Coleção pessoal de pensador
Ele não era só meu marido, era meu melhor amigo. Posso estar sofrendo agora, mas tudo de bom que ele me trouxe, o vínculo, a compreensão, o amor, supera qualquer dor que estou sentindo. Eu não trocaria isso. Por nada.
(Francesca)
É estranho passar a vida toda se sentindo deslocada. E aí conhece alguém que entende você sem precisar dizer nada. Alguém cujas qualidades únicas combinam com as suas. Cuja bondade traz aconchego. Que consegue ler seus pensamentos.
(Francesca)
Você me dominou por inteiro. Fez-me sentir vivo de novo. Antes, eu não conseguia sossegar, e agora quero ficar em um só lugar, ao seu lado, pelo resto da minha vida.
(Benedict)
Hoje em dia, sempre que me sinto vazia, sozinha ou perdida, sei que é porque estou há dias sem ler.
A literatura é, antes de tudo, uma forma de questionamento e de ampliação do olhar sobre o mundo. Não é um campo de batalha entre fé e razão, mas um espaço de reflexão no qual diversas vozes e interpretações podem coexistir.
Permanecer no mesmo lugar, insistir nos mesmos erros, repetir ciclos intermináveis é o verdadeiro fracasso da vida adulta.
A leitura não elimina o vazio, mas o acomoda. Ela nos torna mais felizes porque nos faz reconhecer a felicidade.
Ler é um gesto de confiança e empatia. Nós nos entregamos a alguém por meio das palavras e, página a página, enxergamos o mundo pelos olhos do outro.
Acho que o luto compartilhado pode trazer dois resultados: ou vocês se unem e se agarram com todas as forças, ou se soltam e então se ergue um muro alto demais para ser atravessado.
Eu sei que você já sabe disso, mas quero repetir que, quando alguém te trata mal, isso é um reflexo dessa pessoa e da infelicidade que existe dentro do coração dela. Não ajuda muito ouvir isso quando se é jovem, porém, mais tarde, ajudará.
Eu não sabia que aquilo era felicidade na época, porque parecia correria, cansaço, estresse financeiro e insegurança.
Eu sei que você me vê apenas como sua mãe, mas, por favor, lembre-se de que, por dentro, eu também sou só uma menina.
Você sempre precisa escolher, decidir qual caminho seguir. Existe o caminho certo e o errado. Em relação a mim, sempre escolhi andar na direção do bem.
Acho que é preciso confiar. Isso também é uma mensagem de esperança: dizer a si mesma que, aos 73 anos, ainda é possível viver uma história de amor.
Não acreditem que a tragédia une uma família. É uma explosão que varre tudo. E hoje, cada um está tentando se reconstruir como pode.
O livro é uma forma de dizer que hoje sou uma mulher livre novamente, que ama novamente, que confia novamente. E que estou de pé, sempre de pé.
Todos os dias alguém me agradece por minha coragem, mas sinto que devo dizer que não se trata de coragem, e sim de vontade e determinação de fazer essa sociedade patriarcal e machista evoluir.
