Coleção pessoal de pensador

13161 - 13180 do total de 51652 pensamentos na coleção de pensador

Meu grito

Meu grito é estertor de um rio convulso…
Do Nilo, ah, do Nilo é o meu grito…
E o que me dói é fruto das raízes,
ai, cruas cicatrizes!,
das bruscas florestas da terra africana!

Meu grito é um espasmo que me esmaga,
há um punhal vibrando em mim, rasgando
meu pobre coração que hesita
entre erguer ou calar a voz aflita:
Ó Africa! Ó África!

Meu grito é sem cor, é um grito seco,
é verdadeiro e triste…
Meu deus, porque é que existo sem mensagem,
a não ser essa voz que me constrange,
sem ecos, sem lineios, desabrida?
Senhor! Jesus! Cristo!
Por que é que grito?

Escolha

Eu tenho a alma voando
no encalço de uma ave cega:
se escolho rumo do escuro
me apoio à sombra do muro
pousado na minha testa.
Se elejo o rumo da alvura
falseio os passos da vida
e me descubro gritando
um grito que não é meu.
Que faço das mãos cobertas
de um sol doído só de África?
E do tantã nestas veias,
turbando o ritmo ao sangue?

Na face o dia não pousa
o seu cesto de alegria
e a manhã precipita
ventos e noites amargas.

Todos desaparecem, não importa quem os ame.

Eu não vou esperar para amar o melhor que posso. Achávamos que éramos jovens e que haveria tempo para amar bem em algum momento no futuro. Essa é uma maneira terrível de pensar. Não é forma de viver, esperar para amar.

Não somos feitos para saber tudo. Alguma vez você já pensou que nossa mente foi sutilmente calibrada entre o conhecido e o desconhecido? Que nossas almas precisam dos mistérios da noite e da claridade do dia?

Segredos são mentiras. Compartilhar é cuidar. Privacidade é roubo.

Num momento de repentina lucidez, ocorreu a ela que o que sempre havia provocado sua ansiedade, ou estresse, ou preocupação, não era alguma força isolada, nada de independente e exterior – não era o perigo a que ela mesma estava sujeita nem a constante calamidade que rondava outras pessoas e os problemas dela. Era algo interno: era subjetivo: era não saber. (…) Se ela soubesse, haveria calma.

Metade do que eu lhe disse pode ser provado falso. Infelizmente, não posso dizer qual metade.

É melhor se decidir, o que cê vai querer?
Se for joguinho, você vai jogar sozinho
E depois cê vai sofrer, o que cê vai perder

Alô, mozão, tô esperando você me ligar
Pra falar que me ama e que quer me namorar
Sei que não é bem assim
Tô viajando, mas te quero bem pertin

Tudo pode mudar com o tempo
E, se eu tiver no escuro,
Eu ligo a lanterna e vou

Eu vou viver
Pra ver o mar
Como se fosse a primeira vez

Ter gratidão por ser exatamente
Como Deus me fez
E num abraço me abrigar
Pra me sentir seguro

O amanhã talvez seja melhor
Se eu parar de achar que
Eu sou só mais um
Em meio a multidão

Hoje eu penso no fanatismo – de qualquer tipo – como uma doença viral.

Ela não fazia parte de nada. Em sua solidão contínua, ela estava completa. Nunca se sentiu tão exposta, mas tão poderosa.

É isto que as migrações e as realocações fazem conosco: quando você sai da sua casa para terras desconhecidas, não continua simplesmente como antes; uma parte de você morre por dentro para que outra parte possa começar tudo de novo.

Na vida real, diferente dos livros de história, as histórias chegam até nós não em sua totalidade, mas em pedaços, segmentos quebrados e ecos parciais, uma frase completa aqui, um fragmento ali, uma pista escondida no meio. Na vida, ao contrário dos livros, temos que tecer nossas histórias com fios tão finos quanto as veias que correm pelas asas de uma borboleta.

O amor é a afirmação ousada da esperança.

A perfeição aparente sempre tem suas armadilhas invisíveis.

Quando eu tinha perdido o brilho? Eu não sabia sequer reconhecer aquela pessoa que via no espelho, aquela estrelinha da qual minha mãe se orgulhava de ver brilhar pelos cantos. Quem eu era? Quem eu tinha me tornado?