Coleção pessoal de testeteste123
“Quando instituições passam a defender sua própria sobrevivência em vez da liberdade que deveriam proteger, tornam-se monumentos de uma democracia já desaparecida.”
“A democracia é uma invenção extraordinária porque permite que o poder mude de mãos sem que o país precise mudar de dono.”
“O cidadão não é súdito porque paga impostos, nem soberano porque vota: é cidadão porque possui direitos que o Estado não pode retirar ao seu gosto.”
"Toda Constituição possui duas faces: uma protege o cidadão contra o poder; a outra lembra ao poder que ele não é eterno.”
"A democracia pode suportar governantes medíocres; o que ela não suporta por muito tempo são instituições que aprendem a servi-los.”
Gente boa
(Mauro 1Evaristo)
Tem gente boa torcendo por mim
Logo, o peso do fardo não é tanto assim
O que não me deixa esquecer
Que tenho muito o que agradecer.
Tem gente boa torcendo por mim
Por isso, além das pedras, vejo jardins
O que favorece jamais esquecer
Que tenho muito o que agradecer.
Tem gente boa torcendo por mim
Por isso o fardo não pesa tanto assim
O que me possibilita entender
Que além das pedras existem jardins
Nos quais posso sempre perceber
Que tenho muito o que agradecer.
feradapoesia.blogspot.com
A pedra e o abismo.
Uma vez ouvi um conto, se verdadeiro ou não, não me interessa. Afinal de contas do que me adiantaria me interessar por algo que não impactará a minha existência? Por que dar créditos a questões que logo virarão uma névoa em minha mente? Mas...Mesmo assim, movido por um momento de fraqueza, irei compartilhá-lo.
Em um lugar distante havia um abismo, e a lenda era de que ele não tinha fundo. E por ser algo tão curioso, uma cidade em torno dessa atração nasceu, e não podendo ser diferente ela foi chamada de Abismolândia. Os moradores não exploravam o abismo, e impediam qualquer tentativa de exploração, até porque era interessante manter o mistério e o status do abismo sem fundo, o que era bom para a cidade. Afinal de que adiantaria um abismo com tantos metros de profundidade, pois se isso acontecesse seria somente um abismo qualquer. E é inegável que há lucro na perpetuação da ignorância.
Porém em um belo dia, um jovem morador da Abismolândia resolveu ir até a beira do abismo e lá de cima lançou uma pedra. Nada escutou. Lançou outra, e nada! Realmente o abismo parecia não ter fundo. Ficou admirado e, juntando mais algumas pedras, ligou para alguns amigos, e lá de cima ficaram arremessando as pedras no abismo.
A disposição dos jovens fazendo tal traquinagem acabaram por atrair mais pessoas, e estas começaram a jogar pedras no abismo. Cada pessoa arremessava sua pedra com alguma intenção, e ao agirem dessa forma acabaram por criar várias categorias de arremessadores. Havia aqueles que como em um poço dos desejos, faziam seus pedidos. Havia aqueles que disputavam quem arremessaria a pedra mais longe. Havia aqueles que se sentavam e ficavam filosofando sobre a queda aparentemente infinita da pedra. Afinal, não importava a forma e a motivação pela qual as pedras são arremessadas, e nem o porquê, o que importa é que todos estejam arremessando-as. E assim, pessoas de todos os lugares, se dirigiam até ao curioso abismo para lançar sua pedra (que nesse momento já era vendida pelos melhores pedreiros da região). E com o passar do tempo, o provável aconteceu. Um belo dia ao arremessarem uma pedra no abismo, passado um tempo, ouviu-se um baque surdo. Silêncio! Alguém gritou. Incrédulos atiraram outra pedra, desta vez maior. E o barulho se repetiu após alguns minutos.
O abismo afinal, tinha fundo! A novidade se espalhou pela cidade e o pânico entre os moradores foi automático. A cidade estava arruinada em sua reputação! Cochichavam uns. O abismo tinha fundo, logo, a propagação dessa ideia poderia ocasionar um colapso econômico e social sem precedentes previsíveis. Afinal toda a economia local, dependia da exploração de um abismo sem fundo. Reuniram-se os moradores e estes temendo o pior para aquela localidade tomaram atitudes para proteger a descoberta e decidiram que a partir daquele momento estava proibido atirar pedras ou qualquer outro objeto no abismo, visando protegê-lo (não porque tivesse fundo, mas porque era o mais ecologicamente correto a ser feito). O local foi fechado e isolado em nome da segurança dos transeuntes. Afinal de que adianta uma mentira se essa não pode ser sustentada? De que vale viver uma verdade se ela é destruidora dos sonhos de toda uma sociedade?
Mas tais ações tiveram consequências, e o povo itinerante, proibido de ir até o local do abismo, deixou de frequentar a cidade e os impactos ficaram visíveis.
Os moradores tinham que achar uma solução, e tentativas não faltaram. Vamos descer no abismo e cavá-lo mais, diziam uns. Vamos criar a lenda do monstro do abismo, para trazer curiosos e afastá-los ao mesmo tempo, diziam outros. Enfim as mais esdrúxulas ideias surgiram, mas nenhuma conseguia resolver o problema causado por eles mesmos. (faz parte da natureza humana criar problemas para depois tentar resolvê-los criando outros problemas)
Problemas somados a problemas acabam por gerar situações extremas que exigem decisões extremas. E aconteceu que um morador em tom de brincadeira disse: “Por que não vamos todos morar dentro do abismo? Vamos levar a cidade para dentro do abismo e seremos o povo que habita o abismo”. A ideia estranha ganhou adeptos, e assim aconteceu.
