Coleção pessoal de pensador
Esse nosso encontro pede a lucidez
De saber o lugar que me encontro
E você, por sua vez
Se é pra andar ao meu lado, saiba que
Alguém foi senhor
Alguém foi escravo
E, entre nós, esse espaço
Pede alguns passos
A maior besteira que eu fiz foi te deixar ir
Passarinho quando escapa da gaiola
Não volta, ele é livre pra voar
Mas se por acaso ele voltar
Já não é mais o mesmo
Fala a verdade aí
Assume que eu já virei amor
Revirei seu coração, brincou com fogo
E nesse jogo você se queimou
A gente se assume quando der na telha
Quebra as pernas da inveja alheia
Calma agora, esconde esse sorriso
Se olho gordo percebe é perigo
Não se empolga
Mantém escondido do jeito que tá, do jeito que tá
Quem não vê nossa felicidade não pode estragar
Vem cá, me diz o que cê viu no meu olhar
Será que o imperfeito te agrada
Porque até seus defeitos eu aprendi a amar
Somos tão diferentes, qualquer ventinho que bate
Você põe a blusa e eu sempre sentindo calor
Você sempre arrumada e eu de bermuda
Vai entender qual é do amor
Se a sua noite não rendeu
Sabe do telefone meu
Cola aí que eu tô sem sono e tenho um plano
Cama redonda, espelho no teto
Um brinde importado do jeito que é certo
Hoje é por minha conta
Anda tão perdida
De rolê na rua com suas amigas
Quando a noite começa seu juízo termina
Já se vingou de vários e foge de rotina
Mas não esquece um beijo meu
O amor que era seu
Não fala do passado
Mas seu quarto ainda lembra
Que era eu, o amor que era seu
Se beijar outra boca, eu saio de cena
Vamo levar junto essa briga lá pro quarto
Coloca ela pra dormir, e puxa outro papo
E aí, tem jeito ou não tem?
Eu e você, meu bem
Já sei o resultado
Vai, pra mim foi fácil, já sei como resolver
Simplificar o jeito de te esquecer
Até que foi facinho, eu tô legal assim
Ah, mas quem eu tô querendo mesmo enganar
Fica difícil e até chato de evitar
Sentir o fogo meu se misturar com o seu
Quando uma voz espectral diz “Saia daí”, você deve fazer isso. Mas na vida real você não sabe que está em um filme de terror.
Um é o sapato esquerdo e o outro é o sapato direito. Eles são os mesmos, mas não são intercambiáveis.
Sua terra natal não é o lugar onde você aterrissa; é o lugar de onde você decola. Você não pode escolhê-la assim como não pode escolher sua família. No pôquer você recebe cinco cartas. Pode trocar três, mas as outras duas ficam com você até o fim: a família e a terra natal.
