Coleção pessoal de testeteste123
O VALOR DO QUE É ETERNO
(Homenagem Póstuma Rita Lee)
Existem palavras que a gente escreve e que ganham asas próprias. Hoje, decidi fazer um resgate de um momento que foi um verdadeiro divisor de águas na minha trajetória literária.
Os que estão me conhecendo agora talvez não saibam, mas essa frase de minha autoria — que nasceu no início das minhas publicações aqui no site Pensador que acabou atravessando fronteiras que eu jamais imaginei.
Em maio de 2023, durante a despedida da nossa eterna Rita Lee, essas palavras foram escolhidas pela atriz Isis Valverde, para prestar uma homenagem póstuma que repercutiu em veículos como a Revista Caras.
"O que importa é o talento que vem da alma, o corpo é perene e em breve se desfaz... a alma se perpetua na imortalidade!"
Mesmo após algum tempo, faço questão de trazer esse registro novamente. Primeiro, porque a imortalidade da alma e do talento (como o da Rita) nunca sai de moda. Segundo, para reforçar que cada micro-conto, cada crônica e cada verso que compartilho aqui carrega essa mesma verdade e dedicação de anos.
Agradeço a cada um que faz parte dessa jornada comigo, desde o início ou desde agora.
Lu Lena / 2026
💔 Acesso Negado 🚫🔒🚪
Pra que ficar abrindo a porta?
Pra quem entrou, sujou e ainda deixou uma baita de uma lambança no seu coração. Desligue-o e feche a porta!
Sempre que mulheres feminilizam pejorativamente um homem, mais monstruoso o machismo se torna, e elas nem percebem.
Há, nessa contradição silenciosa, uma das faces mais complexas e difíceis de enfrentar dentro das estruturas sociais: o machismo não é apenas um comportamento externo, imposto de maneira evidente por figuras tradicionalmente associadas ao poder, mas também um padrão internalizado, reproduzido muitas vezes — consciente ou inconscientemente — por aqueles que, em teoria, deveriam combatê-lo.
Quando características associadas ao feminino são utilizadas como insulto — seja para diminuir, ridicularizar ou desqualificar um homem — o que está sendo reafirmado, no fundo, é a velha hierarquia que coloca o feminino como inferior.
Não se trata apenas de um ataque ao homem em questão, mas de uma reafirmação simbólica de que tudo aquilo que se aproxima do feminino é digno de desprezo.
E, nesse gesto aparentemente banal, perpetua-se a lógica que o próprio feminismo busca desconstruir.
O mais inquietante é que esse tipo de comportamento muito raramente é percebido como problemático.
Ele se esconde no cotidiano, nas piadas, nas expressões corriqueiras, nos comentários feitos sem reflexão.
E justamente por isso se torna tão poderoso: porque não encontra resistência.
Ao contrário, encontra eco, risos, validação — e assim se fortalece.
Combater o machismo, portanto, exige mais do que identificar seus agentes mais evidentes.
Exige um exercício constante de autocrítica, de revisão de linguagem, de questionamento de hábitos profundamente enraizados.
Exige reconhecer que ninguém está completamente fora dessa estrutura, e que todos, em maior ou menor grau, podem reproduzi-la.
Não se trata de apontar culpados, mas de ampliar a consciência.
De entender que a transformação social passa, inevitavelmente, pela transformação individual.
E que desconstruir o machismo estrutural não é apenas enfrentar o outro — é também confrontar a si mesmo, nas pequenas atitudes, nas palavras escolhidas, nas ideias que repetimos sem perceber.
Porque, no fim, o machismo não se sustenta apenas pela força de quem o impõe, mas também pela repetição de quem, mesmo sem intenção, continua a alimentá-lo.
Nem tanto o céu e nem tanto a terra, para os portadores de TDAH Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, por mais que muitos afirmam como um transtorno neurobiológico, e não automaticamente como uma deficiência. No entanto, é uma alteração no desenvolvimento e funcionamento cerebral, com bases genéticas, persistente desde a infância ate a fase adulta, que afeta a regulação da atenção, impulsividade e atividades motoras. Muitos portadores vivem numa intensa movimentação de prazeres e culpa. A busca da harmonia deve ser constante.
PARECE O ÚLTIMO DIA
Felipe Mateus Alessi, agosto de 2019.
Hoje parece o último dia,
mas aprendi que o fim é só o início visto por dentro.
Acordo não para amar alguém,
mas para ser amor… o que resta quando tudo parte?
