Coleção pessoal de testeteste123
Seja onde for, eu estarei lá, no ínfimo da vida, ao apogeu da existência, eu estarei lá, no suspiro da Terra eu estarei lá, onde houver dia, eu estarei lá, onde houver noite, eu estarei lá, no princípio, eu estarei lá, no fim, eu estarei lá, na desgraça, eu estarei lá, na ventura, eu estarei lá, aonde se puder imaginar eu estarei lá e aonde a pobreza humana consegue chegar eu estarei.
Tudo por ti!
Por você eu faço tudo! Ô corredor girar. Um paraplégico andar. O amor odiar. O mau ajudar. A escuridão virar dia. O dia virar noite. Amarei o inamável. O universo acabar. Um urso voar. Anjos caírem. Homens voarem.
O possível e impossível!
Quando precisardes, serei, um baluarte, um homem, um padre, um santo, um ombro, uma luz, um carinho, o afeto, o vinho, a água. Tudo que precisardes eu serei!
Tudo serei! Por ti!
Sem você, sou um dia, sem Sol, a noite, sem Lua, o mar, sem água, o amor, sem afeto, o Xadrez, sem o rei, fogo, sem chama, o homem, sem Deus, serei apenas alguém, perdido no ócio.
tem sido um peso que já não consigo carregar. Às vezes, a vida nos atropela com sua pressa e acabamos perdendo de vista o que nela há de mais sagrado. Hoje, com o espírito mais calmo e o coração despido de qualquer orgulho, percebo que meu mundo perdeu a cor desde que deixei de ver o brilho do teu olhar.
Dizem que o tempo cura tudo, mas para mim ele tem sido apenas uma testemunha dolorosa da tua ausência. Sinto falta das nossas conversas que faziam o relógio parar, do conforto do teu abraço — que sempre foi o único lugar no mundo onde me senti verdadeiramente em casa — e, acima de tudo, da melhor versão de mim mesmo, que só existia quando estávamos juntos.
Não venho com promessas vazias, mas com a clareza que só a saudade é capaz de ensinar. Guardo comigo a memória de cada detalhe nosso como se fossem tesouros, e reconheço, com humildade, os momentos em que não soube ser o porto seguro que tu merecias. Se hoje coloco meus sentimentos no papel, é porque acredito que o que a alma uniu, nenhuma distância ou tempo tem o poder de apagar.
"O amor não se escolhe, ele nos escolhe. E ele me escolheu para te amar em cada batida do meu coração, ontem, hoje e enquanto houver fôlego em mim."
Não peço que esqueças as cicatrizes do passado, mas que permitas que eu te mostre o que o silêncio me ensinou sobre nós. Gostaria apenas de um momento do teu tempo — um café, uma caminhada ou um simples olhar — sem pressões ou expectativas, apenas para redescobrimos quem somos agora e sentirmos se aquela faísca ainda brilha entre nós.
Meu coração continua sendo o teu abrigo, intacto e esperançoso. Se ainda houver em ti um resquício desse sentimento que um dia nos fez acreditar no amor, saiba que estou aqui. Estou disposto a reconquistar o teu sorriso, com a maturidade de quem entendeu que perder-te foi o meu maior erro, mas lutar por ti é a minha maior certeza.
Com todo o afeto que o tempo apenas fez crescer.
Volta pra cá
Eu sei que errei, as palavras doream. O silêncio cresceu mais a amizade não morreu. Volta pra cá, sem medo, sem pressa Quero teu risos de volta, e te dá meu ombro outra vez.
Essa é uma mentalidade resiliente e muito poderosa! Transformar obstáculos em alicerce é o segredo de quem não apenas sobrevive às dificuldades, mas as utiliza para construir algo maior e mais sólido
Metamorfoses da Saudade
Você foi o culpado pela explosão de sentimentos que houve em mim.
Você foi um grande amor.
Que bom foi te conhecer… mas foi profundamente terrível e doloroso vê-lo partir.
Ainda bem que as lembranças sabem abraçar até os sentimentos sem fim.
Eu já sei: é um mistério… mas falar é inevitável — e sofrer também.
Quantos não passam por uma metamorfose sofrida e angustiante, ao tentar abraçar outros corpos e beijar outras bocas que não sejam aquela?
Há momentos em que me sinto presa a imagens e sentimentos fictícios, como em um filme inacabado, onde existe um predador sempre à espreita, com a ferocidade de um ser lupino em alerta.
Desespero… até porque “The End” nunca vem.
Não escrevo para te agradar, escrevo para agradar o céu.
