Coleção pessoal de pensador
Eu tenho medo da pia, do ralo, dos azulejos, da calçada. Das criaturas que se levantam de manhã e seguem vivendo.
Sempre que eu tenho uma crise de pânico é como se eu fosse um saco de bolinhas de gude que alguém roubou e, na fuga, deixou cair. Pra que eu funcione, as bolinhas têm que se juntar. Mas juntar essas bolinhas não é tarefa fácil.
Tivemos que afirmar nossa dignidade com pequenos detalhes. Pequenos detalhes que dizem ao mundo que não somos invisíveis.
Todos nós tínhamos um pequeno sonho. E quando se tratava de sonhos, a gente tinha que continuar ralando.
O ódio suporta todas as coisas, acredita em todas as coisas, espera todas as coisas, suporta todas as coisas.
Se você ler os contos de fadas com atenção, perceberá que eles são principalmente sobre pessoas que não são heróis. Elas não têm poderes ou dons especiais. Freqüentemente, são desprezadas, intimidadas, espancadas, roubadas, passam fome... Mas descobrem que são mais fortes do que seus infortúnios.
Um verdadeiro amigo conhecerá o seu coração, e ouvirá o rugido das águas correndo e o vento distante sobre as montanhas na canção da sua cítara, sem a necessidade de você falar em voz alta.
Estudamos o passado para que possamos conhecer o futuro. Por que não estudar no exterior, para que possamos nos conhecer?
De qualquer forma, o fogo não importa. Haverá outros incêndios, meu amor, e sobreviveremos a todos eles.
Não há segurança em não saber as coisas, em evitar as verdades mais feias porque elas não podem ser enfrentadas. Existe apenas um pavor opressivo e assustador de que aquilo que ninguém lhe contou seja terrível demais para imaginar, e que assombrará o resto da sua vida quando você descobrir.
Ele estava percebendo que, em qualquer guerra, os vencedores podem ser tão destruídos quanto os vencidos. Eles ainda têm suas vidas, mas abriram mão de tudo para mantê-las. Sacrificam o que não percebem que possuem até que o tenham perdido. E assim o homem que pode vencer a guerra raramente consegue sobreviver à paz.
