Coleção pessoal de testeteste123
Quando o coração é o vilão, eu não me seguro em dizer que..."
Eu até amo você,
mas mesmo que eu renasça em vários universos,
nunca vou ser feliz com você...
Igual ao Homem aranha em todas as versões,
ele nunca dar certo, com nem uma Mary Jane
você sempre será a minha única escolha —
e a pior que eu pude ter feito.
Às vezes eu me considero Tony Stark que construiu mundos de metal e luz,
mas nunca soube consertar o buraco em seu coração;
cada plano, cada armadura, cada mentira para se proteger,
é só mais uma forma de não admitir que está ferido.
Wanda Maximoff conjurou sonhos e pesadelos,
tentou dar vida ao amor que o destino roubou;
seus poderes movem montanhas e realidades,
mas não conseguem apagar a saudade que a consome.
Assim como Clark Kent, que voa alto acima das nuvens,
mas segura no peito o peso de não pertencer;
ama essa Terra que chama de lar,
mas sabe que sempre será um estranho, um guardião solitário.
Mas o Bruce Wayne caminha entre sombras e demônios,
seu amor é a cidade que o transformou numa lenda;
Tanta grana dentro do bolso, mas oque adianta tanto dinheiro
se cada dia é uma luta contra o próprio vazio dentro de si.
Todos eles vestem máscaras e capas
todos sabem como eles se veste
mas ninguém sabe que essas roupas
não são apenas pra esconder sua verdadeira indentidade
talvez seja pra esconder quem eles realmente são...
"Você não está só; você está apenas em um tempo de reencontro consigo mesma. O seu silêncio é o lugar onde Deus te abraça primeiro. A solidão assusta, mas a 'solitude' cura. Aprenda a ser sua melhor companhia e você nunca mais se sentirá abandonada. Existem conexões que o olho não vê, mas a alma sente. Se você me lê agora, saiba: que existem almas que se abraçam através das palavras. Ninguém caminha só quando encontra eco de seus próprios sentimentos na voz de outra pessoa. A verdadeira empatia é quando o meu silêncio reconhece a dor ou a alegria que habita no seu."
SerLucia Reflexoes
Eu lembro dessa história como quem abre uma gaveta antiga e encontra um pedaço de mim mesma ainda respirando ali dentro, meio amassado, meio intacto, meio incrivelmente vivo. Era sempre à noite, como se a vida só tivesse coragem de acontecer depois que o sol ia embora. A gente se reunia debaixo daquela árvore que, na nossa imaginação adolescente, virou quase uma entidade sagrada, o tal do “velho Carvalho”. Nem sei se era mesmo um carvalho, mas na nossa cabeça ele tinha séculos, sabia de tudo, e guardava nossos segredos como um confidente silencioso.
Ali, eu era livre. Eu, que em casa andava pisando em cacos invisíveis, desviando de palavras duras, de olhares que pesavam mais do que qualquer castigo. Ali, embaixo daquela árvore, eu era leve. A gente ria alto, inventava histórias absurdas, falava de futuro como se fosse uma promessa garantida, como se a vida fosse mesmo justa com quem sonha. E eu acreditava. Acreditava nelas. Acreditava na gente. Achava que amizade era isso, um abrigo onde ninguém pergunta quanto você tem no bolso antes de te abraçar.
Até que veio aquela noite.
Eu cheguei como sempre, no mesmo horário, com a mesma expectativa simples de quem só quer um pouco de paz depois de um dia pesado. Mas o “velho Carvalho” estava sozinho. E isso já era estranho. Silêncio demais é sempre suspeito. Foi quando eu ouvi música, risadas, aquele barulho típico de festa boa… só que não era pra mim.
A casa ali perto estava iluminada, cheia de gente. E lá dentro estavam elas. Minhas amigas. Minhas companheiras de fuga. Rindo, comendo, vivendo… sem mim. Era uma festa de 15 anos. Aquela coisa clássica, bolo, decoração, gente feliz tirando foto como se a vida fosse perfeita.
E eu do lado de fora.
Eu não fui esquecida por acidente. Aquilo foi escolhido. Calculado. Porque no fundo, alguém decidiu que eu não cabia naquele cenário. Não porque eu não era amiga, mas porque eu não tinha dinheiro. Porque eu não teria um presente bonito pra entregar. Porque minha presença não combinava com a estética da festa.
É curioso como a exclusão não faz barulho. Ela não grita. Ela só acontece, e quando você percebe, já está do lado de fora, tentando entender em que momento virou invisível.
Elas vieram falar comigo depois. Disseram que acharam que eu tinha sido convidada. Ah, claro. Aquele clássico teatro da ingenuidade conveniente. Todo mundo sabia. Todo mundo sempre sabe. Mas ainda assim, saíram da festa pra ficar comigo. E naquele momento, eu aceitei aquilo como um gesto bonito. Hoje eu vejo como um remendo mal feito numa ferida que já tinha aberto.
Porque amizade de verdade não te deixa do lado de fora pra depois vir te consolar.
Eu me afastei da aniversariante. Não foi um escândalo, não teve grito, nem cena. Foi um silêncio decidido. Aquela percepção fria de que algumas pessoas só gostam de você até o ponto em que você não compromete a imagem delas. E quando compromete, você vira detalhe descartável.
