Coleção pessoal de pensador
Somos a teia da vida. Somos a vida da Terra, interconectados, interligados com tudo o que existe. Somos um único corpo.
Tudo o que fazemos, falamos e pensamos mexe com a trama da existência.
Se não formos capazes de apreciar este instante, não seremos capazes de apreciar nenhum outro momento.
Somos todos sobreviventes de dinossauros e catástrofes, de guerras e extermínios. E sempre haverá quem sobreviva a todos nós.
Que corrijam nossas faltas e erros, que não os repitam e deem vida à sua própria vida.
Cada vez que percebemos nossos descuidos, erros, faltas, não podemos voltar e apagar o que aconteceu.
Mas podemos nos comprometer a não repetir o erro.
Há tantas possibilidades de ser feliz.
Há tantos instantes de bem-estar: encontrar uma rua, uma pessoa, descobrir ensinamentos, conhecer a si mesmo.
Talvez este último seja o verdadeiro estado de satisfação, esta a maior alegria – o autoconhecimento.
Podemos fazer de nossa vida uma semente de ternura, de inclusão, de cuidado e sabedoria, de compaixão e gratidão, e não de maldade, do fel amargo da inveja, do rancor, do ódio e terror.
É hora de despertar. Já não estamos mais no casulo que foi tão importante para nos gestar. Podemos abrir as asas e voar, livres e interdependentes, sendo o ar e a vida.
Já não sou quem fui há um instante. Li um livro, ouvi um pensamento diferente dos meus e morri para quem eu era. Renasci para um novo eu, que também não dura mais do que alguns milionésimos de segundo. Logo já sou outra, e nunca a mesma.
Estamos sempre nos despedindo de nós mesmos. Sem medo e sem pressa. Apenas indo. Chegamos e continuamos a ir.
Não faça o mal e não faça malfeito. Faça o bem, e a todos os seres, incluindo tudo e todos em suas ações, palavras e pensamentos.
Envelhecer não é apenas tempo de se lamentar, de relembrar, mas também de criar causas e condições para atingir o que ainda não foi atingido, individual e coletivamente.
Assim devem se sentir os velhos que nunca mudaram de cidade, ou de bairro. Pensam que conhecem os lugares, mas ao sair são eles os estrangeiros. Memória é só memória. Acreditamos que dominamos o mundo, e o mundo ri da nossa cara.
Pensei que, quando crescesse, teria mais respostas para as perguntas que me trouxeram até aqui. Mas sempre surgem novas. Crescer não nos dá mais respostas, nos dá mais lembranças.
Os fins de semana perdem o sentido sem os dias úteis. As férias e as viagens são mágicas porque finitas. É o fim das coisas que lhes dá valor.
As cidades, a pressa, a internet nos fazem esquecer que a vida acaba – é talvez por isso que a gente renuncia às sensações. O sentido da vida é sentir.
O amor não está em prêmios, objetos, prestígio, números numa conta, listas de países viajados. Ele mora nas sensações.
