Coleção pessoal de testeteste123
A maldade não tira Fotografia
VANDERSON NETO DE CARVALHO
O Retrato do que a Lente Não Vê
A lente foca a pose, o riso arranjado,
O contorno perfeito do instante ensaiado.
Mas o olho que observa além da moldura
Sabe que a pele esconde a fratura.
Porque o peito é terra de mistério e via,
E a maldade, meu amigo, não tira fotografia.
Ela não posa para o flash, não deixa sinal,
Muitas vezes se veste de abraço cordial.
Assim como a mágoa que cala e corrói,
Que no silêncio da alma destrói e desfaz o herói.
As pessoas negam, erguem muros de gesso,
Com medo de ver seu próprio avesso.
Mas ler o outro não é apontar o erro ou a dor,
É oferecer o espelho com as mãos do amor.
É antecipar o passo de quem vai tropeçar na própria sombra,
E estender a palavra que acolhe e desmancha a afronta.
Pois engolir o que queima na alma adoece o viver,
E o monstro criado no escuro só faz a distância crescer.
Às vezes, o peso que o outro carrega no peito sofrido
Era apenas a pressa de um mal-entendido.
Sejamos o sopro que limpa a vidraça embaçada,
A voz que liberta a mágoa que estava guardada.
Que a palavra seja ponte, e nunca barreira ou conflito,
Para que a gente escute o que o outro chora no mito.
Pois a vida só cura, e o peito só volta a ser leve,
Quando a alma deságua... e a imagem se atreve.
"O amor que dói em silêncio"
O amor que dói não grita,
mora no silêncio entre dois corpos,
na palavra que não se diz
e no beijo que não se deu.
É a falta que ocupa o peito
como um móvel antigo e pesado,
o amor que não pode ser vivido
e ainda assim insiste em doer.
Que sejamos sempre esse misto de amor e desejo, onde a pele implora pelo toque, o fôlego falta na antecipação do beijo e cada centímetro do seu corpo se torna o mapa que eu quero explorar, sem pressa.
_Enzo Ruchell_
" Hoje, em meio aos pedaços do meu coração, a saudade do nosso amor, que você dizia ser verdadeiro, veio a minha alma. E com ela, pensamentos juntos vieram me atormentar. Já estou castigada com a solidão que você deixou em meu coração, não diga que não, pois sabe o quão doloroso é a dor de uma separação. "
Senhor, meu Deus, a ti me achego na quietude das madrugadas,
quando os meus olhos repousam sobre a tua Palavra.
Pois só tu refrigeras a alma que em angústia se consome;
só em ti a minha sede encontra fonte.
Por que te perturbas, ó minha alma, e te abates dentro de mim?
Quem dera as dores deste mundo chegassem ao seu fim.
Como hei de andar tão vazio, sabendo que tu és o Senhor,
e que velas, noite e dia, sobre os teus filhos com amor?
Fraco eu sou, e de mim mesmo nada tenho;
busquei nas coisas vãs um descanso que não vinha,
e o que prometia encher-me, vazio me deixou.
Por isso, pelo teu amor, ó Deus, envolve-me em teus braços:
como o sol abraça a terra com o seu calor,
abraça-me com a tua presença, ó meu Senhor.
Enche-me das tuas boas-novas,
pois só tu tens palavras de vida eterna.
Graças te dou, ó Pai, porque comigo estás,
ainda que o corpo desfaleça e a alma chore.
Creio nas tuas obras; creio em teu Filho, Jesus;
creio que o teu Espírito, dia após dia,
sobre mim derramará o seu santo óleo.
A ti, ó Deus, Criador dos céus e da terra,
sobem as minhas súplicas:
recebe-as, Senhor, e traze paz ao meu coração.
O Visitante
Há quem entre
sem fazer barulho.
E, ainda assim,
desorganize a casa inteira.
Toca nas paredes,
elogia a luz,
senta à mesa,
fala como quem pretende ficar.
Depois rareia.
Não vai embora de uma vez.
Seria honesto demais.
Vai sumindo aos poucos,
como quem espera
que o silêncio faça o trabalho
sujo.
A casa observa.
Não cobra.
Não chama.
Não implora.
Só aprende.
Porque há presenças
que não quebram nada,
mas deixam tudo mais frio.
E no fim,
o que pesa não é a partida.
É lembrar que alguém soube
entrar
e ainda assim
não teve coragem de
permanecer.
A fenomenologia me ensinou que Deus não é um conceito a ser provado — é uma experiência a ser vivida antes de ter nome.
