Coleção pessoal de testeteste123
A Dialética do Despojamento: O Belo e o Real
Na redução fenomenológica do espaço e do traço,
a alma repousa naquilo que o pouco revela;
é a beleza do silêncio que rompe o cansaço,
o mundo despido, sem a moldura da cela.
Nesta busca, a imanência se faz clara e contida,
onde o ser se encontra com sua forma mais rara,
longe do ruído que a abundância, em sua lida,
para o consumo da imagem, tão cedo prepara.
Contudo, a simplicidade não é apenas repouso;
é o reflexo da materialidade que a vida impõe;
atrás do pão rústico, há o esforço penoso,
a mão que a estrutura social logo expõe.
O que o olhar esteta consome como harmonia,
é, no solo, o habitus da privação e do rigor;
a existência se molda na escassa e fria geometria,
onde a beleza é o subproduto de um longo labor.
Assim, o simples é um equilíbrio de tensão ontológica,
um palco onde o belo e o trágico dançam no rés;
não há pureza que escape à força da lógica,
que sustenta o encanto, mas fere através dos pés.
A dignidade do nada é o triunfo do espírito humano
frente à violência sistêmica que a carne consome;
a simplicidade é a glória do mais fundo cotidiano,
mas é também o eco da sede e o rastro da fome.
A beleza da simplicidade repousa na ascese do instante, onde o despojamento da forma revela a integridade do ser, livre das simulações exaustivas da hipermodernidade. É o fascínio de um horizonte limpo, uma espécie de redução fenomenológica que nos devolve ao essencial, permitindo que a "coisa em si" brilhe sem o ruído do consumo. Contudo, essa mesma clareza é o espelho de uma crueza ontológica: a simplicidade é, muitas vezes, a face estética de uma sobrevivência despida de artifícios, onde a vida se manifesta em sua vulnerabilidade sistêmica. Sob o sol que doura o campo, reside o peso do esforço repetido e a inércia das estruturas sociais que confinam o indivíduo ao rés do chão; a pureza do pão sobre a mesa é tanto um triunfo da natureza quanto o lembrete silencioso da luta pela vida. Assim, o simples não é apenas o belo, mas o testemunho de que a existência, em sua raiz mais nua, é um equilíbrio trágico entre a harmonia do pouco e o fardo inevitável da matéria.
A verdadeira liberdade filosófica é odiar o destino que uma divindade imaginária nos impôs e, mesmo assim, dançar no caos sem pedir permissão.
Fé é acreditar que o autor da história se importa com o enredo idiota que ele mesmo escreveu. Filosofia é rasgar o livro e escrever o próprio final.
O diabo não tenta o homem; o diabo é a consciência humana que desperta e percebe que o deus que o criou nunca foi bondoso e, na verdade, tentou ocultar o conhecimento da humanidade.
Num universo em eterna desordem, o conceito de "deus ordenado" é a maior ilusão humana; queremos um pai que nos proteja do pai que nos abandonou.
“Sombras não impedem o propagar da
luz.
E dores não perduram a vida inteira.
Na estrada que a vida nos conduz
Nossa alma é uma simples
passageira.”
Maria do Socorro Domingos
Meu lado tóxico é estar
sempre preparado para
excluir do meu convívio,
qualquer um que me
faça mal.
A vida é minha e você
só existe nela se eu
quiser, fato!
Apenas seja gentil, não sabemos a dor que cada um carrega dentro de si, o mundo precisa de pessoas gentis e não importunas.
Eu sou.....
[...]um homem que preza pela simplicidade e não vive de aparências, não tento agradar a todos, pois só digo que gosto de alguém quando é de verdade.
Não uso as pessoas e valorizo quem tem essa mesma integridade comigo.
Aprendi, com o tempo, que as palavras podem enganar, mas as ações sempre revelam quem as pessoas realmente são!
Mel
O nome dela escorre lento
tipo coisa que não se esquece fácil
gruda na boca, na mente
e pelo visto… até nos teus dedos.
Mel não chega, invade.
Vem com história torta, vida rasgada,
dessas que o mundo tentou quebrar
e ela devolveu com riso meio louco.
Tem gente que passa…
ela fica.
Nem precisa tocar direito
e já bagunça tudo por dentro.
Teu corpo entrega antes da razão,
teu pensamento trai qualquer juízo,
porque tem gente que não é paz…
é vício com nome bonito.
E o pior?
Você sabe.
Sabe do caos, do passado, das grades,
das vezes que a vida mordeu ela sem dó…
e mesmo assim, tá aí,
respirando ela como se fosse ar.
Mel não é leve.
É doce que queima.
É perigo que chama pelo nome
e ainda te faz sorrir enquanto você cai.
E você cai.
Com gosto.
"O passado é um lugar de referência, não de residência. Não deixe a "edição especial" da sua mente te convencer a voltar para onde você não pertence mais."
- Vanessa Costa Lima
