Coleção pessoal de pensador

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Ela nem estuda aqui!

Eu vi a Cady Heron usando calças do exército e sandálias, então comprei calças do exército e sandálias.

– Isso é tão barro!
– Para de tentar fazer o barro acontecer. Isso nunca vai pegar!

Sinto muito que as pessoas tenham inveja de mim, mas não posso evitar ser popular.

No dia 3 de outubro, ele me perguntou que dia era.
– É 3 de outubro.

É por isso que o cabelo dela é tão grande. Ele é cheio de segredos.

Tudo bem, ela é durona, mas se Miranda fosse um homem, ninguém iria reparar em nada em relação a ela a não ser quão boa é no que faz.
(Andy)

– Você não tem estilo nem senso de moda.
– Acho que isso depende de…
– Não, não, não foi uma pergunta.
(diálogo entre Miranda e Andy)

Ah, me desculpe, você tem algum compromisso mais importante? Alguma convenção de fãs de saias horrendas?
(Emily)

É disto que indústrias multibilionárias tratam, certo? Beleza interior.
(Nigel)

Os detalhes da sua incompetência não me interessam.
(Miranda)

Se mova em um ritmo glacial. Você sabe como isso me emociona.
(Miranda)

Eu aposto que milhões de meninas se matariam por esse emprego.
(Emily)

Florais? Na primavera? Impressionante.
(Miranda)

Amar-te era lembrança e profecias,
uma porta já feita para abrir,
e encontrar o lar ou música lavada
onde, se nasces, vives, duras, moras
— meu nome exacto e pão
no chão das alegrias

Não quero essa mudez de condolências
a mim, a ti, ou só à terra
que tu e eu pisamos — e comemos.
Pergunto simplesmente se tu eras,
quem eras, e onde foste
depois que se fizeram quatro horas.

Não tenho para ti quotidiano
mais que a polpa seca ou vento grosso,
ter existido e existir ainda,
querer a mais a mola que tu sejas,
saber que te conheço e vai chegar
a mão rasa de lona para amar.

Não tenho braço livre mais que olhar
para ele, e o que faz que tu não queiras.
Tenho um tremido leito em vala aberta,
olhos maduros, cartas e certezas.

Neste comboio longo, surdo e quente,
vou lá ao fundo, marco o Ocupado.
Penso em ti, meu amor, em qualquer lado.
Batem-me à porta e digo que está gente.

Devagar te amo, e devagar assomo
os dedos à altura dos olhos, do cabelo
dos anéis de outro turno, que é só meu
por querê-lo, meu amor, como a ti mesma quero
nos tempos de passado e sem futuro.
Devagar avanço um dealbar de dias
que vida seriam - mesmo que morto, à noite,
eu voltasse amargurado mas presente,
calado e quedo, e devagar amando.

Troco-me por ti
Na brasa da fogueira mal ardida
renovo o fogo que perdi,
acendo, ascendo, ao lume, ao leme, à vida.

E só trocado, parece, por não ser
na verdade conjugo o velho verbo
e sou, remido esquartejado,
o retrato perfeito em que exacerbo
os passos recolhidos pelo tempo andado.

A Luz que Vem das Pedras

A luz que vem das pedras, do íntimo da pedra,
tu a colhes, mulher, a distribuis
tão generosa e à janela do mundo.
O sal do mar percorre a tua língua;
não são de mais em ti as coisas mais.
Melhor que tudo, o voo dos insectos,
o ritmo nocturno do girar dos bichos,
a chave do momento em que começa o canto
da ave ou da cigarra
— a mão que tal comanda no mesmo gesto fere
a corda do que em ti faz acordar
os olhos densos de cada dia um só.
Quem está salvando nesta respiração
boca a boca real com o universo?