Coleção pessoal de pensador

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⁠O menino e o milagre

O primeiro verso que um poeta faz é sempre o mais belo porque toda a poesia do mundo está em ser aquele o seu primeiro verso…

⁠Da arte de escrever

O mais difícil da arte de escrever é quando temos que redigir as dedicatórias.

⁠Ah, nunca a vida fez uma história mais triste
Que a de um caminho que se perdeu...

⁠Uma simples elegia

Caminhozinho por onde eu ia andando
E de repente te sumiste,
– o que seria que te aconteceu?
Eu sei... o tempo... as ervas más... a vida...
Não, não foi a morte que acabou contigo:
Foi a vida.
Ah, nunca a vida fez uma história mais triste
Que a de um caminho que se perdeu...

⁠Do belo

Nada, no mundo, é, por si mesmo, feio.
Inda a mais vil mulher, inda o mais triste poema,
Palpita sempre neles o divino anseio
Da beleza suprema...

⁠Os pés

Meus pés no chão
Como custaram a reconhecer o chão!
Por fim os dedos dessedentaram-se no lodo macio,
[agarraram-se ao chão...
Ah, que vontade de criar raízes!

⁠Silêncios

Há um silêncio de antes de abrir-se um telegrama urgente
Há um silêncio de um primeiro olhar de desejo
Há um silêncio trêmulo de teias ao apanhar uma mosca
... e o silêncio de uma lápide que ninguém lê.

⁠Parênteses

(Em meio ao turbilhão do mundo
O Poeta reza sem fé)

⁠Guerra

Os aviões abatidos
são cruzes caindo do céu.

⁠Do eterno mistério

“Um outro mundo existe... uma outra vida...”
Mas de que serve ires para lá?
Bem como aqui, tu’alma atônita e perdida
Nada compreenderá...

⁠A oferenda

Eu queria trazer-te uns versos muito lindos...
Trago-te estas mãos vazias
Que vão tomando a forma do teu seio.

O dia seguinte ao do amor

Quando a luz estender a roupa nos telhados
E for todo o horizonte um frêmito de palmas
E junto ao leito fundo de nossas duas almas
Chamarem nossos corpos nus, entrelaçados,

Seremos, na manhã, duas máscaras calmas
E felizes, de grandes olhos claros e rasgados...
Depois, volvendo ao sol as nossas quatro palmas,
Encheremos o céu de voos encantados!...

E as rosas da Cidade inda serão mais rosas,
Serão todos felizes, sem saber por quê...
Até os cegos, os entrevadinhos... E

Vestidos, contra o azul, de tons vibrantes e violentos,
Nós improvisaremos danças espantosas
Sobre os telhados altos, entre o fumo e os cataventos!

⁠Poema

Oh! aquele menininho que dizia
“Fessora, eu posso ir lá fora?”
Mas apenas ficava um momento
Bebendo o vento azul...
Agora não preciso pedir licença a ninguém.
Mesmo porque não existe paisagem lá fora:
Somente cimento.
O vento não mais me fareja a face como um cão amigo...
Mas o azul irreversível persiste em meus olhos.

⁠Canção de vidro

E nada vibrou...
Não se ouviu nada...
Nada...

Mas o cristal nunca mais deu o mesmo som.

Cala, amigo...
Cuidado, amiga...
Uma palavra só
Pode tudo perder para sempre...

E é tão puro o silêncio agora!

⁠A âncora de todos os meus sonhos é a sabedoria coletiva da espécie humana como um todo. Sou mais do que nunca influenciado pela convicção de que a igualdade social é a única base da felicidade humana... É em torno dessas questões que evoluem meus pensamentos.

⁠São somente minha carne e meu sangue que estão trancados atrás dessas grossas paredes.
De qualquer forma, permaneço cosmopolita em minha visão; em meus pensamentos, sou livre como um falcão.

⁠A esperança é uma arma poderosa, mesmo quando tudo o mais parece perder a força.

⁠Nunca pensei que o tempo e a esperança pudessem significar tanto para uma pessoa como hoje significam.

⁠As questões que hoje agitam a humanidade exigem mentes treinadas e o homem que for deficiente neste aspecto estará paralisado, porque não possuirá os instrumentos e equipamentos necessários para garantir sucesso e vitória no serviço ao seu país e a seu povo.

⁠Quero que vocês sempre se lembrem de que têm uma mãe corajosa e determinada, que ama sua família com todo o coração. Ela abriu mão do prazer e do conforto em troca de uma vida de dificuldades e miséria devido ao profundo amor que tem por seu povo e seu país.