Coleção pessoal de pensador

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Cada música me lembra de que você se foi
E sinto um nó se formar na minha garganta
Porque estou aqui sozinho

Então me diga como, como a minha vida continua sem você?

Quando ouço o seu nome, penso em amor.

Isso me atingiu como um trem, fiquei sem palavras
Não tenho nada a dizer, tudo dói
E sei que o amor leva à dor
Mas as lembranças são o nosso mais doce refrão

Quando descobrimos que a pior coisa do mundo aconteceu com alguém que amamos do fundo do coração, parece que estamos nos afogando e não conseguimos sair debaixo da água.

O luto acaba com a juventude.

Se é tão maravilhoso lá fora, por que não querem que a gente saia?

Se eu pudesse voltar atrás e não saber o que eu sei, eu voltaria. Num piscar de olhos.

Falar não é ouvir.

Isso pode ser a chave pra tudo que desconhecemos.

Ela oficialmente saiu da categoria excêntrica esquisita para a de completa maluca.

Não sabemos quando será seguro ir lá fora. Só sabemos que esse dia não é hoje.

Belo verão

Nossos dias o fogo habitava e cumpria,
Feria ao tempo o ferro a cada alva mais cinza,
O vento golpeava a morte em nossos tetos,
O frio não sustava o cerco em nossos peitos.

Foi um belo verão, insosso, áspero e escuro,
Amaste a maciez da chuva no verão
E amaste a morte assim dominando o verão
Do pavilhão tremente em suas asas de cinza.

Naquele ano vieste quase a decifrar
Um signo sempre negro alçado ao teu olhar
Pelas pedras, e ventos, e águas, e folhagens.

Assim a relha já mordia a terra móvel
E o teu orgulho amou aquela luz tão nova,
A embriaguez de ter medo em terra de verão.

A rapidez das nuvens

O leito, ali a vidraça, o vale, o céu,
A rapidez magnifica das nuvens.
Sobre a vidraça a garra da chuva, de súbito,
Como se o nada rubricasse o mundo.

Em meu sonho de ontem
O grão de anos passados ardia por chamas
Curtas no piso ladrilhado, sem calor.
Nossos pés o afastavam, nus, com água limpa.

Ó minha amiga,
Que pouca era a distância entre o teu corpo e o meu!
A lâmina da espada do tempo que ronda
Ali buscara em vão lugar para vencer.

Uma pedra

Tenho sempre fome desse
Lugar que nos foi espelho,
Das frutas curvadas dentro
De sua água, luz que salva,

E gravarei sobre a pedra
Lembrança de que brilhou
Um círculo, fogo ermo.
Acima é rápido o céu

Como ao voto a pedra é fechada.
Que buscávamos? Talvez
Nada, a paixão só é sonho.
Nada pedem suas mãos.

E de quem amou uma imagem,
Por mais que o olhar deseje,
Fica a voz sempre partida,
É a palavra toda cinzas.

Às árvores

Vós que vos apagastes à sua passagem,
Que sobre ela fechastes os vossos caminhos,
Impassíveis avais de que até morta Douve
Há de ser luz, ainda não sendo nada.

Vós fibrosa matéria e densidade,
Árvores, junto a mim quando ela se lançou
Na embarcação dos mortos e boca fechada
Ao óbolo de fome, de frio e silêncio.

Ouço através de vós que diálogo ela tenta
Com esses cães, com esse informe bateleiro,
E eu pertenço a vós pelo seu caminhar
Por entre tanta noite e apesar deste rio.

O trovão tão profundo a vos rolar nos galhos,
As festas que ele inflama ao cume do verão
Sinalam que ela liga a sua fortuna à minha
Pela mediação da vossa austeridade.

Lugar verdadeiro

Seja dado um lugar àquele que vem vindo,
Personagem com frio e privado de lar.

Personagem que o ruído tenta de uma lâmpada,
E a soleira alumiada de um único lar.

E se alquebrado está de angústia e de fadiga,
Repitam-lhe as palavras que o irão curar.

Que falta a esse peito que era só silêncio,
Senão palavras feitas do signo e do orar.

E qual pequeno fogo de repente à noite,
E essa mesa entrevista de um humilde lar?

Eu conheço essa pista. Já corri nela mil vezes.

Você ganha mais pontos por isso no jogo?

Deve ser uma experiência nova pra vocês: mexer as pernas.