Coleção pessoal de pensador
Saibamos que tudo são artifícios da vaidade, que nos desgovernam e fazem que busquemos a distinção de uma idolatria insana.
Desfrutando de uma vida fastuosa como bem queria, Grande Figura era envolto em uma presunção incontida. Tinha por si um amor-próprio medíocre, refletido em um andar altivo de quem vive nas alturas. Os delírios de sua imodéstia dominavam o seu olhar, a sua fala, o seu ouvir e os seus modos no geral.
Pelo visto, o homem cuidava mais das aparências que do seu conteúdo.
Na minha vida íntima, não desandei caminho para desvalorar regras de comportamento social, mas, por Deus, muitos de meus detratores, em sentido largo, revoltam-me o estômago pelo odor moral com que se perfumam.
A lei universal não nos isenta da dor, do frio, da fome e tampouco da morte a que todos estamos sujeitos. Mil preceitos ensinam o quão insignificantes são as genuflexões e as submissões. Um venturoso de um dia é o inconsolável do amanhã.
– Então, vovô, como vai o negócio de seguros?
– As pessoas morrem, nós pagamos. As pessoas batem o carro, nós pagamos. As pessoas perdem um pé, nós pagamos.
– Pelo menos você tem um novo slogan.
Tudo que a gente quer é isto: encontrar uma pessoa legal pra passar o tempo até a gente morrer. Não estamos pedindo muito!
Eu ainda não acredito que sou parente de Deus, isso vai tornar tão mais fácil conseguir ingressos pro show da Madonna.
Seu artigo sobre o atropelamento ainda está bombando. Talvez pudesse se machucar de novo. Nada grave. Uma costela quebrada? Brincadeira. Não conte ao RH.
