Coleção pessoal de testeteste123
"O verdadeiro sucesso não é apenas chegar ao topo, mas sim inspirar os outros com a luz que você acendeu durante a subida. Transforme sua jornada em um farol e nunca pare de iluminar. O mundo precisa da sua melhor versão.
Não te quero como dependente,
desejo-te como território livre,
tão livre que escolha ficar ou ir,
e que só possa morar o amor
até quando pensar em desistir.
Tal qual as petúnias-nativas
nas encostas serranas do sul a escalar,
e pelos campos de planalto
a me espalhar, pouco a pouco,
em ti tenho feito o meu lugar.
O solstício de inverno dança
hoje sobre o Hemisfério Celestial Sul,
Rendo-te a sagração inaugural,
por perceber a aproximação primal,
é inexplicável sentir pairar o inevitável.
Imparável diariamente tem sido
ler os olhos e os detalhes bonitos,
em todos tenho-me reconhecido,
e em vez de sentir inquietação:
sinto tudo muito mais tranquilo.
Era uma vez uma linda borboleta azul. Suas asas brilhavam sob a luz do sol como pequenas joias vivas, e ela adorava voar pelos campos, jardins e bosques, admirando a beleza do mundo.
Em um de seus passeios, avistou ao longe um escorpião caminhando sozinho. Curiosa e gentil como era, aproximou-se para cumprimentá-lo.
O escorpião ficou surpreso. Nunca antes uma criatura tão bela havia demonstrado interesse em sua companhia. Acostumado ao medo e à rejeição, ele não entendia por que aquela borboleta desejava estar perto dele.
- Olá - disse a borboleta com um sorriso. - Posso caminhar com você?
O escorpião, sem esconder o espanto, aceitou.
A partir daquele dia, os dois passaram a passear juntos. A borboleta voava lentamente para não deixar o amigo para trás, enquanto o escorpião caminhava com rapidez para acompanhá-la.
Com o passar do tempo, o escorpião começou a mudar alguns hábitos. Mantinha o ferrão recolhido e imóvel sobre as costas, como se quisesse mostrar que não representava perigo. Parecia até que não possuía ferrão.
A borboleta o levava para conhecer lugares encantadores. Juntos atravessavam jardins coloridos, seguiam por caminhos floridos e observavam o pôr do sol nas avenidas arborizadas.
Para o escorpião, aqueles momentos eram preciosos. Pela primeira vez em sua vida, sentia que alguém gostava dele de verdade.
Até então, conhecera apenas a solidão.
Todos fugiam ao vê-lo. Ninguém desejava sua amizade. O medo que inspirava era maior do que qualquer qualidade que pudesse ter.
Mas a borboleta azul era diferente.
Ela enxergava além da aparência e não demonstrava receio algum. Sua confiança fazia o escorpião sentir-se aceito, algo que jamais havia experimentado.
Os dias passaram, e a amizade entre os dois parecia cada vez mais forte.
Porém, certa noite, algo inesperado aconteceu.
Como de costume, a borboleta adormeceu ao lado do escorpião.
A noite estava silenciosa. Apenas o som suave do vento atravessava as folhas das árvores.
Foi então que o escorpião sentiu um estranho impulso.
Seu ferrão começou a se mover lentamente.
Ele tentou detê-lo.
Lutou contra aquele movimento.
Mas, pouco a pouco, o ferrão ergueu-se sozinho, aproximou-se das delicadas asas da borboleta e a atingiu.
A borboleta despertou imediatamente, tomada por uma dor intensa.
Assustada e com lágrimas nos olhos, olhou para o amigo e perguntou:
- Você sempre foi tão gentil comigo. Por que me feriu?
O escorpião abaixou a cabeça.
Tomado pela tristeza e pelo arrependimento, respondeu:
- Eu não queria fazer isso. Mas é da minha natureza. Tentei controlar meu instinto, porém não consegui.
Aquelas palavras machucaram quase tanto quanto a ferroada.
Com grande esforço, a borboleta afastou-se.
Mesmo sentindo dor, abriu as asas e começou a voar.
Voou para longe.
Voou enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto.
Voou sobre jardins, campos e rios, até que a distância entre ela e o escorpião se tornou impossível de medir.
Com o tempo, a ferida cicatrizou.