Ser descomunal não é fazer o bem sempre,
é fazer o bem mesmo quando o bem não volta.
É tentar ser melhor, não perfeito.
E suportar a dor sem torná-la bandeira.
Quando a prisão é a mente,
não se escapa, se observa.
O vazio é só a casa antes da mobília nova.
Colorir a mente não é negar a sombra,
É atravessar com coragem…
é permitir que o escuro prove o valor da luz.
A felicidade não se escolhe, se compreende, se vive.
Será que dei o melhor de mim?
Talvez dei o que pude.
O resto era defesa, medo de ser comum.
Poderia ter sido diferente,
mas só quem aceita mudar continua sendo.
Ganhar e perder…
os dois mentem, se vistos com pressa.
A vida não é uma disputa,
é um ritmo que se aprende ao tropeçar.
Chuto o balde e descubro:
ele estava quase vazio porque esperava que o mundo o enchesse.
Hoje sei: o destino não é lugar, é presença.
O futuro não é sonho, é direção.
E até a tristeza é um convite para renascer.
Quis não precisar de ninguém,
mas o universo se revela nas relações.
Somos peças de um mesmo organismo,
ninguém evolui sozinho.
Amo porque preciso e preciso porque amo.
Teimoso? Convicto?
Sou ambos.
Há dentro de mim um grito que recusa a mediocridade,
mas agora sei: ser extraordinário
é aceitar a própria humanidade sem máscaras.
Integrar o homem comum,
Não fui escolhido, escolhi permanecer desperto.
Perder ainda me dói,
mas entendo que a vitória não é o resultado:
é a consciência que fica depois do erro.
Deus ainda me habita,
não como consolo, mas como espelho.
A música me equaliza,
porque traduz o indizível,
a vibração entre fé e carne,
entre lágrima e perdão.
Deus (El, YHWH, Adonai, Jeová, Elohim…)
não preciso que me faças vencer,
basta que me mantenhas inteiro.
O livre-arbítrio é o templo imperfeito do amor,
não tem posse, mas tem permissão… a dor vem da liberdade.
E se desejo,
que seja para encontrar as pessoas que amo livres dos grilhões invisíveis.
Amar é sentir medo e não fugir.
É cair e continuar vendo beleza no chão.
Nenhum tempo é melhor gasto
do que aquele em que aprendemos a cuidar da união,
mesmo sem retorno.
Escolho sentir, sim,
mas agora sei que o sentir também me escolhe.
Às vezes me destruo, às vezes me integro,
mas já não chuto o balde com raiva:
coloco nele a água que sobrou
e lavo meu rosto para recomeçar.
NOSSO EGO
Somos Nós (A Luta Interna): A jornada gnóstica é perceber esse mecanismo (gnose). O drama não é apenas entre deuses, mas entre nossa consciência (Sophia) e nosso EGO (Yaldabaoth/Arcontes). Internamente, são os pensamentos repetitivos, crenças herdadas, culpas e ressignações do mundo material que nos impedem de evoluir espirituamente.
Mateus 19:14 Então disse Jesus Cristo: "Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas"
Cristo nos ensina sobre anulação do EGO humano (orgulho, status e autossuficiência), pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas (Ao ego de crianças)..., ou não seremos dignos do Pleroma.
"A interpretação psicológica e existencial do Gnosticismo."
Yaldabaoth (O Demiurgo) ele é o nosso EGO: É o criador do mundo material e, internamente, representa o ego, a mente inferior e a ignorância da nossa origem espiritual.
Os Arcontes (Nossas Paixões): Os nossos pensamentos repetidos e materalistas, são os agentes de Yaldabaoth, que incitam paixões, vícios e medos humanos, aprisionando a alma no mundo material.
Sophia (A Faísca Divina/Sabedoria): É a personificação da sabedoria que caiu na matéria, mas que deseja retornar à luz. Ela reside em nós como uma "faísca" ou "centelha divina, que quer retornar a fonte do verdadeiro Deus Supremo, muitas vezes chamado de Mônada, Uno ou Pai Profundo, habita no Pleroma (que significa "plenitude" em grego).
O drama não é apenas entre deuses, mas entre nossa consciência (Sophia) e nosso EGO (Yaldabaoth/Arcontes). O Demiurgo é a nossa própria mente condicionada, damos o primeiro passo para a libertação. O gnostico Michelangelo deixou claro na famosa pintura "A Criação de Adão", pintada no teto da Capela Sistina por volta de 1511.
O toque chama — insiste — repete,
um eco metálico no vazio,
como se minha urgência fosse leve,
como se meu tempo fosse frio.
