Coleção pessoal de testeteste123

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Ser multifacetado nunca foi escolha de conforto, foi necessidade de sobrevivência. Na vida aprendi a fazer de tudo um pouco, não por vaidade, mas porque quem me salvou muitas vezes foi o meu próprio trabalho. Enquanto muitos desistiam ou se escondiam das dificuldades, eu encontrei no fazer, no aprender e no construir o caminho para continuar de pé.


O trabalho sempre foi minha força. Foi nele que encontrei disciplina, respeito e identidade. Cada serviço, cada desafio, cada responsabilidade que passou pelas minhas mãos ajudou a moldar quem eu sou hoje.


Se antes o medo batia à porta, hoje aprendi a encará-lo de frente. Hoje faço o medo ter medo de mim. Não pela força bruta, mas pela constância, pela coragem de continuar e pela certeza de que quem trabalha com verdade constrói o próprio respeito.


Ser presença, para mim, é isso: chegar, assumir a responsabilidade e entregar o melhor. Porque no final das contas, cada trabalho que realizo carrega algo que não pode ser copiado minha assinatura, fazer bem feito, com respeito e excelência.


Só bora ....


By Evans Araújo

Amor


Há quanto tempo me desejo, mas tinha medo do desejo porque não me reconhecia. A solidão é quando estamos perdidos de nós mesmos. Compreendo o mundo, é como uma garrafa que jogamos no oceano, é a esperança de encontrar maior riqueza além de nós, naquilo que não viveríamos se não soubéssemos usar o desejo.

"De todas as reações possíveis a uma injustiça contra sua integridade, a mais eficiente habil e econômica é o SILÊNCIO.
O silêncio que grita mais que um escândalo. A ideia de que a ausência de resposta, a omissão ou a falta de ação podem ser muito mais expressivas, impactantes ou reveladoras do que palavras em voz alta ou ações barulhentas. (O não dito, pode ter um peso maior do que oruído da controvérsia.)"


—By Coelhinha

Observo que,
nas guerras pelo mundo afora,
existe dentro e no entorno delas
um mundo de mentiras
guerreando
contra as verdades.


Dentro e em volta de cada batalha
existe outra guerra,
mais silenciosa,
mais suja.


Um mundo de mentiras
marchando em fileiras
contra as verdades
que tentam sobreviver
entre os escombros.


Há sempre uma guerra escondida,
quase invisível,
onde mentiras vestem armaduras
e avançam ruidosas,


enquanto as verdades,
feridas e quase nuas,
tentam permanecer de pé
no meio da poeira da história.
✍©️@MiriamDaCosta

Recebes o poder de tomar decisões logo na primeira hora do dia; tais escolhas conduzem-te a uma única direção.


Se forem determinadas com um objetivo em mente, certamente te trarão sucesso. Contudo, se tomares decisões precipitadas ou sem pensar, essas levar-te-ão a caminhos tortuosos e sombrios.


Como está a tua caminhada?

O sedutor ama o mundo. Ao procurar o amor eu descobri a mim mesmo.

Os comunistas batalham contra o próprio país. Isso não é coragem ou resistência, é estupidez.

Quando o mal inveja o bem, há o amor.

Peça a Deus três coisas:
Força para lutar,
Sabedoria para caminhar,
Luz para enxergar as armadilhas do caminho.


Domingos JS Souza.

Os pressupostos


A sinceridade
A força
A estética
O amor
A felicidade

Senhor me ensina a te ouvir.

Nave


Barulho, trepidação. O anjo pousou na Terra desorientado. O transporte imaterial que o carregava estava danificado. A escuridão surgiu no seu espírito, e ele sofreu de amnésia, que o impedia de perceber a sua condição. Assim viveu por eras entre os homens, sofrendo como eles. Um anjo é um anjo e de qualquer maneira acaba a desabrochar, descobrindo a verdade oculta: a tristeza constrói, a alegria também. O anjo não tem vergonha que o limite, nem fome do que é material. Como é o despertar? O ser que se abandona ao sofrimento, um dia saberá. O anjo é protegido e as suas dádivas revertem-se para si próprio. Assim, nenhuma arma o ferirá. O passado é uma mentira, o futuro reverte para o agora. Ao despertar, o anjo nada faz, a não ser sentir a brisa e tomar água. A simplicidade é o que há de mais belo. A tranquilidade está a um nível acima do homem. Cabe ao anjo distribuir o seu amor.

