminuir a tirania dos impulsos.
Quando o dia insinuou-se pelas frestas da janela, ele já não estava.
Não deixou perfume nem luz.
Deixou lucidez.
Desde então minha casa tornou-se uma espécie de cripta interior.
E toda vez que a solidão pesa como chumbo na alma, recordo que um anjo sem asas dormiu aqui.
Ele não veio salvar-me.
Veio ensinar-me que a consciência é o mais lúgubre dos dons.
E que amar, neste mundo, é aceitar o outro como companheiro de um sofrimento que não escolhemos, mas que nos constitui.
Se desejares, posso aprofundar ainda mais a atmosfera fúnebre ou conduzi-la a um desfecho metafísico de resignação.
No Teu Charme, um Doce Incêndio
Sabor excêntrico: doce e apimentado, contido no teu charme. O mesmo gosto de beijos correspondidos, onde a fogosidade é compartilhada.
Um fogo ardente que envolve o corpo e o espírito numa interação veemente, que não usa a fala, mas que intensifica os outros sentidos,
Criando um diálogo mais profundo e aprazível — um que precisa ser sentido por dois mundos. Então, o teu jeito charmoso revela-se bastante expressivo.
Pare de esperar que o mundo reconheça o que você merece.
O mundo não te deve nada,
mas observa.
E, no silêncio, se curva aos que assumem o próprio destino.
Ele não é justo.
É seletivo.
E seleciona os que agem nas sombras,
não os que choram à luz do dia.
Quem define o seu valor é você.
E quem sustenta esse valor
é sua postura inegociável,
sua disciplina fria,
sua capacidade de agir quando ninguém está vendo…
principalmente quando ninguém está vendo.
Não entregue aos outros a régua do seu destino.
Opiniões são ecos fracos.
Resultados são marcas gravadas em pedra.
Se você acredita que merece mais,
ande como quem já decidiu.
Fale como quem não pede permissão.
Decida como quem aceita as consequências.
Assuma responsabilidade total.
Sem desculpas.
Sem vítimas.
Sem teatro.
A dor pode bater à sua porta,
mas transformar dor em identidade é fraqueza.
Transformá-la em poder… é estratégia.
Use feridas como combustível.
Use o silêncio como campo de preparo.
Use o tempo como lâmina invisível.
Lamentar apodrece.
Decidir transforma.
Ande, mesmo com as pernas tremendo.
E, se for preciso, arraste-se,
porque o medo é uma névoa
que se dissipa quando você avança.
Converse com a sua mente.
Ela é uma entidade que habita você.
Um sussurro constante.
Um conselho oculto.
Mas nunca esqueça:
é você quem escolhe qual voz ela terá.
A voz do fraco, que suplica e recua.
Ou a voz do indomável,
que encara o abismo…
e não pisca.
Alimente a mente com comando,
e ela se tornará aliada.
Alimente-a com dúvida,
e ela se tornará sua prisão.
Seja o lobo
mesmo quando acreditarem que você é uma ovelha indefesa.
O lobo verdadeiro não uiva para provar força.
Ele observa.
Espera.
E age no momento exato.
Você não precisa ser amado para ser respeitado.
Respeito nasce da coerência entre o que você diz
e o que você suporta.
Aprenda a ouvir.
Aprenda a comandar.
O líder constrói e assume a frente.
O idiota grita e cai sozinho.
Busque qualificação constante.
A “sorte” nada mais é
do que a oportunidade encontrando alguém preparado…
e perigoso o suficiente para agir.
No fim, lembre-se:
o que você merece
não está na aprovação de ninguém.
Está do outro lado
da sua decisão firme, silenciosa
e inabalável de conquistar.
Passei a odiar a minha vida, ó sol indiferente.
Nada faz sentido; nem esta frase.
É como amar uma sombra ao entardecer: quanto mais corro, mais ela foge.
É beijar o vento que carrega o perfume de alguém que já partiu há mil anos-luz.
É gritar “eu existo?” dentro de um auditório vazio, onde até o eco se recusa a responder.
E o pior: eu sei que, amanhã, o sol vai nascer do mesmo jeito; impiedoso, dourado, cínico.
O propósito de Satanás é destruir sua capacidade de amar, porque é no amor que você mais se assemelha a Jesus.
É fútil buscar felicidade e propósito duradouros apenas em prazeres, riquezas e conquistas terrenas. Salomão já dizia isso há milênios e as redes sociais, os cursos de finanças e a autoajuda masculina só escancaram essa verdade.
" A maturidade espiritual começa quando o indivíduo reconhece que o contentamento é breve e que a serenidade nasce da contenção do próprio ímpeto. "