Do outro lado, silêncio.
Um silêncio que pesa, que arranha,
que cresce dentro do peito
feito algo que não se ganha.
Não é só a ligação perdida,
não é só o “depois eu vejo”,
é o desprezo que se insinua
como um gesto sem apreço.
Porque ali vai meu trabalho,
minha pressa, minha razão,
e volta apenas o nada
ocupando a conexão.
E então nasce uma chama breve,
bruta, rápida, voraz —
um impulso de quebrar o mundo
pelo respeito que não se faz.
Mas no fundo, o que grita mesmo
não é raiva — é ser ouvido,
é querer que, do outro lado,
exista alguém comprometido.
A Salvação Gnóstica contra o Yaldabaoth!
O Demiurgo (Ialdabaot, Grande Arconte, Elohim, ou às vezes referido como "o filho do caos") não é onisciente nem onipotente. Ele é uma figura subordinada, resultado de uma emanação inferior da Sophia (Sabedoria) que caiu do Pleroma. A salvação ocorre pelo conhecimento, não pela obediência ao criador material. o Demiurgo com o Deus do Velho Testamento (um criador justo, porém severo e materialista), em contrapartida ao Deus amoroso revelado por Jesus Cristo, ao trazer a boa nova ao ensinar como libertar a tua alma dessa criação imperfeita, do ser ignorante que acredita ser o único deus, como um ser invejoso que impede o snosso acesso à verdadeira divindade.
Não me limite aos seus conceitos.
Pra que iria ficar olhando meu umbigo, se posso contemplar as estrelas.
(Nepom Ridna)
DEMIURGO
No Apócrifo de João), o mundo material foi criado após a Aeon Sofia (Sabedoria) se separar do Pleroma sem seu parceiro, resultando no nascimento do Demiurgo (JEOVÁ - hebraico יהוה - YHWH, o nome próprio de Deus na Bíblia Hebraica. O termo representa a identidade pessoal do Deus de Israel, aparecendo mais de 6.800 vezes nos manuscritos originais.), uma figura imperfeita, também chamado de Ialdabaot. No gnosticismo, o Demiurgo é o criador ignorante ou malévolo do mundo material, distinto do Deus supremo e verdadeiro. Criador do Mundo Material: Ao contrário do Deus supremo e transcendente (que é puramente espiritual), o Demiurgo (ou Yaldabaoth) moldou a realidade física e o mundo sensível.
PLEROMA
O Pleroma, no gnosticismo, representa a "plenitude" ou totalidade divina, o reino espiritual superior e eterno onde residem os Aeons (emanações divinas) e a verdadeira luz, contrastando com o mundo material imperfeito (Kenoma). no Apócrifo de João), o mundo material foi criado após a Aeon Sofia (Sabedoria) se separar do Pleroma sem seu parceiro, resultando no nascimento do Demiurgo (JEOVÁ - hebraico יהוה - YHWH, o nome próprio de Deus na Bíblia Hebraica. O termo representa a identidade pessoal do Deus de Israel, aparecendo mais de 6.800 vezes nos manuscritos originais.), uma figura imperfeita.
Eu já pensei nisso num dia comum, desses que a gente tá lavando uma louça meio torta, olhando pra própria vida como quem olha pro fundo de uma panela e pensa, era tão bom se isso aqui nunca acabasse. Viver é bom, sim. É gostoso demais, chega a ser até meio suspeito. Um cafezinho quente, uma risada fora de hora, um abraço que demora um pouquinho mais do que o normal. Aí vem a realidade, com aquela cara de quem não pediu licença, e lembra: calma, minha filha, isso aqui tem prazo.
E não é um prazo negociável, não tem como parcelar, nem pedir mais um tempinho igual quando a gente esquece de pagar boleto. A vida é tipo aquelas promoções relâmpago, quando você vê já acabou e ainda ficou com a sensação de que devia ter aproveitado melhor. E o mais curioso é que, no meio de bilhões de pessoas, a nossa existência é quase um sussurro. A gente se sente protagonista, claro, porque é o nosso filme, mas pro resto do mundo... é só mais um episódio que passa e ninguém nem percebe que mudou o canal.
Somos animais também, né. Essa parte é engraçada e meio humilhante ao mesmo tempo. A gente se acha cheio de filosofia, de profundidade, mas no fim tá todo mundo comendo, dormindo, sentindo medo e tentando sobreviver emocionalmente num mundo que não para nem pra tomar um copo d’água. A diferença é que a gente pensa sobre isso, complica, escreve texto, sofre duas vezes.
