Coleção pessoal de pensador

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Animais - eles são a medida da nossa paz com o mundo criado; eles são um dado de consolação porque não mudam para como quem tanto muda como nós, humanos.

A pessoa, quanto mais frívola nos parece, mais esconde a sua natureza profunda.

Pode-se não recordar os insultos; mas guarda-se deles um amargo de experiência, feia como uma cicatriz. E isso envelhece a alma, torna-a ruinosa e inútil.

O importante é não perder o estilo, e, se possível, não perder o dinheiro também. Porque o estilo sem dinheiro é uma infiltração do mau gosto.

A amizade exige a cortesia. Não é como o amor, que, pela sua áurea mudança, se adapta à confidência e ao desembaraço narrativo.

A essência das coisas não está na filosofia, nem na política, nem em qualquer função intelectual. Está na reciprocidade do inconsciente que não encadeia só o que é humano, mas até o que é apenas vegetal ou inerte.

O fenómeno mais herético é o amor. Ele não é bem recebido nem tolerado porque é uma força sem desistência e que não se revoga a si mesma.

A competição é só civilizadora enquanto estímulo; como pretexto de abater a concorrência, é uma contribuição para a barbárie.

As pessoas mais felizes são aquelas que têm trabalho para fazer, pois suas mentes se mantêm ocupadas, sem tempo para tristezas.

Não entendia que as crianças não têm medo de histórias; que suas vidas estão cheias de coisas muito mais assustadoras do que as que são narradas nos contos de fadas.

Seu amor à arte tinha começado com aquele livro. Tinha aberto o livro e se deparado com as ilustrações maravilhosas, assustadoras, mágicas. Imaginara como seria fugir dos limites rígidos das palavras e se expressar por meio de uma linguagem tão fluida.

Contos de fadas têm o hábito de terminar muito cedo. Eles nunca mostram o que acontece depois, quando o príncipe e a princesa saem cavalgando da página.

Uma moça que espera ser salva nunca aprende a salvar-se. Mesmo que tenha os meios, não terá coragem.

A memória é uma amante cruel com quem todos nós precisamos aprender a dançar.

Não é nenhuma vergonha se importar com o destino de outro ser humano.

Ela permanece tão incompreensível para mim quanto a elaborada “obra de arte” pintada em suas paredes.

Leva-se muito mais tempo para descartar um corpo do que descartar uma alma, especialmente se você não quer deixar para trás nenhuma evidência criminosa.

Sabe, homens são muito volúveis. Dê a eles o que eles querem e eles farão qualquer coisa por você.

Ela não está chorando por mim (...). Está chorando pela juventude que passou, pelas oportunidades que perdeu e por suas opções limitadas. Ela não está chorando por mim, está chorando por si mesma.

É porque ela é bonita, sabe. Só isso. Eles não se importam com o resto. Ela tem passe livre pela vida.