Anos depois, ela ainda tentou me diminuir. Me chamou de pseudoblogueira, como se aquilo fosse um insulto mortal. E eu fiquei pensando… olha que curioso… eu, que não tinha dinheiro pra comprar um presente, agora tinha algo que ela não conseguia ignorar: voz. Alcance. Presença.
E mesmo assim, pra ela, eu continuava sendo nada.
Mas sabe o que é mais engraçado? Eu não era nada pra ela, mas eu fui tudo pra mim mesma naquele momento em que decidi ir embora. Porque crescer também é isso, é aprender que nem todo mundo que senta com você debaixo de uma árvore merece um lugar na sua vida inteira.
Hoje, quando eu lembro do “velho Carvalho”, eu não sinto raiva. Sinto uma espécie de carinho melancólico. Porque ali existiu uma versão minha que acreditava nas pessoas com uma pureza quase perigosa. E apesar de tudo… eu não me culpo por isso.
A culpa nunca foi de quem amou demais. Sempre foi de quem não soube receber.
E se tem uma coisa que a vida me ensinou, é que a gente pode até não escolher de onde vem, mas escolhe muito bem quem permanece.
Agora me conta… quantas vezes você também já foi deixada do lado de fora de alguma festa da vida?
Um instante e...
Basta um instante para tudo mudar,
A crise foi interna, os pontos foram extensos,
As paredes foram levantadas rapidamente, o teto não existia, pois o principal a ser visto durante a noite brilhava sem interrupção,
O sol bate forte no deserto e bateu tão forte aquele dia que a areia virou vidro e dele se fez um espelho que iluminou o cenário reproduzindo várias miragens e em todas elas tinha uma rosa vermelha perdida aos ventos e ao tempo, em todas elas eu vi você,
No fechar e abrir dos olhos a respiração do sonhador se revela mostrando a realidade e o imaginário no seu limite,
Um raio, um cometa e um instante tem suas semelhanças, mas não são iguais,
Num instante sou rei, no outro posso ser apenas um duende na corrida atrás do pote de ouro logo ali no pé do arco-íris,
O amor tem raízes e ele não nasce do vazio, assim como não vira pó à toa.
Fiz exatamente o que precisava ser feito. Me afastei. Não por fraqueza, mas por dignidade. Porque tem portas que a gente não bate de novo, não por orgulho, mas por amor próprio.
Agora me diz… quem realmente perdeu ali?
"E sem perceber, eu estava tão mal Pisicologicamente, que bastou um problema tão pequeno pra minhas lágrimas caírem do meu olho"
No fim das contas, aquela árvore foi mais leal do que muita gente ali. Porque ela nunca fingiu ser algo que não era. Já as pessoas… ah, essas fazem teatro melhor que muito artista premiado.
Não diz nada sobre mim. Diz sobre o incômodo dela ao ver alguém que ela achava inferior ocupando um espaço que ela talvez nunca teve coragem de tentar.
Sobre ela me chamar de “pseudoblogueira” não foi uma crítica. Foi uma tentativa mal disfarçada de diminuir algo que já estava grande demais pra caber na visão limitada dela.
Refutação do panteísmo de Espinosa:
1. Se o universo é uma criação divina, então deus deve possuir uma consciência, pois criar é sempre um ato consciente.
2. No panteísmo de Espinosa deus é definido como não tendo uma consciência, sendo apenas uma substância.
3. Se deus não tem consciência, então o universo não pode ser considerado uma criação consciente.
4. Nós existimos, então ou fomos criados por um ser consciente, ou deus não existe, pois não é racional chamar a natureza morta de divindade.
5. Conclusão: O conceito de divindade está inevitavelmente ligado à consciência, isto é, "deus inconsciente" é uma contradição nos termos, como
acreditar na existência duma esfera quadrada. Ao negar a existência da consciência divina o panteísmo contradiz o conceito de criação. Se a divindade não tem consciência o universo não deveria existir, mas ele existe. Logo, o panteísmo de Espinosa está refutado como explicação para existência do universo.
Mas olha que curioso, e aqui entra aquele tipo de reflexão que a gente só consegue ter depois que sobrevive ao próprio passado. Aquela menina que foi deixada do lado de fora da festa… ela não ficou pequena. Ela cresceu. Ela virou alguém que teve voz, que teve público, que teve coragem de se expressar num blog quando muita gente nem sabia o que era isso direito. E isso incomodou. Porque tem gente que só gosta da gente quando a gente cabe no lugar que elas determinaram. Quando a gente cresce, quando a gente brilha, vira ameaça.
Aquela desculpa de “achei que tinham te convidado” é o equivalente emocional de “o cachorro comeu meu dever de casa”. Todo mundo sabe que não é bem assim. Elas sabiam. Talvez não tenham tido coragem de confrontar a situação, talvez tenham sido coniventes, talvez só tenham escolhido o caminho mais confortável. E isso dói, porque a gente espera lealdade justamente de quem divide risada debaixo de árvore.
O mais doloroso disso tudo nem é o bolo, o vestido, ou os docinhos que eu não comi. É a quebra de uma ilusão. Porque a gente aguenta muita coisa, mas descobrir que o carinho não era tão recíproco assim… isso desmonta por dentro.
E aí vem a vida, com aquela elegância de elefante numa loja de cristais, e resolve testar a gente do jeito mais cruel possível. Não com grito, não com briga, mas com silêncio e exclusão. A festa não foi só uma festa. Foi um anúncio não oficial, quase um outdoor piscando na minha cara e me dizendo “você não pertence tanto quanto pensava”.
