Coleção pessoal de pensador
Não há nada mais alegre na vida do que uma bola quicando na área. Nem nada mais triste do que uma bola vazia.
Minha família tem a característica da longevidade. Minha avó, por exemplo, morreu aos 97 anos. Quer dizer, vocês vão ter que me aturar por muito tempo ainda.
Em todos os meus 21 anos de carreira, houve ocasiões em que fui pichado por jogar mal, mas por parar em campo, jamais.
O Andy Warhol, quando fez meu retrato, me disse que eu era a única celebridade que, em vez de durar 15 minutos, duraria 15 séculos.
Não existe mais espaço para se jogar futebol nas grandes cidades. Os jovens negros são as primeiras vítimas desse fenômeno.
Tem gente que não pode falar o que pensa. Eu posso. Minha contribuição, agora que não jogo mais futebol, é a seguinte: falar, falar, sem ter medo de nada.
Nada melhor do que defender a Seleção. O jogador tem de se orgulhar disso. E é disso que sinto saudade.
O povo brasileiro é tão fantástico que, mesmo levando paulada sobre paulada, continua acreditando em dias melhores.
O povo brasileiro, ainda pouco interessado em política, é despreparado para a escolha de seus dirigentes: ainda se vota pela amizade, não se escolhe o candidato pelos seus méritos.
Pelé jogador acabou, e sei que será muito difícil igualá-lo com o Edson. Esse é o meu grande desafio de hoje em diante.
Perfeito é Pelé, que não erra, que é imortal. Mas o Edson Arantes do Nascimento é uma pessoa normal, deve ter um monte de defeitos que muita gente não gosta e recrimina.
