Coleção pessoal de pensador
Não sou uma pessoa muito alegre. Sou introvertido. Fechado. Cheio de dúvidas. Não me é fácil viver comigo. Parece que estou sempre em guerra civil.
Eu continuo a aprender. Tenho muito que aprender, ainda. Acho que tenho uma noção parcial daquilo que estou a fazer.
É claro que me zango com Deus porque permite o sofrimento, mas talvez os seus desígnios tenham tais profundezas que não atinjo.
Um livro não está na cabeça, está na mão. Um livro não se faz com ideias. É o livro que tem de ter as ideias, não é o autor. O livro tem que ser mais inteligente que o autor.
Temos tendência para transformar as nossas opiniões pessoais em verdades universais e rejeitar tudo o que não encaixe na nossa grelha de valores.
Em todo o caso hoje não estou para ninguém. Não quero piedade. Não quero consolo. Não quero sorrisos de esperança. Quero imaginar o futuro sabendo que existe uma parede a interromper-me os dias. Os outros caminham para lá da parede. Eu fico deste lado.
Os livros que escrevi trazem o meu nome mas tenho dificuldade em encontrar os seus autores. Só aquele que estou a escrever é feito por mim, os restantes parece-me sempre terem sido outros homens que os compuseram.
Ele não era só meu marido, era meu melhor amigo. Posso estar sofrendo agora, mas tudo de bom que ele me trouxe, o vínculo, a compreensão, o amor, supera qualquer dor que estou sentindo. Eu não trocaria isso. Por nada.
(Francesca)
É estranho passar a vida toda se sentindo deslocada. E aí conhece alguém que entende você sem precisar dizer nada. Alguém cujas qualidades únicas combinam com as suas. Cuja bondade traz aconchego. Que consegue ler seus pensamentos.
(Francesca)
Você me dominou por inteiro. Fez-me sentir vivo de novo. Antes, eu não conseguia sossegar, e agora quero ficar em um só lugar, ao seu lado, pelo resto da minha vida.
(Benedict)
