Coleção pessoal de testeteste123
O tempo vem sem movimento
Relativo em seu tormento
Um momento? Uma vida.
Transcrita de forma sucinta.
Ressuscita aquele aonde habita. Palpita.
Amanhã, será manhã, a hora perdida nos ponteiros, sempre talvez.
Dos números escavados, o risco sem medo.
Do dito avisado, o perfeito que não é feito
O delirante dizendo que o ótimo se fez.
Não imaginávamos que seria!
Assim, a resposta levada,
as palavras trocadas e a alma sendo despida aos poucos.
Afinidade percebida na etapa miúda de uma justa insensatez.
Percebia a conversa na rua?
Madrugada nua, palavras cruas.
No hospital, na tv, na sala de estar, Luar
Ouvir, falar, sorrir. Lançar
Brisar, partir, fugir. Ficar
Olhar atento, corpo calado
Como quem ouve uma sinfonia.
Um peixe pescado… nada explicado..
Vontade de ter ficado..
Com suas ondas traga os pincéis,
solte os gracejos inocentes e pinte uma casa
Pintar o mundo com contornos místicos,
Colorir a noite com pontilhados brilhantes.
A cidade está longe, mas nós estamos aqui.
O tempo pode parar, mas se parasse não seria tão bom.
Tudo fica pequeno perto do som
Das ondas desse caminhar
Não importa onde estávamos até agora,
Nossa memória trouxe até aqui.
A intuição rasgou a razão e a fez sorrir
Fez da sua premonição um recuo épico,
na entrega de um doce enlace noturno. Entregar o beijo e sair de fininho.
A porta se fecha, o abraço refresca e o beijo liberta.
No silêncio, o som da nota compôs sua melodia,
Tempestade feita com sereno da noite que fluía.
Foi-se ao céu, com suas asas.
Ela descobriu que descobria-se,
Inesperado ele surgia..
Sendo sempre eles… ficariam.
O maior milagre
O maior milagre não está apenas no extraordinário, mas no que pulsa silenciosamente dentro de nós a cada instante.
Há uma ingratidão sutil — não contra Deus, mas contra nós mesmos — quando esquecemos que nossa existência é fruto de uma longa tessitura entre o tempo, a matéria e o sopro do eterno. A ciência descreve esse processo como evolução: do pó das estrelas à complexidade do corpo humano, da simplicidade das primeiras formas de vida à consciência que hoje reflete sobre si mesma. Já a teologia, com linguagem mais profunda que literal, declara: “formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida” (Gênesis 2:7). Não são discursos opostos, mas perspectivas distintas do mesmo mistério.
O homem, portanto, é simultaneamente barro e transcendência. Carrega em si a memória do universo e o sopro do divino. Aquilo que a ciência chama de organização biológica extraordinária, a fé reconhece como imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26). Somos, por assim dizer, máquinas vivas — mas não apenas máquinas: somos consciência, vontade, espírito.
Ao longo dos séculos, evoluímos. Dominamos o fogo, inventamos a roda, desvendamos leis físicas, químicas e matemáticas. Expandimos nosso domínio sobre a matéria, mas, paradoxalmente, nos tornamos vulneráveis àquilo que não se mede: a ética, a compaixão, o sentido. Crescemos em conhecimento, mas muitas vezes nos perdemos em sabedoria. Pois o avanço técnico não garante a elevação moral.
E é nesse ponto que a teologia confronta a ciência não para negá-la, mas para completá-la: o problema humano não é apenas biológico ou social, mas espiritual. Como diz o texto sagrado, “o coração do homem é enganoso” (Jeremias 17:9). Assim, aquele que foi criado para refletir o divino torna-se refém do egoísmo, da ganância e da ilusão do “ter” sobre o “ser”.
Entretanto, há um limite que nenhuma evolução conseguiu ultrapassar: a morte.
A ciência a estuda, a adia, a compreende parcialmente — mas não a elimina. E talvez isso não seja uma falha, mas um sinal. Um lembrete inscrito na própria estrutura da existência de que o homem não é absoluto. Como afirma o sábio: “tu és pó, e ao pó tornarás” (Gênesis 3:19).
A morte, longe de ser apenas o fim, é também uma linguagem. Ela fala da transitoriedade, da dependência, da finitude. E, paradoxalmente, aponta para o que transcende. Se tudo em nós fosse apenas matéria, a morte seria apenas um desligamento. Mas o homem a teme, a questiona, a transcende em pensamento — porque há nele algo que não se conforma ao fim.