"Meu coração
te reconheceu...
como lar."

Melhor é o justo em grandes dificuldades do que o perverso que possui muita riqueza.

“Em você descobri a verdade do que sinto… em cada gesto meu.”

A percepção vai além da visão. Você não enxerga porque só percebe o que convém!

“O medo revela mais sobre a mente humana do que sobre o perigo que a ameaça.”

“O nosso erro foi simples:
nos aproximamos demais,e agora
o coração luta todos os dias
tentando esquecer...
você deixou um gosto bom em mim.”

“Eu acredito nas energias do universo.”

Caminhada


Caminhar, caminhar. Como é bom caminhar. Os pés se ajustando ao chão, se distendendo ao abranger a zona de equilíbrio do corpo. Era assim que eu pensava ao caminhar em círculos pelo meu quarto. O quarto não é grande mas tem uma saída, a janela. Lá enxergo os pombos asejando de topo a topo dos prédios. Logo ali as caturritas fizeram um ninho na parte alta do pinheiro. Ficam na altura da janela. Levam galhos para a rústica construção. São como eu, voltam para casa o quanto podem e se abrigam das feras. As feras estão em toda parte, menos no meu ninho. Há uma porta, um computador, um rádio, uma janela e um telefone. São canais que me ligam ao exterior. Eu vejo as feras no computador. É quando aparecem mais assustadoras, se pavoneando, mostrando os dentes e tentando ser sedutoras. Eu nunca me manifesto: que não saibam que eu existo. À noite tomo um chá. Queima a boca, eu gosto. Ontem o telefone tocou e eu estava tomando um chá. Respondi com uma voz fumegante. Fiquei com medo que não ligassem mais. Não tenho amigos, mas aí a ter inimigos, não dá! Eu não tomo remédios, mas alguém me indicou o Oxalato de Escitalopram. Mas para comprar só com receita. Então fui ao médico. O homem me examinou, mediu, dissecou. Descobri que eu era um doente, crônico, um neurastênico, quase oligofrênico. E com pressão alta. Observei as pombas da janela do médico e perguntei-lhe se ele gostava de caminhar. Ele me olhou desconfiado e eu imaginei as neuroses que ele estava descobrindo dentro do meu cérebro inocente. Fui saindo de mansinho enquanto ele escrevia alguma coisa. Deveria ser uma sentença. Um diagnóstico. Um epitáfio. Cheguei à farmácia com a receita. Os nomes dos remédios pareciam fórmulas químicas e eu, assustado, não comprei nada. Voltei para o meu quarto e fui ouvir uns discos. Essas coisas modernas não têm cheiro, nem vida. A música do vinil fluía junto com o som da agulha correndo pelos sulcos. Havia ruídos, estalos e uma sonoridade sofisticada e quente. A Wanda Landowska e o chá de capim cidró, isso combinava, mas queimei a boca de novo. O toca-discos era um mecanismo, mas não era uma criação que produzisse um som fantasmagórico como o do CD. Manifestação dos elétrons do micromundo. Já sonhei com os espíritos e mesmo já os ouvi. Ficam sob a minha janela cantando para mim para que eu fique louco. Serei um louco que acha que é médium, ou um médium que ouve espíritos loucos? Uma vez eu comprei uma tartaruga chinesa de pelúcia e dei de presente. Não gostaram. Então eu pedi de volta e nas noites quentes sonho em nadar nos trópicos com a tartaruga em evoluções fantásticas à luz da lua cheia. E também com as minhas bonecas espanholas ao som da salsa e do merengue. Ontem me lembrei de um tio, já morto. Já foi tarde. Como é bom envelhecer e ir ficando livre das malas. Haverá um dia, depois da guerra, da peste e da fome, em que eu estarei sozinho. Tão só que eu não vou ter mais motivo para não me conhecer profundamente. Depois de muitas décadas não haverá gente no caminho e eu vou poder me encontrar comigo. Vou estar em cada esquina, em cada bueiro, em cada ninho de pomba. Vou me enxergar como eu sou, não como agora em que deixo partes invisíveis. Vou me desejar sem a interferência de toda essa poluição humana.