Coleção pessoal de pensador

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⁠Meu bem, prometo que você não vai sobreviver a uma garota como eu.

⁠Sou gananciosa. Eu o quero só para mim.

⁠Se precisar de ajuda para se sentir viva, me liga. Eu preciso me sentir um pouco vivo também.

⁠É melhor viver enquanto se tem a chance.

⁠O monstro nunca fica com o príncipe. É sempre a princesa doce e inocente.

⁠Às vezes, a justiça não é feita. E as pessoas precisam garantir que seja.

⁠Para todo mundo que luta diariamente para esquecer. Você não está só.

⁠Talvez essa seja a minha responsabilidade: viver sozinho com a verdade.

⁠Ei. Sou eu. Sou a mamãe.

⁠Não precisa ter medo, mamãe. Ela é legal.

⁠Posso entrar no seu coração?

⁠Às vezes eu penso em quando você e eu éramos uma só pessoa.

⁠Sorvete de cookie pro almoço? Que tipo de mãe eu seria?

⁠Na verdade compraz­-se com as suas dores
o homem que muito tenha sofrido e vagueado.

⁠Não tentes reconciliar­-me com a morte, ó glorioso Odisseu.
Eu preferiria estar na terra, como trabalhador agrícola de outro,
até de homem sem herança e sem grande sustento,
a reinar sobre todos os mortos falecidos.

⁠Existe uma hora para abundantes palavras e uma hora para o sono.

⁠A terra não alimenta nada de mais frágil que o homem.

⁠Não inventaram nada, ainda, à altura da língua. Mesmo assim, a palavra nunca chega aos pés da realidade, até porque ela nasce quase sempre antes da coisa que descreve. Como falar de algo novo se todas as palavras que tenho à disposição têm a idade do mundo?

⁠Não existe pensar fora da língua. Ah, mas uma imagem vale mais do que mil palavras, dizemos – usando palavras. Estou sem palavras, dizemos – usando palavras. A palavra é prata, o silêncio é ouro, dizemos, em vez de fazer o que o ditado recomenda e ficar calados.

⁠Soneto da filha pequena

Acordei transformado num sultão.
A princesa, miçangas em sua testa,
dava aos gatos, seus tigres, uma festa.
Um cetro de vassoura em sua mão.

Seu vestido arrastava pelo chão.
Com os liros ergueu uma floresta.
Escondida enxergava pela fresta
a poltrona vertida em alçapão.

Da casa sem crianças tenho dó.
Nenhum dos móveis sequer sonhará
em ter seus afazeres subvertidos.

A pá só servirá pra pôr o pó.
A vassoura somente varrerá.
As cortinas jamais serão vestidos.