Coleção pessoal de pensador

21 - 40 do total de 52071 pensamentos na coleção de pensador

⁠No mundo de hoje só um louco é que não pode pensar em utopias. Temos que desejar a utopia, sonhar com a utopia.

⁠Acho isso impensável: existir.

⁠Eu sempre vi o mundo de uma forma mágica, eu vivo em um estado de comoção contínua, renovada, diante das coisas…

⁠É preciso estimular a mente do outro. Nem que esse outro não entenda direito, não tem importância. O estímulo foi dado.

⁠O que faz nascer a minha poesia é a não aceitação de que um dia a vida se diluirá e, com ela, o amor, as emoções do sonho e toda essa força em potencial que vive dentro de nós.

⁠Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.

⁠Não há silêncio bastante
Para o meu silêncio.
Nas prisões e nos conventos
Nas igrejas e na noite
Não há silêncio bastante
Para o meu silêncio.

Os amantes no quarto.
Os ratos no muro.
A menina
Nos longos corredores do colégio.
Todos os cães perdidos
Pelos quais tenho sofrido
Quero que saibam:
O meu silêncio é maior
Que toda solidão
E que todo silêncio.

⁠Só não existe amargura
onde não existe o ser.

⁠Meu amigo Zé Fulô,
Não siga por esta tria,
Você ainda confia
Em premeça de dotô?
Aquilo que ele falou
É somente imbromação.
Quando é tempo de inleição
Esse home se prepara
Trazendo um santo na cara
E o diabo no coração.

⁠Sempre prezei minha independência e minha liberdade. Liberdade de pensar por minha cabeça, dizer não ao que acho errado, aplaudir o que acho certo.

⁠Muitas vezes o trabalho me absorve tanto que eu acho que continuarei sempre ­abstraído demais e desajeitado para me virar também com o resto da vida.

⁠Invejo aos japoneses a extrema nitidez que têm todas suas coisas. Elas nunca são aborrecidas e nunca parecem ter sido feitas às pressas. Seu trabalho é tão simples ­quanto respirar e fazem uma figura com alguns traços firmes com a mesma facilidade com que abotoam uma camisa.

⁠Temos o direito de desejar um estado de coisas em que o dinheiro não fosse neces­sário para viver.

⁠As necessidades da pintura são como as de uma amante ruinosa, não se consegue fazer nada sem dinhei­ro, e nunca se tem o suficiente.

⁠Só me resta a escolha entre ser um bom pintor ou um mau pintor. Escolhi a primeira alternativa.

⁠A literatura nos permite entrar nas profundezas de outro ser humano.

⁠A gente serve pra dar esperança, pra deixar legado, pra não deixar ninguém tocar no que é nosso. A gente serve pra explicar que isso aqui é pra quem tem a nobreza de reconhecer que nada nem ninguém é o mesmo de antigamente. Mas que esse sentimento é o mesmo pra sempre. E isso, pro nosso povo, é o que serve.

⁠Avisa lá que o nosso povo ri a hora que pode, brinca a hora que dá e serve a hora que precisa.

⁠A gente infelizmente vira e mexe parece um povo meio remendado, só porque um pensa “a” e o outro pensa “z”. Mas quando precisa mostrar pro mundo que Brasil é com S, a gente se une.

⁠Avisa que a gente é um povo que muitas vezes enfrenta e perde, sim. Que sofre. Um povo que, mesmo com muito trabalho, leva. E por isso reclama, cobra, claro. Mas quando ouve alguém falando da gente…