Coleção pessoal de testeteste123

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O experimento mental e elegante,
acopla sutilmente o mútuo gradiente
à livre termodinâmica simplesmente.


De tudo o que induz ao anfoterismo,
reajustando os desejos às leis
que regem o Universo e o destino,
porque sentimos de longe o caminho.


Sem largar mão da primeira atração
do instante que nos conhecemos,
para a nossa implacável preservação.


Amar tem sido a decisão desde
o momento que nos vimos,
Como uma visão sem explicação
embaladora para o coração.


Tenho me visto sem cessar contigo
como tivéssemos antes vivido
a delicada florada do araçá-rosa
em alguma encosta do litoral.


Se é poética alucinação, não sei,
se for de verdade, que o amor
se torne lei universal e entre nós grei.

Quanto mais contemplo a imensidão do universo, mais me assombra o fato de que Deus ainda encontre espaço para habitar um coração tão ferido quanto o meu.

O que achei depois da ilusão


Esta não é uma carta de prosperidade.
Não é um relato de vitória.
Não é uma narrativa otimista construída para convencer alguém de que tudo acontece por uma razão ou de que, no final, tudo ficará bem.
Não sei se ficará.
Escrevo de um intervalo.
Um espaço estranho entre quem fui e aquilo que ainda não sei nomear.
Durante muito tempo acreditei que estava vivendo minha própria vida.
Hoje suspeito que apenas executava uma sequência de instruções herdadas.
Estude. Trabalhe. Produza. Conquiste. Resista. Suporte.
E eu suportei.
Suportei tanto que transformei o peso em identidade.
Passei a admirar minhas cicatrizes mais do que minhas necessidades.
Confundi exaustão com virtude.
Confundi utilidade com valor.
Confundi sobrevivência com existência.
Fui o homem que carregava.
O homem que resolvia.
O homem que seguia.
O homem que sempre encontrava uma forma.
Mas ninguém me perguntou se eu ainda queria carregar aquilo tudo.
Nem eu.
Talvez porque algumas perguntas sejam perigosas demais.
Elas não derrubam apenas respostas.
Derrubam estruturas inteiras.
Então o abismo apareceu.
Não como um monstro.
Não como um inimigo.
Mas como um espelho.
E pela primeira vez percebi algo perturbador:
eu não estava com medo do abismo.
Estava com medo do que descobriria sobre mim ao olhar para dentro dele.
Porque durante anos me tornei especialista em observar o mundo.
Analisei sistemas.
Pessoas.
Comportamentos.
Estratégias.
Falhas.
Mas havia uma região inteira de mim que permanecia interditada.
Uma caverna onde escondi desejos.
Medos.
Raivas.
Carências.
Sonhos abandonados.
Partes de mim que não cabiam na narrativa do homem forte.
E quando aquela porta começou a abrir, tudo entrou em conflito.
A carreira.
Os relacionamentos.
As crenças.
A espiritualidade.
A identidade.
A própria ideia que eu tinha sobre quem era.
Descobri que saber meu nome não responde quem sou.
Saber meus gostos não responde quem sou.
Saber meus objetivos não responde quem sou.
Nem mesmo minhas conquistas respondem.
Porque existe um ponto da existência onde o currículo perde valor.
Onde a performance social perde força.
Onde os títulos deixam de explicar a alma.
E foi exatamente ali que me encontrei.
Ou talvez tenha sido exatamente ali que me perdi.
Ainda não sei.
Só sei que algo morreu.
Não fisicamente.
Mas simbolicamente.
Morreram versões de mim que eu jurava serem definitivas.
Morreram certezas.
Morreram personagens.
Morreram narrativas que me mantiveram funcional por anos.
E quando a poeira baixou, restou apenas o silêncio.
Um silêncio pesado.
Incômodo.
Sem promessas.
Sem aplausos.
Sem distrações.
Foi então que percebi que minha solidão não era ausência.
Era convocação.
Ela não queria me punir.
Queria conversar.
Queria que eu sentasse diante dela sem telefone, sem trabalho, sem justificativas e sem fuga.
Queria me apresentar a alguém que passei anos evitando.
Eu mesmo.
E essa conversa continua acontecendo.
Nem sempre de forma gentil.
Nem sempre de forma bonita.
Às vezes ela chega como revolta.
Às vezes como vergonha.
Às vezes como tristeza.
Às vezes como uma pergunta simples que destrói uma semana inteira:
"Se ninguém esperasse nada de você, quem você escolheria ser?"
Ainda não tenho a resposta.
Mas pela primeira vez parei de fingir que tenho.
Hoje compreendo algo que antes me ofendia:
a consciência tem um preço.
Toda visão ampliada dói.
Toda lucidez cobra.
Toda verdade exige espaço.
Porque enxergar não é ganhar conforto.
É perder ilusões.
E nenhuma ilusão abandona o palco sem resistência.
Por isso não escrevo esta carta como alguém que venceu.
Escrevo como alguém que despertou.
E despertar não é um momento glorioso.
É um processo brutal.
É perceber que algumas das grades eram feitas pelas próprias mãos.
É descobrir que parte do sofrimento vinha das correntes que chamávamos de identidade.
É admitir que certas escolhas eram abandono disfarçado de responsabilidade.
Hoje caminho sem muitas respostas.
Mas com menos mentiras.
E isso precisa bastar por enquanto.
Não sei exatamente quem me tornarei depois desta travessia.
Mas sei quem não consigo mais continuar sendo.
Talvez esse seja o verdadeiro começo.
Não a certeza.
Não a paz.
Não a iluminação.
Mas a coragem de permanecer acordado enquanto tudo aquilo que era falso desmorona.
E continuar olhando.
Mesmo quando o abismo devolve o olhar.