A dor diminuiu.
A vida seguiu em frente.
Mas a lembrança daquela noite jamais desapareceu completamente.
Desde então, a borboleta aprendeu uma lição difícil: por mais que exista bondade e afeto, algumas criaturas não conseguem vencer a própria natureza.
E, embora tenha conseguido superar a ferroada, a borboleta nunca mais voltou a se aproximar de um escorpião.
“Compreender a voz do silêncio é aceitar que a verdadeira revolução não ocorre no mundo exterior, mas no polimento contínuo de nossa própria lente. Ao honrar o ritmo de nossa essência, transmutamos a angústia em discernimento, transformando a existência em um testemunho de propósito.”
Na tarde nublada de domingo o crepúsculo derrama vinho púrpura sobre os ombros fatigados do horizonte. Não havia tristeza, apenas uma tarde que tardava todos os sonhos, mas não diria que todos, pois eram numerosos e sempre surgiam novos. A saudade possuía o perfume azul das distâncias impossíveis e eu me lembrava de quem quero bem, mas não sentia vontade de vê-lo. A melhor maneira de lidar com o passado é lembrando e deixando passar. O silêncio caminhava descalço pelos corredores da imensidão e eu diria que a vida é infinita nas incontáveis estradas de caminhos de lírios, margaridas e orquídeas vastas a ocupar o tempo da memória. E nasciam antúrios na lua que bordava rendas de prata nos cabelos da lógica. Eu mastigava lentamente o dia e não havia lamento maior que o vazio, mas isso é arte de domingo. O vento folheava as páginas de meu rosto e escrevia livros de longas histórias anônimas. Eu lacrimejava, porque o céu bebia o melancólico néctar do entardecer. Eu vivia a aurora despertando sinos entre as flores. O amor era uma estrela atrasada iluminando ruínas de primavera, no oceano que escondia relâmpagos adormecidos sobre sua pele de safira. À dezesseis horas eu te esperei, mas você não veio. E não vinha há cinco anos. Cai a chuva escrevendo cartas transparentes nas janelas do esquecimento. E eu fiz para você um chá, que esfriou na xícara. Como demoram as visitas. O destino tecia fios de ouro no acaso da cidade. Difícil se encontrar em uma cidade sem esquinas. A tristeza florescia como uma rosa violeta nos jardins dos desencontros. Mas eu estava apática, mas feliz, porque o universo respirava através do orvalho da noite. A saudade é um pássaro transparente preso à gaiola e eu rejeitava, já que eu amava a liberdade. A solidão vestia um manto amarelo e eu me imaginava em um campo de girassóis. Eu acho que eu nasci mesmo foi para ser feliz. As gaivotas no céu são livres e voam os passarinhos. Um dia hei de ter asas e esquecer as visitas em casa, se me amo mais que o próprio mundo. Eis meu pensamento mais profundo.
A intuição é uma mensagem silenciosa do espirito ancestral para a mente, avisando que nem tudo que vemos por aparência ou achamos pelo raciocino logico, é real. Em si é um sentido a mais imaterial que nos revela de forma sutil o que é verdade sem ilusões e maquiagens, prudentemente devemos ouvi la e segui la sempre, a cada momento por todos os passos de nossas caminhadas.
Viver a vida como uma grande missão é o que faz grande diferença, quando há uma forte disposição para se ir adiante, em termos de progresso pessoal.
A verdadeira sensação de bem-estar não depende do acúmulo de riquezas. A paz de espírito, a saúde física e emocional, os vínculos afetivos e o contentamento com a própria existência são os verdadeiros pilares da Felicidade. P.G
O Diálogo com o Tempo
O tempo me pediu uma pausa.
Eu disse não.
Ele me sussurrou:
— Por quê?
Eu respondi:
— Já esperei demais.
Então, ele me abraçou com o vento e disse:
— Use o tempo que lhe resta.
E aqui estou, seguindo em frente.
Em ritmo de festa.
Carregando mais amor.
E mais compreensão.
Mas, acima de tudo, valorizando o meu não.✯
"Os sonhos tornam-se possíveis quando a coragem de acreditar em si mesmo é maior do que o medo de caminhar sozinho."
Os intensos não gostam de nada morno, ou vem pra ser inesquecível e fazer história ou nem tenta antes do toque...
