Coleção pessoal de pensador

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⁠Você pode dizer que eu me afastei de você, mas você também se afastou de mim. Então, eu não entendo de onde vem toda essa raiva, mas se você quiser conversar, sabe onde me encontrar.

⁠Mallory, não sei o que está acontecendo, mas estou aqui. Eu tenho estado aqui...

⁠Foi você quem me disse que a Kate sumiu, lembra? Na época, parecia que você era a única pessoa que sabia, antes de qualquer outra pessoa... Como foi isso?

Eu fiquei viciada na adrenalina que isso me trazia...

⁠Eu preciso te perguntar uma coisa, e você precisa me dizer a verdade. Jeanette, quantas vezes você já esteve nesta casa?

Não há tantas coisas que importam, mas que as importam, importam mesmo, e essas são as relações próximas, a capacidade de manter relações com os outros, de sermos próximos e vice-versa.

A morte apanha-nos sempre de surpresa. Mesmo estando muito preparados para ela, a ideia de que aquela pessoa deixa de existir, que nunca mais a vamos ver, sente-se uma culpa ou um desespero, ou as duas coisas juntas.

O trajeto entre o nascimento e a morte faz-se de forma diferente se tivermos a capacidade de rir.

O caos é mais divertido do que a ordem. Todas as coisas têm um lado divertido.

O humor retira peso às coisas. Não é por acaso que, sempre que há uma tragédia, no dia seguinte já há piadas sobre a tragédia. Rir alivia o problema, torna-o mais manejável e, por isso, mais humano.

As pessoas são lindas. Esculturais. Paródias e tragédias de si mesmas. Uma grande democracia de criaturas...

Parece que o circo já saiu da cidade, mas os palhaços ainda estão aqui.

Ninguém está verdadeiramente a salvo do fracasso.

Como é sentir falta de alguém? Bom. E ruim. É uma dor que te traz alegria.

Não há nada. Apenas a escuridão primordial, aconchegante.

Seu silêncio começara como uma proteção, mas ao longo dos anos se transformou em algo quase opressivo, algo que o controla, em vez de ser o contrário. Agora não consegue mais se desvencilhar dele, mesmo quando quer.

Às vezes parecia que tinha medo de tudo, e isso era algo que odiava em si mesmo. Medo e ódio, medo e ódio: muitas vezes aquelas pareciam ser as únicas características suas. Medo de todo mundo; ódio de si mesmo.

O único segredo da amizade, acredito eu, é encontrar pessoas melhores que você, não mais inteligentes, não mais bacanas, mas sim mais bondosas, mais generosas e mais piedosas, e tentar dar ouvidos a elas quando dizem algo sobre você, não importa o quanto seja ruim, ou bom, e confiar nelas, o que é a coisa mais difícil. Mas também a melhor.

Amizade era testemunhar o lento gotejar de tristezas, as longas crises de tédio e os triunfos ocasionais do outro. Era sentir-se honrado pelo privilégio de estar presente durante os momentos mais sombrios de outra pessoa e saber que você também podia ter seus momentos sombrios perto dela.

Havia momentos em que a pressão para alcançar a felicidade era quase opressiva, como se a felicidade fosse algo que todos deviam e podiam conquistar, e que qualquer tipo de concessão na busca por ela fosse, de algum modo, culpa sua.