Sobre filhos


Criar um filho dói, dá trabalho, exige o tempo que as vezes não se tem.
Mas, o salário disso vem quando você olha e pensa valeu a pena, tem um homem ou uma mulher de bem, prontos para a jornada da vida.

O arrependimento é uma espécie de fantasma: não grita, não corre, não ameaça. Apenas senta ao nosso lado nas madrugadas e nos obriga a lembrar.

1970 📜 " 'Desta janela vejo a dela, onde ela habita'. Não, esse verso não é de Minha Autoria. É do Jurandyr, aquele Talentoso Menestrel. Bom que é dele. Pena que não é Meu... Mas bom que é dele, repito!"

Quem aprende a enxergar a grandeza nas pequenas coisas descobre que a felicidade está presente, a alegria é vivida no instante, e o amor é a força que governa a essência da vida.

1969 📜 "Disseram-me que uma das razões de o Maestro Brasileiro ser também grande letrista (além de músico excelente) é porque ele tinha mania de ler Dicionários, ao bel prazer, sem objetivo específico, só por prazer... Com isso, tinha vocabulário variado. Está explicado, portanto!"

O Jardim dos Nossos Encontros

Hoje acordei contigo, lembro de agradecer e me entregar a Ti, Senhor.

Antes que eu despertasse para o dia,
Tu já velavas por mim.
Antes que eu pronunciasse qualquer palavra,
teu amor já me sustentava.

Por isso agradeço.

Faço planos para o caminho,
mas descanso o coração,
pois aprendi que os teus pensamentos são mais altos que os meus
e que teus caminhos sempre me conduzem ao que é melhor.

Durante o dia, Tu caminhas comigo.
Nas tarefas simples,
nas alegrias discretas,
nas lutas que ninguém vê.
E, quando a noite chega,
descanso em teus braços,
certo de que continuas cuidando de tudo.

Nossos encontros são passeios pelo jardim.

Ali o tempo perde a pressa.

Caminhamos entre árvores e flores,
ouvindo os pássaros cantarem louvores ao Criador.
O vento suave atravessa os caminhos,
e tua voz encontra abrigo no silêncio da minha alma.

Às margens da fonte,
vejo o reflexo do meu rosto sobre o brilho das águas
e me recordo de quem sou:
obra das tuas mãos,
alvo da tua graça,
filho do teu amor.

Nossas conversas são como água fresca para a alma sedenta,
como sombra em um dia de calor,
como brisa que acalma o coração cansado.

Então seguimos caminhando,
pelos montes e pelos vales,
sem ansiedade,
sem medo,
porque tua presença transforma qualquer caminho em lar.

E quanto mais caminho contigo,
mais compreendo que a verdadeira paz
não é a ausência das tempestades,
mas a certeza de que nunca caminho sozinho.

Por isso continuo contando os dias.

Não porque estejas distante,
mas porque aguardo o grande encontro,
quando toda lágrima será enxugada
e caminharemos para sempre
no jardim restaurado da tua presença.

Até lá,
cada amanhecer será um reencontro,
cada oração será uma caminhada,
e cada passo ao teu lado será uma lembrança
de que a eternidade já começou no coração
daquele que aprende a andar com Deus.

Quão saboroso é o gosto da verdade!