E aí entra a parte mais crua, que ninguém gosta de encarar por muito tempo: quando a gente for embora, o mundo não vai dar pausa dramática. O sol nasce, o trânsito continua, alguém vai rir de uma piada ruim, e pronto. É quase ofensivo, mas ao mesmo tempo é libertador. Porque se nada disso para, então talvez a gente também não precise viver como se estivesse sendo avaliada o tempo todo.
Importa pra quem ama a gente, e isso já é gigante. Já é tudo. Ser importante no coração de alguém não é pouca coisa, não. É ali que a gente realmente existe. O resto é cenário, é barulho de fundo. O mundo pode até seguir igual, mas dentro de algumas pessoas, a nossa ausência faz um silêncio que ecoa.
Então, já que é isso... já que não tem como ser pra sempre... que seja bom enquanto é. Do nosso jeito mesmo, meio bagunçado, meio improvisado, meio rindo de nervoso às vezes. Porque no fim, a vida não é um grande plano mirabolante. É um monte de momentos pequenos que, quando a gente junta, dá essa coisa intensa que a gente chama de viver.
Experiências e aprendizados. Nada mais. E, sinceramente, nada menos também.
A música que me traduz
(refúgio em forma de som)
A música fala — e, com isso, me inspira, mesmo quando vem em outras línguas ou até sem letra. Eu a sinto e a entendo.
A música simplesmente me abraça, me acaricia e permanece comigo, nas melhores e nas piores horas.
Há momentos em que não aprecio o que está escrito, mas sim a batida que, juntas, elas representam. Em meu coração, são fortes e certeiras.
Ela me alivia, me acalma e me inspira.
"Nem tudo que chega aos nossos ouvidos merece ocupar a nossa mente se queremos ter umasaúde mental, inteligência emocional e gestão de foco. Devemos lembrar que somos os "porteiros" da nossa própria mente e temos o direito — e o dever — de filtrar o que entra pelos nossos olhos e pelo nossos ouvidos, para não chegar a afetar nosso coração e contagiar nossa mente."
—By Coelhinha
Tem gente que ainda acredita que o sofrimento tem CEP e conta bancária. Como se a dor fosse uma funcionária pública que só atende bairro pobre, senha limitada, horário comercial. Mas a vida não respeita esse tipo de organização. A vida entra em qualquer casa, seja ela de tijolo cru ou com portão eletrônico que abre sozinha, e senta no sofá como visita inconveniente que não vai embora nunca.
Eu já pensei que dinheiro fosse uma espécie de vacina emocional. Tipo assim, tomou a dose, pronto, imunizada contra angústia, insegurança, insônia e aqueles pensamentos que aparecem às três da manhã sem pedir licença. Só que não. O dinheiro compra silêncio, mas não compra paz. Compra espaço, mas não compra leveza. E, às vezes, compra até mais barulho, porque quanto mais você tem, mais gente opina, mais gente quer, mais gente observa. É uma vitrine que nunca apaga a luz.
Tem gente sofrendo dentro de casa grande, com quarto sobrando e abraço faltando. Família que parece propaganda de comercial, mas por dentro é um campo minado de mágoas antigas, palavras engolidas, expectativas que viraram cobrança. E aí não adianta o tamanho da mesa se ninguém se olha de verdade enquanto janta. Não adianta o carro importado se o coração vive andando a pé, cansado, sem destino.
E tem também o peso de ser visto demais. A pessoa vira alvo, vira assunto, vira comparação. É como se cada passo fosse monitorado por uma plateia invisível, pronta pra aplaudir ou apedrejar dependendo do humor do dia. A falta de segurança não é só física, é emocional. É não saber em quem confiar, é duvidar até do elogio, é se perguntar se gostam de mim ou do que eu tenho. Isso cansa num nível que nenhum spa resolve.
No fim, a dor não pede extrato bancário. Ela chega do mesmo jeito, senta do mesmo jeito, aperta do mesmo jeito. Só muda o cenário, mas o roteiro é parecido. Porque sofrimento não é sobre o que falta fora, é sobre o que transborda dentro. E tem coisa que dinheiro nenhum consegue organizar.
Eu olho pra tudo isso e penso que talvez a maior riqueza seja conseguir deitar a cabeça no travesseiro e não travar uma guerra interna antes de dormir. Conseguir confiar, rir sem desconfiança, existir sem sentir que está sempre devendo algo pra alguém. Isso sim é luxo. O resto é acessório.
