Coleção pessoal de pensador
Baby não viaja em mim
Cê disse que eu não sou assim
Mas lembro quando nada dava pé
Mais eu consegui nadar e fugir
Baby, eu não tô nada bem
Falei tanta besteira e me tornei refém
A gente ganha pra perder e
Perde para ganhar
O equilíbrio da vida é assim
São momentos a se pesar
Sou exigente e a competição
É comigo mesma
Minha palavra é a arma e também minha defesa
Essa viagem é louca, eu sei
O amor é a montanha russa que eu mais andei
Foram altas emoções, adrenalina, endorfina
(Caminhos e escolhas que nos movem pro resto da vida)
Eu canto para que não haja espaço para a dor
Vivendo intensamente, sempre livre e consciente
O dia fica lindo se você tá na minha mente
Com frequência, tinha a sensação de que vivia num filme em que pessoas do outro lado do mundo o acompanhavam através de câmeras ligadas vinte e quatro horas por dia.
Hoje eu só tô afim de olhar bem nos seus olhos
Transformar o meu em nosso
Nunca mais te largar
Toda aquela insegurança hoje eu vejo que era boba
Você surgiu não foi à toa
E eu sei que é pra ficar
Quando criança, passava noites sem dormir, as mãos trêmulas diante dos olhos, tentando desvendar os próprios pensamentos. Sentia-se um monstro. Não gostava de ninguém, não nutria nenhum afeto para sentir saudades: simplesmente vivia. Pessoas apareciam e ele era obrigado a conviver com elas. Pior: era obrigado a gostar delas, mostrar afeto.
Me equilibro na linha do infinito
Não sei se caio
Ou se fico
Sou dona de um peito apertado
Atado em desejos infindos
Sou seu termômetro de criminalidade, seu espelho de morbidez, sua bússula de loucura. Mas a verdade é que: se estivesse no meu lugar, você teria feito o mesmo. É fácil condenar alguém, pulverizar a responsabilidade, montar teorias e encontrar culpados.
Me lanço feito kamikaze
Sou quase qualquer coisa
Conseguinte
Sou dona de um peito persistente
Um coração pedinte
O pôquer simula a vida. Às vezes você perde, às vezes você ganha, mas o negócio é manter-se lá, jogando.
Minha esperança é
Toda essa ausência de mato
Morta junto com cada folha
E, poxa, meu coração
É um terreno com sede
Sem um vestígio de verde
Para que te quero, asas?
Se eu tenho ventania dentro
Eu fiz até uma tempestade
Rodei no céu, na imensidão
Eu sou um corpo
Um ser
Um corpo só
Tem cor, tem corte
E a história do meu lugar
Eu sou a minha própria embarcação
Sou minha própria sorte
Me leve a um lugar distante
Me ajude a carregar
Essa maleta
Onde eu guardo meu cansaço
E meus sonhos mais bonitos
Eu vou andando pelo mundo como posso
E me refaço em cada passo dado
Eu faço o que devo, e acho
Não me encaixo em nada
Minha visão tá turva
É de se desesperar
Cê me jogou pro alto
Só pra me ver quebrar
Eu tenho andado louco e a culpa é sua
Acho que te vi, quero gritar a minha dor
Tô entrando no meio dos carros da sua rua
Mais fraco e frágil pra falar de amor