Foi com essa mesma apreciação por ela que o refinado Humberto Rohden, ao explicar a famosa frase de Gandhi — “A verdade é dura como o diamante e suave como a flor de pessegueiro” — ensina que o teor da verdade, no início, é duro, quase indigerível.
O seu limiar, isto é, seu prólogo, assemelha-se a algo amargo, como o absinto ou o fel. Porém, o seu final, isto é, seu epílogo, é suave como a pétala de uma rosa — agradável ao paladar, doce como o mel ou como a cana-de-açúcar.
É por isso que não se deve rejeitar a dureza da verdade; pois o seu desfecho é sempre recompensador.




Às 08:55 in 23.06.2026

Autenticidade expõe,
E evidencia as máscaras,
Muitos não gostam dessa sensação.

Voltar ao começo não é caminhar para trás. É ter coragem de encontrar, entre os escombros, a versão de nós mesmos que ficou esperando para ser amada.

Há pessoas que partem da nossa vida, outras permanecem para sempre, mesmo depois de irem embora, assombrando os cômodos vazios da memória.

Passei anos tentando decifrar a vida como um problema matemático, até descobrir que as equações mais difíceis eram aquelas escritas pelas ausências que deixaram cicatrizes em meu peito.

Precisamos implantar com urgência cotas para mulheres cis e trans negras e brancas para combater a desigualdade de gênero, a misoginia e a escravidão moderna. Precisamos de mulheres professoras, médicas, policiais, diplomatas, juízas, promotoras e desembargadoras com salários compatíveis com a competência de cada mulher.

MEU DEUS


A vida é este palco de contrastes, onde a alma se esculpe no fogo da experiência e a luz procura o seu lugar entre as sombras das nossas próprias fragilidades. Somos, nesta travessia, matéria que aspira ao transcendente — carne que chora e espírito que se levanta, numa luta desmedida onde cada escolha é um traço no desenho do nosso destino.
​O equilíbrio é a arte fina de ajustar a balança entre o tempo que foge e a eternidade que nos habita. Nas guerras que travamos — sejam elas o ruído do mundo ou o silêncio das nossas batalhas internas —, reconhecemos que o ambiente nos molda, mas é a Vossa vontade que nos sustenta. Entre hábitos, vícios e a condição humana que nos aprisiona, reconhecemos a nossa pequenez diante da Tua imensidão.
​Elevo, portanto, a voz nesta prece de conexão e humildade: sede misericordioso. Libertai-nos das amarras que teimam em obstruir o caminho, transformai a nossa fraqueza em força, pois sabemos que, em Vós, a seiva da vida corre e tudo frutifica.
​Que cada novo despertar seja uma renovação do compromisso com o amor puro. Que possamos ser unos na partilha, instrumentos vivos da Tua causa, guiados pelo discernimento necessário para trilhar os bons caminhos. Abençoai esta jornada, para que ela seja, em si mesma, uma obra de arte dedicada ao Teu serviço, onde a união prevaleça e o Vosso amor seja a nossa única e verdadeira bússola.
​Que assim seja, na arte e na vida, em cada compasso desta existência.

As cotas de cinquenta por cento para mulheres cis e trans negras e brancas nos vestibulares e em concursos públicos deveriam ser implantadas com urgência, pois a escravidão moderna, o tráfico de mulheres e a misoginia destroem todos os dias os sonhos de muitas meninas e mulheres.

Se você está cansado de gente fdp, não seja mais um. O mundo já tem pessoas demais destruindo; seja alguém que constrói, respeita e faz a diferença.
Lourenco@Cris

Mãe, você me deu a vida, me alimentou, me aqueceu quando tive frio e me ensinou os primeiros passos e as primeiras palavras. Ensinou-me a ter dignidade, a amar a Deus e a respeitar as pessoas. Mostrou-me a beleza do mundo e sempre disse que, no final, tudo daria certo. Não me ensinou que existem pessoas ruins e que nem sempre podemos confiar. Como poderia? Você era um anjo, e os anjos não conhecem a maledicência, a maleficência nem a malevolência. Você me ensinou a amar, a ter fé e a acreditar no bem. O resto, aprendi sozinha. E, mesmo quando a vida me mostrou suas sombras, os valores que você me deixou foram maiores. Hoje sei que o bem continua valendo a pena, porque o amor, a dignidade e a fé que recebi de você são a luz que me guia e me fazem acreditar que, no final, tudo realmente dará certo.
Lourenco@Cris

"Se isso tudo não estivesse acontecendo com a humanidade, e se as profecias não estivessem sendo revelada, poderia dizer que a palavra de Deus era mentirosa. Mais Deus é verdadeiro!"