Assim, a morte se torna um dos maiores sinais da nossa própria dimensão divina: ela nos limita, para que não nos iludamos como deuses; e, ao mesmo tempo, nos provoca a buscar o Eterno.
E então compreendemos: o maior milagre não é apenas a criação do homem do pó ou da costela, nem apenas sua evolução ao longo dos milênios. O maior milagre é este instante — o agora — em que respiramos, pensamos, sentimos.
A chama da vida que arde dentro de nós não é explicada plenamente nem pela ciência nem pela teologia isoladamente, mas pela convergência de ambas. Cada batida do coração é um fenômeno biológico; cada consciência desse batimento é um mistério espiritual.
Viver, portanto, é o milagre contínuo.
E enquanto há fôlego, há a presença invisível daquele que, segundo as Escrituras, “nele vivemos, nos movemos e existimos” (Atos 17:28).
Por isso, despertar para a própria existência é, talvez, o ato mais próximo de tocar o divino.
Atila Negri
Ajuste o seu tom, ouça sua voz
Ela cambia em timbre para nós.
Soprano, mezzo soprano, contralto as femininas.
Contra tenor, Tenor, Barítono, são masculinas.
Sua voz lhe identifica todo dia
Comunique _se ,celebre
Cante sua canção preferida!
Dê voz e vez a sua amiga querida ,
a Sua voz!
Pra mim?
Mistérios e segredos de sua matéria perfeita.
Ao olhar suas lembranças, as costas em suas reentrâncias provocam um alienado de prazer.
Em sua carne, sem muito alarde, o entrelaçar da magia com a ousadia da gata de meiguice angorá.
Remete a uma fusão de sentidos, onde o corpo tem cor, as costas tem cheiro e som traz a nota da libido.
Querer encostar, recostar, queres costas no mar.
Nadando solta,
olhando para o infinito e dando as costas para o mundo.
Assim você plaina sobre o azul profundo, ganhando vida sem preocupação.
Suas costas estão desnudas..
fique assim, nessa mágica curva poética.
Sem mover sequer um dedo, é o seu segredo que provoca nessas linhas infinita imaginação.
Você saiu do banho.
Toalha na cabeça..
no espelho do banheiro,
o vapor criava aquele ar embaçado.
Dizer que quero apenas os segredos da sua companhia,
Indiscretos e soltos pela boca,
seria despir as minhas intenções das roupas indecentes.
Roupas que já deixamos lá.
Dizer que vejo seu corpo nu
repousando embaixo do chuveiro
seria minimizar aquilo que podemos fazer.
Não quero corpo.
Quero aquela magia fora do dorso.Quero retorcer os quadris da sua confiança.
Quero sempre ser um presente no presente,
Quero o sabor dos seus lábios,
não num beijo extravagante,
mas numa noite constante onde as palavras escorregam pelo canto de um sorriso.
Quero você sem frescura.
Numa pista de loucura.
A mulher exaltada na sua forma de corpo que não importa.
A magia guardada desvendada pela conversa em qualquer lugar.
Ajuste o seu tom, ouça a sua voz.
Ela cambia em timbre para nós.
Soprano, mezzo soprano, contralto as femininas...
Contra tenor, Tenor, Barítono são masculinas.
O tom de voz transmite vida e emoção!
Hidrate, alimente, repouse bem esse "galardão".
Pois a sua voz lhe identifica todo dia...
Comunique-se bem, celebre
Cante a sua canção preferida
Dê voz e vez essa amiga querida.
Hoje, homenageamos a voz pelo seu dia.
Versos Proibidos
Quero no sabor dos seus lábios
experimentar a sua saliva.
Quero no calor da sua boca,
derramar meus palavrões.
Quero cuspir a decência
exorcizar nossos corpos..
Despedir-me do pudor angelical.
Sentir a sua boca indecente e inclemente.
Ouvir rimas e xingamentos
Vindos da sua fala possuída pela liberdade de poder ser quem é.
"O amor de verdade não precisa de variações constantes. Só de coerência, aquela que ninguém vê, mas sustenta tudo."
Certas pessoas, que possuem uma mentalidade e comportamentos complacentes, podem te levar a uma existência sem progresso, enquanto aquelas que utilizam um discurso duro podem impulsioná-lo rumo ao êxito.
O humor é um desvio lógico. Ser engraçado é um dom divino, é a suprema inteligência. Não há fórmula para o humor. Ele acontece neste instante.