Se minhas palavras não sobem como oferta, eu prefiro o silêncio.
miriamleal
Tem uma liberdade quase escandalosa em perceber que eu não preciso ter mais nada pra finalmente ser alguma coisa. É estranho no começo, confesso. Porque a gente cresce acreditando que a vida é uma espécie de checklist infinito: quando eu tiver isso, eu viro aquilo. Quando eu conquistar aquilo outro, aí sim eu me torno alguém. E assim a gente vai adiando a própria existência, como se fosse uma estreia que nunca chega.
Eu já vivi muito tempo assim. Era sempre o próximo passo, o próximo objetivo, o próximo reconhecimento. Como se eu fosse uma obra eternamente em reforma, cercada de tapumes emocionais, esperando o dia em que alguém finalmente diria: pronto, agora sim, você está pronta pra ser você. Spoiler da vida real: ninguém vem com esse carimbo.
E um belo dia, sem fogos de artifício, sem trilha sonora épica, eu percebi uma coisa quase desconcertante: eu já sou. Do jeito que está. Com as minhas contradições, com as minhas partes meio bagunçadas, com as minhas versões que nem sempre conversam entre si. Eu já sou suficiente pra mim.
Isso não significa que eu parei de querer crescer. Eu ainda quero. Ainda tenho sonhos, metas, vontades que me puxam pra frente. Mas agora é diferente. Eu não quero ter para ser. Eu quero ter porque já sou. E isso muda tudo. Porque deixa de ser uma corrida desesperada por validação e vira um movimento mais leve, mais consciente, quase um gesto de expansão, não de compensação.
Antes, cada conquista vinha com um peso estranho, como se eu estivesse tentando provar alguma coisa pra alguém, ou pior, pra mim mesma. Agora não. Agora, se vem, é bem-vindo. Se não vem, eu continuo inteira. Olha que conceito revolucionário: eu não me desfaço na ausência.
E tem algo profundamente elegante nisso. Porque quando eu paro de me medir pelo que eu tenho, eu começo a me reconhecer pelo que eu sou. E isso ninguém tira, ninguém compra, ninguém invalida. Não depende de aplauso, de número, de status, de comparação silenciosa com a vida dos outros. É um tipo de riqueza que não aparece, mas sustenta.
O mundo vai continuar tentando vender a ideia de que falta alguma coisa. Sempre falta, segundo ele. Sempre tem um degrau a mais, uma versão melhor, uma meta mais alta. Mas eu aprendi a desconfiar dessa urgência toda. Porque, no fundo, muita gente está correndo não porque quer chegar, mas porque tem medo de parar e se encarar.
E eu parei. E me encarei. E, surpreendentemente, eu gostei do que vi.
Hoje, eu não quero acumular pra preencher. Eu não quero conquistar pra existir. Eu não quero provar pra validar. Eu só quero ser… e a partir daí, viver tudo que vier como um extra, não como uma necessidade.
Chega um momento na vida em que a gente cansa de performar. Não é um cansaço dramático, daqueles que fazem a gente largar tudo e sair correndo no meio da rua gritando liberdade. É mais silencioso. Mais elegante. É o tipo de cansaço que olha pra si mesma e pensa com uma sinceridade quase desconcertante: pra quem exatamente eu estava tentando ser incrível?
Porque impressionar cansa. Cansa mais do que admitir. É uma ginástica emocional diária, um teatro onde eu mesma escrevo o roteiro, atuo, dirijo e ainda pago ingresso. E o pior, quase sempre pra uma plateia que nem está prestando tanta atenção assim. No fim, eu estava me esforçando mais do que o mundo exigia. Olha que ironia.
Aí, sem aviso prévio, alguma coisa muda. Talvez não seja um evento grandioso. Talvez seja só um dia comum em que eu acordo e percebo que não quero provar nada pra ninguém. Não porque eu desisti de ser alguém, mas porque eu finalmente entendi que já sou. E isso, por incrível que pareça, dá uma paz absurda.
Ser leve dentro de mim mesma virou uma prioridade quase revolucionária. Porque leveza não é ausência de responsabilidade, não é viver no modo tanto faz, não é negligência emocional. Leveza é saber que eu não preciso carregar o peso de expectativas que nem são minhas. É escolher o que fica e, principalmente, o que vai embora sem fazer escândalo.
Antes eu pensava duas, três, cinco vezes antes de falar, postar, agir. Sempre com aquela perguntinha inconveniente no fundo da mente: será que vão gostar? Agora a pergunta mudou, e olha que evolução sofisticada: isso faz sentido pra mim? Parece simples, mas muda completamente o eixo da vida. Eu saí do palco e fui sentar na plateia da minha própria existência. E, sinceramente, estou achando o espetáculo bem melhor daqui.
