Coleção pessoal de pensador

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⁠Pinhata. Carbonara. Lasanha.

⁠Agora é hora de pensar naquilo que você tem. Pense no que pode fazer com o que está aqui.

⁠A sorte é uma coisa que vem em muitas formas, e quem vai saber como reconhecer?

⁠É tolice não ter esperança, pensou. Além disso, acho que é pecado.

⁠As pessoas eram sempre limitadoras da felicidade, exceto aquelas poucas que eram tão boas quanto a própria primavera.

⁠Uma coisa eu aprendi bem. Que nunca se deve viajar com uma pessoa a quem não se ame.

⁠A gente já espera ficar triste no outono. Uma parte da gente morre a cada ano, quando as folhas caem das árvores e seus galhos ficam nus, batidos pelo vento e pela luz fria, invernal. Mas sabíamos que haveria sempre outra primavera, assim como sabíamos que o rio fluiria de novo depois de ter estado congelado.

Não se aborreça. Você sempre escreveu antes e vai escrever agora. Tudo o que tem a fazer é escrever uma frase verdadeira. Escreva a frase mais verdadeira que puder.

⁠Que grande coisa é o vinho! Faz a gente esquecer a parte má de tudo.

⁠É fácil arrumar a vida quando a gente não tem nada a perder.

⁠Quem ama quer fazer coisas. Quer sacrificar-se. Quer servir.

⁠É uma ilusão a sabedoria dos velhos. A sabedoria não cresce com a idade. O que cresce é o espírito de cautela.

⁠– Que acontece às pessoas que se amam mutuamente?
– Suponho que conseguem tudo quanto desejam e que são mais afortunadas do que as demais pessoas. Depois uma delas passa a sentir um vazio eterno por dentro.

⁠Da indulgência

Não perturbes a paz da tua vida,
Acolhe a todos igualmente bem.
A indulgência é a maneira mais polida
De desprezar alguém.

Delícia de olhar, no céu, os v v v dos voos distanciando-se…

⁠Com H se escreve HOJE
Mas “ontem” não tem H…
Pois o que importa na vida
É o dia que virá!

⁠Verão

Há sempre, afastada das outras, uma nuvenzinha preguiçosa que ficou sesteando no azul.

⁠Viver

Quem nunca quis morrer
Não sabe o que é viver
Não sabe que viver é abrir uma janela
E pássaros pássaros sairão por ela
E hipocampos fosforescentes
Medusas translúcidas
Radiadas
Estrelas-do-mar… Ah,
Viver é sair de repente
Do fundo do mar
E voar…
e voar…
cada vez para mais alto
Como depois de se morrer!

⁠Sempre

Sou o dono dos tesouros perdidos no fundo do mar.
Só o que está perdido é nosso para sempre.
Nós só amamos os amigos mortos
E só as amadas mortas amam eternamente…

⁠Da condição humana

Se variam na casca, idêntico é o miolo,
Julguem-se embora de diversa trama:
Ninguém mais se parece a um verdadeiro tolo
Que o mais sutil dos sábios quando ama.