Coleção pessoal de testeteste123
Sou o sopro que aprende a existir no agora,
e o tempo que em mim desaprende a correr.
Hoje renasço naquilo que nunca fui embora,
e celebro o infinito que insiste em ser
Quero estar anestesiada de Manoel de Barros. Quero viver imersa na poesia, quero habitar esse mundo onde a palavra ressignifica tudo: o passado, o presente e até submete o futuro a uma linguagem.
Quero poesia correndo pelas veias, quero sangue transformado em palavra e desabafo em verso. Quero que isso seja aquilo, e que de lá pra cá eu chegue onde nunca fui.
DE ETERNIDADE A ETERNIDADE TÚ ÉS DEUS
Ó Senhor, Rei do universo, de eternidade a eternidade, tu és Deus.
O mundo e aqueles que nele habitam, tudo é teu.
Teu domínio é sempiterno, e o teu reino não tem fim.
Eu te louvo e louvarei até o fim.
Teu louvor estará continuamente em meus lábios.
Sou a tua morada, tua casa; habita eternamente em mim.
Eu te louvo e louvarei até o fim.
Teu louvor estará continuamente em meus lábios.
Sou a tua morada, tua casa; habita eternamente em mim.
O homem é pequeno e frágil perante ti.
Não há quem possa impedir o teu agir.
Teu domínio é sempiterno, e o teu reino não tem fim.
Nada pode deter o teu poder, Senhor.
Teu reino permanece para sempre em glória e esplendor.
Habita em mim, faz de mim o teu altar.
Para sempre eu irei te louvar.
Eu te louvo e louvarei até o fim.
Teu louvor estará continuamente em meus lábios.
Sou a tua morada, tua casa; habita eternamente em mim.
Eu te louvo e louvarei até o fim.
Teu louvor estará continuamente em meus lábios.
Sou a tua morada, tua casa; habita eternamente em mim.
Cícero Marcos
A revolta política perde a justiça quando o povo, feito marionete, volta-se contra si mesmo e esquece de quem puxa os fios.
Quero resgatar essa forma de vida onde a palavra me permite atingir o belo, enxergando flor onde há apenas asfalto.
Quero ignorar a lógica utilitária do mundo, para encontrar infância onde roubam minhas horas.
Estado Poesia
Quero estar anestesiada de Manoel de Barros. Quero viver imersa na poesia, quero habitar esse mundo onde a palavra ressignifica tudo: o passado, o presente e até submete o futuro a uma linguagem.
Quero poesia correndo pelas veias, quero sangue transformado em palavra e desabafo em verso. Quero que isso seja aquilo, e que de lá pra cá eu chegue onde nunca fui.
Quero resgatar essa forma de vida onde a palavra me permite atingir o belo, enxergando flor onde há apenas asfalto.
Quero ignorar a lógica utilitária do mundo, para encontrar infância onde roubam minhas horas.
Jaqueline Bastos / Jaque Poesia
Eu penso em falar,
sou o que quer,
ajo como sou,
mas eu sou quem quer?
Me dita monstro,
Monstro não sou,
Mas monstro reconheço;
Pois dele sou vinda.
Seu jeito faz quem sou,
Sou triste pelo jeito,
Jeito esse sou,
De querer amor seu,
e não despeito.
Sou inocente,
sei que não sente,
mas sente quem eu sou,
E não acha coerente.
Amor sou,
Não sei do seu,
Mas sou mais,
Do que poderia dar.
Morte da Liberdade
Morte dos libertadores.
Deputados e Senadores fazem o assinado da democracia.
Alienação intelectual do novo conceito do monaquismo. Sera fim da existência social para que alguns indivíduos possam manter o poder? a qualquer custo. O Império da direita trás velhas convicções da ditadura.
Sera pilhar da Ditadura esta de volta.
Vamos voltar viver a repressão e a censura pública é nova apologia.
A direita com deepfakes e fakes news iram vencer o pensamento livre e crítico ira ser calado?
Eu preciso escrever um poema
Eu preciso de um poema.
Eu preciso escrever um poema de versos brancos,
que não se preocupe com rimas.
Eu preciso escrever um poema
que fale de amor sem dizer “eu te amo”.
Eu preciso de um poema.
Eu preciso escrever um poema
que não tenha travas,
que não tenha nada que me feche os olhos.
Eu preciso escrever um poema
que faça com que você enxergue
e que eu também possa enxergar.
E que eu possa ver o amor
nas coisas simples e banais do dia a dia.
Eu preciso escrever um poema
que não rime com nada,
só com alegria.
— Nildinha Freitas
... extremamente
reativa diante de uma possível
crítica — e demasiado dócil, vulnerável,
por efeito de um, ainda que falso,elogio...
Assim se afigura a nossa
geração!
O Quase Perfeito do Amor
Eu perco o ar ao falar de amor.
Você deveria ceder antes.
Tivemos paz, vivemos um romance.
Nada que envolva o amor é supérfluo.
Aquele nosso quadro fala —
ele narra a sujeira do desamor
e mostra que só o amor prospera.
Era um laço que jamais sangraria.
De mãos dadas, éramos bem-amados.
Sou um homem, mas, às vezes,
carrego pensamentos que julgo femininos, talvez eu esteja tomado
por uma ideia de amor mais que perfeito.
Eu só quero ser amado.
E ainda me choca pensar
que alguém de confiança
possa estar te traindo.
O que poderia dizer para ter aquilo que mais preciso? Se tudo o que quis foi o que perdi, e a dor se somou ao partir do que se fez insubstituível? Onde encontro a presença que o fogo da alma tanto almeja? Para onde vão os sonhos que nunca são vividos, e as palavras perdidas entre pensamentos e memórias?
Quero tudo agora! Imediatista e impulsiva, sigo trilhando caminhos tortos. Sinto a chama, aos poucos, queimar o que resta. Acendo a vela, mas não sou do tipo que faz preces, ao mesmo tempo em que não posso proferir o que mais quero. É estupidez, ou há nisso tudo algum sentido? Para o coração, é melhor parar ou seguir batendo nesse ritmo perdido, porém que nunca cessa?
- Marcela Lobato
