Coleção pessoal de pensador

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Amor Vivo

Amar! mas d'um amor que tenha vida...
Não sejam sempre tímidos harpejos,
Não sejam só delirios e desejos
D'uma douda cabeça escandecida...

Amor que vive e brilhe! luz fundida
Que penetre o meu ser — e não só beijos
Dados no ar — delírios e desejos —
Mas amor... dos amores que têm vida...

Sim, vivo e quente! e já a luz do dia
Não virá dissipa-lo nos meus braços
Como névoa da vaga fantasia...

Nem murchará do sol á chama erguida...
Pois que podem os astros dos espaços
Contra débeis amores... se têm vida?

Solemnia Verba

Disse ao meu coração: Olha por quantos
Caminhos vãos andámos! Considera
Agora, desta altura, fria e austera,
Os ermos que regaram nossos prantos...

Pó e cinzas, onde houve flor e encantos!
E a noite, onde foi luz a Primavera!
Olha a teus pés o mundo e desespera,
Semeador de sombras e quebrantos!

Porém o coração, feito valente
Na escola da tortura repetida,
E no uso do pensar tornado crente,

Respondeu: Desta altura vejo o Amor!
Viver não foi em vão, se isto é vida,
Nem foi demais o desengano e a dor.

No Circo

Muito longe d'aqui, nem eu sei quando,
Nem onde era esse mundo, em que eu vivia...
Mas tão longe... que até dizer podia
Que enquanto lá andei, andei sonhando...

Porque era tudo ali aéreo e brando,
E lúcida a existência amanhecia...
E eu... leve como a luz... até que um dia
Um vento me tomou, e vim rolando...

Caí e achei-me, de repente, involto
Em luta bestial, na arena fera,
Onde um bruto furor bramia solto.

Senti um monstro em mim nascer n'essa hora,
E achei-me de improviso feito fera...
— É assim que rujo entre leões agora!

Logos

Tu, que eu não vejo, e estás ao pé de mim
E, o que é mais, dentro de mim — que me rodeias
Com um nimbo de afectos e de idéias,
Que são o meu princípio, meio e fim...

Que estranho ser és tu (se és ser) que assim
Me arrebatas contigo e me passeias
Em regiões inominadas, cheias
De encanto e de pavor... de não e sim...

És um reflexo apenas da minha alma,
E em vez de te encarar com fronte calma,
Sobresalto-me ao ver-te, e tremo e exoro-te...

Falo-te, calas... calo, e vens atento...
És um pai, um irmão, e é um tormento
Ter-te a meu lado... és um tirano, e adoro-te!

Mea Culpa

Não duvido que o mundo no seu eixo
Gire suspenso e volva em harmonia;
Que o homem suba e vá da noite ao dia,
E o homem vá subindo insecto o seixo.

Não chamo a Deus tirano, nem me queixo,
Nem chamo ao céu da vida noite fria;
Não chamo à existencia hora sombria;
Acaso, à ordem; nem à lei desleixo.

A Natureza é minha mãe ainda...
É minha mãe... Ah, se eu à face linda
Não sei sorrir: se estou desesperado;

Se nada há que me aqueça esta frieza;
Se estou cheio de fel e de tristeza...
É de crer que só eu seja o culpado!

Divina Comédia


Erguendo os braços para o céu distante
E apostrofando os deuses invisíveis,
Os homens clamam: — «Deuses impassíveis,
A quem serve o destino triunfante,

Porque é que nos criastes?! Incessante
Corre o tempo e só gera, inestinguíveis,
Dor, pecado, ilusão, lutas horríveis,
N'um turbilhão cruel e delirante...

Pois não era melhor na paz clemente
Do nada e do que ainda não existe,
Ter ficado a dormir eternamente?

Porque é que para a dor nos evocastes?»
Mas os deuses, com voz inda mais triste,
Dizem: — «Homens! por que é que nos criastes?»

Voz Interior
(A João de Deus)

Embebido n'um sonho doloroso,
Que atravessam fantásticos clarões,
Tropeçando n'um povo de visões,
Se agita meu pensar tumultuoso...

Com um bramir de mar tempestuoso
Que até aos céus arroja os seus cachões,
Através d'uma luz de exalações,
Rodeia-me o Universo monstruoso...

Um ai sem termo, um trágico gemido
Ecoa sem cessar ao meu ouvido,
Com horrível, monótono vaivém...

Só no meu coração, que sondo e meço,
Não sei que voz, que eu mesmo desconheço,
Em segredo protesta e afirma o Bem!

À Virgem Santíssima
Cheia de Graça, Mãe de Misericórdia


N'um sonho todo feito de incerteza,
De nocturna e indizível ansiedade,
É que eu vi teu olhar de piedade
E (mais que piedade) de tristeza...

Não era o vulgar brilho da beleza,
Nem o ardor banal da mocidade...
Era outra luz, era outra suavidade,
Que até nem sei se as há na natureza...

Um místico sofrer... uma ventura
Feita só do perdão, só da ternura
E da paz da nossa hora derradeira...

Ó visão, visão triste e piedosa!
Fita-me assim calada, assim chorosa...
E deixa-me sonhar a vida inteira!

Qualquer um que sonhe com uma vida incomum acaba descobrindo que não há escolha a não ser buscar uma forma incomum de vivê-la.

Mesmo se você tiver certeza de que pode vencer, tenha cuidado para viver com o que perder.

Não consigo acreditar que o propósito da vida é ser feliz. Acho que o propósito da vida é ser útil, responsável, compassivo. É, acima de tudo, para importar, contar, representar algo, ter feito alguma diferença.

Resultados extraordinários só acontecem quando você dá o melhor que tem para se tornar o melhor que pode ser em seu trabalho mais importante.

Não é que temos muito pouco tempo para fazer todas as coisas de que precisamos, e sim que sentimos a necessidade de fazer muitas coisas com o tempo que temos.

Uma vida que vale a pena ser vivida pode ser medida de muitas formas, mas a única que se destaca de todas as outras é viver uma vida sem arrependimentos.

O trabalho é uma bola de borracha. Se você soltá-lo, ele vai se recuperar. As outras quatro bolas – a família, a saúde, os amigos, a integridade – são feitas de vidro. Se você derrubar uma delas, a bola será irrevogavelmente arranhada, cortada ou talvez até quebrada.

Resultados extraordinários são diretamente determinados por quão específico você pode tornar seu foco.

Quanto mais eu brinco, mais feliz eu fico no trabalho. Quanto mais feliz estou no trabalho, mais relaxada eu me torno. Quanto mais relaxada eu me torno, mais feliz fico em casa. E fico melhor nas brincadeiras com as crianças.

Sonhos são legais. Mas eles são apenas sonhos. Fugazes, efêmeros e bonitos. Mas sonhos não se tornam realidade apenas porque você os sonha. É trabalho duro que faz com que as coisas aconteçam. É trabalho duro que cria a mudança.

Algumas vezes as pessoas não querem se empoderar porque têm medo de serem as responsáveis por tomar as decisões.

Talvez você saiba exatamente o que pretende ser, ou quem sabe esteja paralisada porque não tenha ideia de qual seja a sua paixão. A verdade é que tudo isso não importa. Você não precisa saber. Você só precisa seguir em frente. Você só deve continuar fazendo algo, aproveitando a próxima oportunidade, permanecendo aberta para tentar algo novo.