Coleção pessoal de testeteste123
A imensa maioria de quem vive com transtornos mentais só busca paz e respeito, mas acaba ferida por uma sociedade que confunde dor com ameaça.
Reduzir quem enfrenta a esquizofrenia a um rótulo violento é o reflexo de um preconceito cego que prefere inventar monstros a estender a mão.
Julgar alguém por suas ideias ou por sua saúde mental é a prova de como o preconceito cega e impede as pessoas de enxergarem o ser humano que existe por trás do rótulo.
A ignorância transforma a dor do outro em motivo de chacota, mostrando que a verdadeira doença da humanidade é a falta de compaixão.
Mentes brilhantes e sensíveis muitas vezes são chamadas de "estranhas" por uma multidão que prefere a superficialidade ao respeito pela singularidade alheia.
Discriminar quem pensa ou sente diferente não torna ninguém superior — apenas revela a pequenez de uma sociedade que rejeita o que não consegue entender.
A maioria das pessoas com esquizofrenia não quer fazer o mal a ninguém; elas apenas lutam diariamente contra a dor de serem incompreendidas por um mundo intolerante.
A verdadeira crueldade está em pisar em quem já carrega uma dor invisível, transformando uma condição de saúde em motivo de humilhação.
Quem rotula quem tem esquizofrenia como "louco" ou "perigoso" desconhece a realidade e prefere a ignorância do preconceito ao acolhimento da empatia.
Na cintura, galáxias e nebulosas
repousando no Rio Mackenzie;
da tua boca quero a seiva de bordo
para adoçar-me por inteira...,
para rezar-me como prece perfeita.
Com todos os ritmos canadenses,
do jeito que você vier,
será o melhor de todos os presentes;
abraçarei tudo teu intensamente.
Transmutar você à distância é
algo que, com astúcia, você captou.
Imagina como será pele com pele:
farei-te flutuar como ninguém ousou.
Não escrevo ou falo nada daquilo
que não posso sustentar;
se correrei perigo contigo,
é exatamente nele que vou me abrigar.
Não há um só dia que eu não
busque a sua atenção para chamar;
não existe nenhuma receita pronta
para o amor e o coração entregar.
Cansados de ter o peito rasgado, os bons fecham as janelas da alma para não verem a tempestade do desprezo lá fora.
Deixamos a luz apagar, e no escuro da nossa própria ignorância, passamos a tropeçar e a ferir uns aos outros sem qualquer piedade.
É doloroso ver que a empatia virou um luxo raro, enquanto a maldade se tornou o hábito banal de todos os dias.
Feriram a bondade até que ela pedisse silêncio, e agora o mundo se assusta com a frieza que ele próprio cultivou.
A verdadeira solidão da nossa era é sentir demais em meio a uma multidão que decidiu não sentir mais nada.