Hoje Abismolândia continua sendo uma atração, não pelo abismo, mas pelo povo que habita no fundo do abismo. (e toma-lhe pedrada)
O conto não se trata do abismo e muito menos da pedra. Pensadores, pensemos.
Massako.🐢
E segue a vida
E a vida segue...
Depois de outro dia vivido... com suas tristezas, alegrias, vitórias, perdas, (in)utilidades)... a vida segue.
A vida segue como seguiu depois de tantas desumanidades já vividas... sofridas.
A vida segue... e segue diferente de antes...
com mais uma cicatriz...
A vida segue pra mim...
A vida segue pra você...
A vida segue pra quem escapou por um triz...
A vida segue... A vida segue pra mim, silenciosa e leve, como brisa que dança entre folhas ao entardecer.
A vida segue pra você, com seus passos firmes, entre risos guardados e sonhos que insistem em florescer.
A vida segue pra quem escapou por um triz, aquele instante frágil onde o tempo hesitou, oferecendo nova chance, novo olhar.
A vida segue, rima sutil entre o ontem e o amanhã, um verso contínuo que pulsa no peito, suave e envolvente.
E assim, seguimos—com a alma aberta, acolhendo o imprevisto, navegando mares de esperança, onde cada batida é promessa, cada respiração, renascimento.
Porque a vida, ah, a vida nunca para, nunca cessa... ela apenas segue, incessante, doce e profunda.
Porque é isto que a vida faz:
recolhe os pedaços, cola os cacos,
seca as lágrimas
e segue...
A vida segue na esperança
de um dia mais feliz.
No meu limite
"No meu limite acabei de chegar."
... e você deve estar a se perguntar -
"E agora, é naufragar... ou naufragar?"
Amigo querido, o remédio
é a providência de Deus esperar.
E em Deus confiar... e confiar.
Para Abraão... a morte do filho
era só o que ele podia esperar...
Deus proveu um cordeiro no lugar.
Para Moisés, era sim no mar naufragar...
Deus o fez a pé atravessar...
E você... seja lá o que está a lhe limitar,
um milagre de Deus vai seu limite deslimitar ;)
Veja a luz no fim do labirinto...
3015 📜 Pronto, voltei. Mais um Baita Conteúdo Criado. Eu não disse que é rápido? Criei e Crio e, como disse aquele Cidadão, 'e é desse jeito e é porque é mesmo'. Poizés!
"Gratidão é reconhecer que a vida continua sendo dádiva, mesmo quando ainda não compreendemos todos os seus desígnios."
Empossado Vice-Presidente da Academia de Letras Maçônicas de Campina Grande - Paraíba. 🏛️
Resumo do discurso de posse:
Meus confrades, a Maçonaria nos ensina que o homem deve caminhar das trevas para a Luz.
Essa caminhada é permanente.
Estudar, ler e escrever é buscar e compartilhar a Luz.
Ensinar é multiplicá-la.
Uma ideia pode iluminar uma geração, mas o conhecimento transmitido ilumina muitas gerações.
Nesta noite, tenho a honra de tomar assento na Cadeira nº 03, cujo patrono é o ilustre Dr. Gilvan Barbosa, e de assumir a responsabilidade de servir como Vice-Presidente desta Academia.
Recebo essas funções com o compromisso de trabalhar para que esta instituição seja uma verdadeira casa de cultura, conhecimento e fraternidade.
Uma cadeira acadêmica deve ser um lugar de trabalho e serviço.
Compartilho uma ideia que chamo de Revolução da Consciência.
Não falo de armas, mas de uma revolução silenciosa: aquela que acontece quando o ser humano aprende a pensar.
Uma sociedade livre é aquela em que cada pessoa possui conhecimento para pensar por si mesma.
Não devemos formar uma geração que pense como nós, mas capaz de pensar melhor do que nós.
Esta Academia pode contribuir muito formando leitores, incentivando escritores e preservando nossa história.
Se conseguirmos acender em uma única consciência o desejo de aprender, já teremos cumprido uma grande missão.
Uma pequena luz pode iluminar um grande espaço.
Os homens e os cargos passam, mas o conhecimento permanece quando é transmitido.
Que nossas ferramentas sejam os livros e nossa matéria-prima o conhecimento.
Reafirmo nosso compromisso com esta missão.
A verdadeira imortalidade está naquilo que conseguimos deixar na consciência daqueles que virão depois de nós.
Que o Grande Arquiteto do Universo ilumine esta Academia e todos que trabalham por uma sociedade mais justa e esclarecida.
Muito obrigado.
"A alma agradecida não ignora a dor nem disfarça as ausências. Apenas compreende que, mesmo entre perdas e incertezas, ainda existem razões silenciosas para continuar."
A sociedade que hoje te condena e te ostraciza, é exactamente a mesma que amanhã será capaz de te idolatrar.
Tudo depende das circunstâncias.
