Coleção pessoal de pensador
Sobrenatural é uma palavra para qualquer coisa que não se encaixe na sua compreensão atual do mundo.
Vocês, humanos, sempre pensam que estão destinados às coisas, à tragédia ou à grandeza. O destino é um mito. O destino é o único mito. Os deuses não escolhem nada. Você escolhe.
As crianças deixaram de ser crianças quando você colocou uma espada em suas mãos. Quando as ensinou a lutar uma guerra, em seguida as armou e colocou-as na linha de frente, eles não eram mais crianças. Elas eram soldados.
Querem proteger os poderosos. Querem nos calar, nos retirar daqui a qualquer custo. Querem nos dobrar, mas não vergaremos.
O sangue do passado corre feito um rio. Corre nos sonhos, primeiro. Depois chega galopando, como se andasse a cavalo.
Sua raiva dizia muito das dores da alma – e sobre estas ela não falou –, aquelas que demoram a curar, as que no meio das lembranças precisamos afastar com um gesto de negação para que não se abata sobre nós o desânimo.
O sofrer vinha das coisas que nem sempre davam certo, me fazia sentir viva e unida, de alguma forma, a todos os trabalhadores que padeciam dos mesmos desfavorecimentos.
Durante todos esses anos, somente quando estava só, e mesmo assim muito raramente, ousava dizer algo. Era um tipo de tortura que me impunha de forma consciente.
Era um arado torto, deformado, que penetrava a terra de tal forma a deixá-la infértil, destruída, dilacerada.
Não me interessava por suas aulas em que contava a história do Brasil, em que falava da mistura entre índios, negros e brancos, de como éramos felizes, de como nosso país era abençoado.
