Coleção pessoal de pensador
Você se permitiu ser feliz por quase um minuto antes de inventar novos problemas pra si mesma. O que me fascina na humanidade é que tantos procurem motivos para serem infelizes.
Quando se perde os pais, você percebe que não era a gravidade que mantinha seus pés no chão. Era saber que era filha de alguém.
Há sons e imagens que ficam dentro de nós fazendo um eco que só aumenta. É algo enlouquecedor, não é mesmo? Parece que nunca mais iremos nos livrar desse som, desse eco, dessa sombra tão escura, desse lugar de loucura.
Saber e querer viver um novo ciclo, de modo a não ser consumido pela dor da perda, é algo que muitas vezes parece distante da nossa realidade, mas acredite, só parece!
Enxergue esse período de luto como um túnel, uma passagem dolorida, sofrida, que não gostaria de ter que passar, mas que ainda assim: uma passagem e jamais o seu novo endereço!
Já que estamos vivos, que consigamos viver de modo satisfatório, ou seja, sem nos machucar e enfermar mais, de preferência com desejo de viver.
Geralmente quando me refiro a um novo dia, a reação das pessoas é de entusiasmo e alegria; porém, nesse caso, quando o novo dia é ter de viver com a ausência de quem amamos… o desejo é permanecer no velho, no ontem, para onde nossa mente e nossos sentimentos começam a fugir para ficar mais um pouquinho com a pessoa querida, ouvir mais uma vez a voz, abraçar mais uma vez que seja, beijar só mais uma vez, gargalhar e fazer planos mais uma vez…
Apressa-te, portanto, na direção de uma meta, abandonando vãs esperanças, e auxilia a ti mesmo, se é que te encontras ainda em condição de cuidares de ti mesmo.
As vias do Senhor não são confortáveis, mas nós não somos criados para o conforto, mas para as coisas grandes, para o bem.
Por que nos confinar às mentes adormecidas deles? Aqui, no mundo desperto, nada nos detém. Nada nos impede de pegar tudo e todos que quisermos.