E tem uma coisa curiosa sobre não querer impressionar ninguém: você acaba sendo muito mais interessante. Porque não tem esforço, não tem máscara mal colada, não tem aquela tensão de quem está o tempo todo tentando sustentar uma versão editada de si mesma. Tem verdade. E verdade, mesmo quando é imperfeita, é absurdamente leve.
Hoje eu não quero aplausos, quero paz. Não quero ser admirada, quero me reconhecer. Não quero ser inesquecível na memória dos outros, quero ser confortável dentro de mim. Porque no fim, quando o dia acaba e o mundo silencia, sou eu comigo. E essa convivência precisa ser boa.
Então, se alguém me achar simples demais, tranquila demais, pouco impressionante… que bom. Isso significa que eu finalmente parei de me sobrecarregar tentando caber nos olhos de todo mundo.
Tem dias em que eu olho pra minha vida por fora e penso, pronto, desandou. Parece aquelas casas antigas que a gente vê passando de carro, com a pintura descascando, a janela torta, o portão fazendo um barulho suspeito de abandono emocional. Tudo meio fora do lugar, meio cansado, meio capenga. E aí, no meio desse cenário que facilmente renderia um drama mexicano, eu faço uma coisa quase subversiva: eu me olho no espelho.
E não é aquele olhar automático de quem só confere se o cabelo cooperou ou se a olheira já virou patrimônio histórico. É um olhar mais demorado, mais honesto, quase um inventário interno. E aí vem o susto: por dentro… está tudo bem.
É estranho, eu sei. A gente cresce achando que paz interior vem depois que tudo se resolve do lado de fora. Depois que o dinheiro entra, o amor se encaixa, os planos dão certo, o mundo aplaude. Mas a vida, essa debochada profissional, faz o contrário. Às vezes está tudo um caos do lado de fora, e ainda assim, lá dentro, existe um silêncio confortável, uma calma quase teimosa que insiste em ficar.
E aí vem o julgamento alheio, claro. Porque quando você não está desesperada o suficiente, o mundo acha que você desistiu. Quando você não está correndo igual uma louca atrás de tudo ao mesmo tempo, interpretam como falta de ambição. Como se paz fosse sinônimo de preguiça emocional. Como se estar bem consigo mesma fosse algum tipo de falha de caráter.
Mas eu descobri uma coisa meio libertadora, dessas que a gente não posta porque não dá tanto engajamento quanto um surto bem editado: nem toda calma é falta de vontade. Às vezes é maturidade. Às vezes é exaustão que virou sabedoria. Às vezes é só a consciência de que nem tudo precisa ser uma guerra.
Eu ainda quero coisas, claro. Ainda tenho sonhos, planos, vontades que cutucam. Mas já não é mais naquele ritmo desesperado de quem acha que precisa provar alguma coisa o tempo todo. Tem uma diferença enorme entre querer crescer e precisar correr o tempo inteiro. Eu continuo caminhando, mas sem me atropelar no processo.
E no meio desse mundo que vive gritando urgência, eu tenho aprendido o valor do que não faz barulho. Do que não aparece. Do que não precisa ser explicado. Porque no fim das contas, de que adianta ganhar o mundo e perder a própria paz? Parece frase de camiseta, mas quando a gente entende de verdade, muda tudo.
Então se por fora parecer que está tudo meio bagunçado, mas por dentro existir esse lugar tranquilo, não se assuste. Talvez você não esteja atrasada. Talvez você só esteja, finalmente, no lugar certo dentro de si mesma.
A Menina Vitória
No brilho dos olhos, traz a aurora,
Caminha com passos de quem sabe onde vai.
Pequena no tamanho, mas grande agora,
A menina Vitória nunca se retrai.
Seu nome é promessa de superação,
É riso que vence qualquer tempestade.
Leva a esperança em cada canção,
E vive a vida com pura verdade.
Não é só um nome, é o seu destino,
De conquistar mundos, de ser o que quiser.
No rastro que deixa esse ser tão divino,
A menina floresce e se faz mulher.
Que a força do nome te guie o caminho,
Com flores, abraços e muito carinho.
Pois em cada gesto, em cada memória,
Brilha o sucesso da menina Vitória.
Quando percebia que
tinha brinquedos demais,
pedia aos adultos que
os levassem para doá-los a órfãos.
Eu não só brincava,
como também lia livros,
escrevia e pintava.
Os jogos que eu criava
com os meus amigos brincava.
A sociedade seria uma coisa belíssima, se uns se interessassem pelos outros.
Sábios do Mundo vol. 2
Nada é mais poderoso que os detalhes…
porque palavras podem ser ensaiadas,
mas os detalhes sempre revelam a verdade.
miriamleal
Eu não me guio pelo que me dizem,
eu observo o que me mostram.
Porque são os detalhes que revelam
o que palavras tentam esconder.
miriamleal