O Visitante II
Depois que a casa aprendeu,
nunca mais abriu a porta
com as duas mãos.
Agora,
quem entra
já encontra o chão gelado,
as luzes apagadas
e uma cadeira vazia
posta no lugar certo:
longe demais
para parecer convite.
Há pessoas tão monótonas
que nem chegam como tempestade.
Chegam como poeira.
Sentam,
falam pouco,
prometem nada,
mas ainda assim
ocupam espaço
como móveis velhos
em cômodos que já pediam fogo.
Eu sempre soube.
Só não dizia alto
porque há verdades
que ficam mais bonitas
quando provadas
pelo próprio desaparecimento
dos outros.
No fim,
ninguém me surpreende.
Apenas confirma.
Uns rareiam.
Outros somem.
Alguns fingem delicadeza
enquanto deixam a lâmina
em cima da mesa.
Mas todos,
absolutamente todos,
partem do mesmo jeito:
fazendo silêncio
como se o silêncio
não tivesse digitais.
Eu vi.
Vi quando a presença
começou a virar intervalo.
Vi quando a palavra
perdeu peso.
Vi quando o cuidado
ficou preguiçoso.
Vi quando o “perfeito”
já vinha vestido
de despedida.
E ainda assim,
não pedi explicação.
Porque pedir clareza
a quem vive de sombra
é oferecer vela
a um túmulo.
A casa não corre mais
atrás de visitante.
Não limpa pegadas.
Não guarda copo.
Não espera retorno.
Deixa a poeira assentar
e aprende o nome
de cada ausência.
Há gente que se acha mistério,
mas é só repetição
com perfume barato.
Há gente que se acha perda,
mas era só tempo
escorrendo pelo ralo.
Há gente que pensa
que deixou saudade,
quando deixou apenas
uma prova:
eu estava certo.
Sempre estive.
E se um dia perguntarem
o que aconteceu,
direi sem raiva,
sem saudade,
sem brilho nos olhos:
nada.
Só mais alguém
entrou numa casa
que não merecia conhecer
e saiu pequeno demais
para virar lembrança.
Porque, no fim,
o que assusta não é perder pessoas.
É perceber
que algumas nunca tiveram altura
para serem chamadas de perda.
Você despertou em mim uma sede louca de explorar cada detalhe seu, sem pressa e sem limites. Que essa chama nos consuma sempre, porque a melhor parte de mim desperta quando me perco completamente em você.
_Enzo Ruchell_
A vida terrena é a potência do amor divino; a morte é o ato que a atualiza na eternidade.
Reno Fioraso
Um homem mudou a história: Barnabé.
Ele deu chance a Paulo, o rejeitado.
Resultado? Milhões salvos.
Dê chance ao jovem do seu lado.
Amanhã ele pode ser o Paulo da nossa geração.
`At 9:27`
A vaidade cega os olhos;
o orgulho endurece os ouvidos.
Ai daquele que rejeita a correção e permanece nesse caminho.
—
#Pv16:18 #Is5:21
Entre caminhos que a vida desenhou,
Procuro entender o que ficou.
Cada escolha muda a direção,
Mas não apaga a voz do coração.
O tempo leva, o tempo traz,
Ensina a perder e a encontrar a paz.
Mesmo distante do que sonhei,
Ainda acredito no amor que plantei.
Se houver coragem pra recomeçar,
Nenhuma barreira vai nos separar.
Quando a esperança teima em permanecer,
Sempre existe um motivo pra viver.
Nem toda resposta chega na hora,
Às vezes a vida pede calma agora.
Cada momento tem seu próprio valor,
Até os erros nos ensinam o amor.
As cicatrizes vêm nos fortalecer,
Quem escolhe amar de coração aberto
Nunca deixa de de fato crer,
E sabe que o caminho certo é estar perto.
Se o amanhã vier, eu vou sorrir,
Se ele demorar, eu vou esperar.
Pois quem guarda a verdade em si
Sempre encontra um jeito de continuar.
A vida é feita de escolhas e cor,
E cada instante tem o seu valor.
No fim de toda essa caminhada,
Só permanece a alma lavada.
Mesmo quando o tempo mudar,
Minha esperança vai permanecer.
Porque o maior dilema do existir
É deixar de amar e não viver.
Do hábito nasce o costume;
Do costume, o pecado;
Do pecado, a rebeldia;
Da rebeldia, a reprovação;
Da reprovação, a condenação.
Mas quem se arrepende de tudo isso,
encontra o perdão. `1Jo 1:9 | At 3:19`
